Sobre a Carta de repúdio civil ao PLS 626/2011 que pretende liberar o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia

Por: Ana Marina Martins de Lima/ Ambiente do Meio

Uma breve análise da carta abaixo: está em pauta o mercado do combustível nacional ou a degradação da Amazônia?

Vejo que as leis ambientais deveriam ser respeitadas em todos os sentidos, qualquer plantio não nativo deveria ser banido da Região Amazônica, o gado não deveria estar presente assim como cultivares lá existente, que invadem espaços conservados da mata e acabam com nosso patrimônio legal.

Prezo por um momento de ação conjunta das ONGs que aqui assinam para um CONAMA mais ativo e para real proteção do Meio Ambiente .

Se os congressistas de fato escutarem a população local teremos de fato uma país mais desenvolvido e que será um exemplo em desenvolvimento socioambiental.

Prejudicar o Clima fere o Acordo de Paris e a Conferência de Estocolmo, as atitudes negativas realizadas ao longo de muitos anos por nossos governantes com apoio de parte da sociedade visando um desenvolvimento sustentável tem mostrado um retrocesso ambiental neste país a exemplo da flexibilidade das leis para simplificar a liberação da construção de grandes obras e outorgas da água com prioridade para o desenvolvimento no  campo energético acima da proteção ambiental e da população ribeirinha.

Se a votação realizada pela população for levada a sério está PL sera engavetada, contudo deveremos pensar em como nós brasileiros poderemos colaborar com a proteção do meio ambiente sem que hajam bandeiras políticas e empresariais “financiando” este processo.

Por não temos uma “UNICA ong” defendendo o meio ambiente do uso de agroquímicos e protegendo nossos biomas acabamos com a fauna e a flora em todo território brasileiro além de  levarmos milhares de pessoas a leitos de hospitais.

A evolução da economia mundial  deve ser baseada no progresso socioambiental. 

CARTA DE REPÚDIO DA SOCIEDADE CIVIL AO PLS 626/2011 QUE LIBERA CANA-DE-AÇÚCAR NA AMAZÔNIA, com votação prevista para essa terça-feira no Senado.

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Foto: Flávia Mutran /Agência Pará

Liberação de cana na Amazônia joga contra as florestas e o etanol brasileiro

“A onda de retrocessos socioambientais promovida pela bancada ruralista durante o governo Temer é tão grande que agora ameaça o próprio setor produtivo. O Senado deve votar, nesta terça-feira (27), um projeto de lei que autoriza o cultivo de cana-de-açúcar na Amazônia Legal, proibido há oito anos. Se aprovado, o projeto será trágico para as florestas e também para a indústria de biocombustíveis do Brasil – que sofrerá um dano de imagem difícil de reparar num período crítico para o sucesso do etanol.

O Projeto de Lei do Senado nº 626/2011, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), é antes de mais nada desnecessário para a indústria sucroalcooleira. O zoneamento da cana, aprovado por decreto em 2009, autoriza a expansão do cultivo em 70 milhões de hectares. Isso é dez vezes mais área do que a expansão projetada da lavoura até 2020. Portanto, não falta terra para plantar cana de forma sustentável.

Permitir o cultivo na Amazônia, mesmo que em áreas degradadas, significa acrescentar mais um motor ao desmatamento na região: a pecuária será empurrada para novas áreas para dar lugar à lavoura, estimulando a devastação onde hoje deveria haver aumento de produtividade. Toda a infraestrutura de processamento precisaria se instalar ali, o que aumenta a pressão sobre a floresta. Cria-se um problema onde hoje ele não existe, e sem nenhuma justificativa consistente.

Além do risco ambiental, a proposta também joga na lama a imagem dos biocombustíveis do Brasil. O zoneamento da cana, afinal, foi feito exatamente como resposta a ameaças de imposição de barreiras comerciais não-tarifárias às exportações de álcool do Brasil. Revertê-lo atesta a nossos compradores que o Brasil não é um país sério, já que é incapaz de manter uma salvaguarda ambiental num tema discutido com o setor e pacificado há quase uma década. Isso fez a União da Indústria Sucroalcooleira, a Unica, manifestar-se, em 2017, contrariamente à proposta.

Prejudicar a indústria dos biocombustíveis significa prejudicar também o clima. Além de ter sua meta no Acordo de Paris para o setor de energia baseada, entre outros, na produção sustentável do etanol, e viabilizada com a lei do RenovaBio, o Brasil também lidera esforços internacionais de desenvolvimento de biocombustíveis para a descarbonização rápida do setor de transportes. Essa liderança é ferida de morte pelo projeto de Flexa Ribeiro.

Já para nossos concorrentes, em especial os produtores de etanol de milho dos Estados Unidos, trata-se de uma grande notícia: o álcool brasileiro é mais barato e energeticamente muito mais eficiente, e tirá-lo de circulação é o sonho da concorrência – principalmente em tempos de escalada protecionista promovida pelo governo de Donald Trump.

