A preocupação com a saúde da água de beber
Por Ana Marina Martins de Lima* Especialista em Gestão Ambiental
Quanto aos parâmetros quimicos embora so agora divulgados na grande mídia e com base em dados do SISGUA com atualização da plataforma e liberados a pouco tempo tendo como base o sistema da ferramenta Água Boa de Beber do MPF.
Este é um tema de interesse público e algumas Universidades no âmbito da temática de Saúde Ambiental tem incentivado seus alunos a pesquisarem o tema. Durante alguns anos foram criados Fóruns que debatem a questão com participação de órgãos do governo e sociedade civil.
São necessárias modificações urgentes quanto a disponibilidade de dados e a implementação de novos parâmetros de monitoramentos .
Utilizando-se do Princípio da Precaução é importante rever os dados considerados normais para saúde humana tendo se com o base os parâmetros de ecotoxicologia ,investigando a origem da pluma de contaminantes e alinhando se os níveis permitidos de acordo com legislações internacionais mais restritivas.
A água não pode ser considerada apenas um Direito Humano pois afeta a saúde dos animais e plantas ou seja todo o Meio Ambiente no qual habitamos, portanto faz parte do contexto de Saúde Única.
Importante Salientar que a Anvisa promoveu nova reunião referente a toxicovigilancia de agrotóxicos, espera-se que os técnicos da agência estejam atentos às questões aqui elencadas pelas autoras deste artigos.
Se encontradas distorções entre informações da saúde às população referente a doenças de vínculo hídrico ou outro meio co ar ou consumo de alimentos onde contaminantes quimicos provenientes de atividades humanas estejam presentes talvez seria pertinente o monitoramento de Agências Produtoras de Água e Promotoras de Saneamento por meio de Laboratorios qualificados e pertencentes a órgãos ligados a Saúde Pública, Meio Ambiente e Agricultura.Diante de todos os fatos e a possibilidade de interpretação inadequada de laudos ou resultados divulgados pela midia não especializada as autoridades em saúde devem estar atentas ao provável aumento de consumo de água mineral e de fontes alternativas que possuem outras portarias que devem estar adequadas as portarias vigentes para estes tipos de águas visto que água não tratadas podem transmitir doenças como: cólera, febre tifóide, hepatite A e doenças diarréicas agudas de várias etiologias: bactérias (Shigella, Escherichia coli), vírus (Rotavírus, Norovírus e Poliovírus) e parasitas (Ameba, Giárdia, Cryptosporidium, Cyclospora).

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