O PLS 626/2011, pautado de surpresa no último dia 21, atende a alguns interesses privados e acaba beneficiando estrangeiros enquanto impõe graves ameaças à Amazônia e ao setor de biocombustíveis. Repudiamos qualquer tentativa de votá-lo em plenário. Em respeito aos interesses maiores do país, cabe ao presidente Michel Temer e ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, darem a esse projeto de lei o único destino aceitável: o arquivamento.”

Brasília, 26 de Março de 2018

ASSINAM ESTA NOTA:

Amazon Watch

Amigos da Terra Amazônia Brasileira

Associação Alternativa Terrazul

Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi)

Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros (Aprec)

Centro de Ação Comunitária (Cedac)

CI-Brasil – Conservação Internacional

Comissão Pró-Índio de São Paulo

Conselho Nacional das Populações Extrativistas – CNS

Ecoa – Ecologia e Ação

Engajamundo

Fórum da Amazônia Oriental (FAOR)

Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

Fundação SOS Mata Atlântica

Fundación Avina

Gambá – Grupo Ambientalista da Bahia

Greenpeace

Rede GTA

Instituto BV-Rio

Idesam

Instituto Amazônia Solidária (IAMAS)

Instituto Centro de Vida (ICV)

Instituto ClimaInfo

Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – Idesam

Instituto Ecoar

Instituto de Manejo Florestal e Certificação Agrícola (Imaflora)

Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé)

Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)

Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)

Instituto Socioambiental

IPAM Amazônia

Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais-UFMG

Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais

Observatório do Clima

Projeto Hospitais Saudáveis

Projeto Saúde e Alegria

Rede de Cooperação Amazônica (RCA)

Rede ODS Brasil

Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS)

SOS Pantanal

Uma Gota no Oceano

WRI Brasil

WWF-Brasil

Veja a matéria no site do senado:

https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/102721

pl 626 de 2011

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Ciclo de Workshops Setoriais das Opções de Mitigação de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Setores-Chave do Brasil

Por: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) realizará o evento:   Ciclo de Workshops Setoriais das Opções de Mitigação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Setores-Chave do Brasil.

Neste ciclo serão debatidos cenários de redução de emissões de GEE para os setores de Agricultura, Florestas e Outros Usos do Solo (AFOLU), Transportes, Gestão de Resíduos, Edificações e Energia.

Data e Local

Data: 19 a 22 de setembro de 2016

Local: Auditório do 10º andar / Edifício Ventura (FINEP)

Endereço: Avenida República do Chile, 330 – Centro / Rio de Janeiro

Programação

19/09/2016

14h00min às 14h15min – Abertura

Márcio Rojas da Cruz (Coordenador Geral de Mudanças Globais de Clima – CGMC/MCTIC)

14h15min às 14h30min

Objetivos e escopo do workshop

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

14h30min às 16h30min

Cenários de mitigação de emissões de GEE do setor de AFOLU (Agropecuária, Florestas e Outros Usos do Solo)

Britaldo Soares Filho, Raoni Rajão e Juliana Davis (CSR/UFMG)

16h30min às 17h30min

Debate

Moderador: Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

17h30min às 17h45min

Síntese dos esclarecimentos e contribuições para o estudo setorial

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

17h45min às 18h00min – Encerramento

Régis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

Moema Corrêa (Diretora Nacional do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

20/09/2016

9h00min às 9h15min

Objetivos e escopo dos workshops

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

9h15min às 11h15min

Cenários de mitigação de emissões de GEE do setor de transportes

Bruno Borba (UFF)

11h15min às 12h00min

Debate

Moderador: Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

12h00min às 12h15min

Síntese dos esclarecimentos e contribuições para o estudo setorial

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

12h15min às 14h00min

Almoço

14h00min às 15h45min

Cenários de mitigação de emissões de GEE do setor de gestão de resíduos

Marcos Freitas, Renata Barreto e Daniel Stilpen (COPPE/UFRJ)

15h45min às 16h30min

Debate

Moderador: Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

16h30min às 16h45min

Síntese dos esclarecimentos e contribuições para o estudo setorial

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

16h45min às 17h00min – Encerramento

Régis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

Moema Corrêa (Diretora Nacional do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

21/09/2016

14h30min às 14h45min

Objetivos e escopo do workshop

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

14h45min às 16h45min

Cenários de mitigação de emissões de GEE do setor de edificações

André Lucena, Rafael Garaffa e Esperanza Gonzales (COPPE/UFRJ)

16h45min às 17h30min

Debate

Moderador: Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

17h30min às 17h45min

Síntese dos esclarecimentos e contribuições para o estudo setorial

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

17h45min às 18h00min – Encerramento

Régis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

Moema Corrêa (Diretora Nacional do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

22/09/2016

9h00min às 9h15min

Objetivos e escopo do workshop

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

9h15min às 11h15min

Cenários de mitigação de emissões de GEE do setor energético (E&P e refino de petróleo)

Roberto Schaefer (COPPE/UFRJ)

11h15min às 12h00min

Debate

Moderador: Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

12h00min às 12h15min

Síntese dos esclarecimentos e contribuições para o estudo setorial

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

12h15min às 14h00min

Almoço

14h00min às 16h00min

Cenários de mitigação de emissões de GEE do setor energético (setor elétrico, fontes alternativas e

biocombustíveis)

Roberto Schaefer (COPPE/UFRJ)

16h00min às 17h00min

Debate

Moderador: Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

17h00min às 17h15min

Síntese dos esclarecimentos e contribuições para o estudo setorial

Regis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

17h15min às 17h30min – Encerramento

Régis Rathmann (Coordenador Técnico do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

Moema Corrêa (Diretora Nacional do Projeto Opções de Mitigação – CGMC/MCTIC)

Mais informações e inscrição em:  ctc_mitigacao@mctic.gov.br

evento

 

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Agências da ONU no Brasil celebram Dia Mundial do Meio Ambiente

Por ONU
Liderado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado anualmente no dia 5 de junho. Este ano, o tema clama por tolerância zero ao comércio ilegal de animais silvestres.
Solte a fera pela vida”. Este é o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2016, celebrado globalmente no dia 05 de junho sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O tema traz à tona o tráfico de animais silvestres e a necessidade de combater esse comércio ilegal que destrói a biodiversidade, ameaça os ecossistemas, gera custos para a economia e coloca em risco a vida de seres humanos.
O PNUMA, com o apoio da ONU Verde – grupo de trabalho interagencial das Nações Unidas no Brasil –, prepararam uma programação em Brasília com ações entre os dias 5 a 8 de junho de 2016, a fim de promover a conscientização sobre o tráfico de animais silvestres. Saiba mais ao final do comunicado.
Crimes ambientais como o comércio ilegal de animais silvestres, a destruição ilegal de florestas por empresas, a exploração e comércio ilegal de ouro e outros minerais, a pesca ilegal, o tráfico de resíduos perigosos e a fraude de créditos de carbono, estão crescendo duas a três vezes mais rapidamente que o PIB global.
O crime ambiental supera o comércio ilegal de armas de pequeno porte, que é avaliado em cerca de 3 bilhões de dólares. É, ainda, o quarto maior empreendimento criminoso depois de tráfico de drogas, da falsificação e do tráfico de seres humanos. A quantidade de dinheiro perdido nesse crime ambiental é 10 mil vezes maior do que a quantidade de dinheiro gasto para combatê-lo – equivalente a apenas 20-30 milhões de dólares.
A ascensão do crime ambiental em todo o mundo é profundamente preocupante. As vastas somas de dinheiro gerado por esses crimes alimentam terroristas e grupos criminosos altamente sofisticados. Na América do Sul, por exemplo, os cartéis de drogas têm grande envolvimento com o comércio ilegal de fauna silvestre, muitas vezes se utilizam de animais vivos ou de suas peles para transportarem seus produtos.
O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, possuindo mais de 103.870 espécies animais conhecidas no país. A perda e fragmentação de habitats naturais e captura, comércio e guarda ilegal de animais silvestres são algumas das maiores ameaças para a fauna nativa.
Um número elevado de espécimes vem sendo extraído da natureza sem levar em consideração a capacidade de reposição natural das espécies. A ONG Renctas estima que, no Brasil, cerca de 38 milhões de exemplares sejam retirados anualmente da natureza e que aproximadamente 4 milhões deles sejam vendidos, pois para cada produto animal comercializado são mortos pelo menos três; e para o comércio de animais vivos, a cada dez traficados apenas um sobrevive.
Os lucros do comércio ilegal de animais silvestres ameaçam a paz e a segurança e prejudicam, também, a subsistência de comunidades locais. De acordo com o relatório “O aumento do crime ambiental” (The Rise of Environmental Crime), lançado neste sábado (4) pelo PNUMA em parceria com a Interpol, o custo do crime ambiental chega, atualmente, a 258 bilhões de dólares – significando um aumento de 26% em comparação a 2014. Esse dado revela que a ocorrência de crimes ambientais bateu seu próprio recorde, tendo superado o comércio ilegal de armas de pequeno porte.
O estudo mostra que as enfraquecidas leis e o escasso financiamento de forças de segurança estão permitindo que redes internacionais criminosas e rebeldes armados lucrem com esse comércio que alimenta conflitos, devasta ecossistemas e coloca espécies sob ameaça de extinção.
Por isso, fortes ações, legislações e sanções, em nível nacional e internacional, bem como incentivos econômicos e meios de subsistência alternativos para aqueles que se sustentam dessa cadeia de crime ambiental, são necessárias para combater o tráfico.
A interrupção desse comércio é crucial para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), uma vez que ameaça a biodiversidade, os meios de vida das pessoas e perturba a paz mundial.
O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente aborda, em particular, o Objetivo 15, que trata da vida terrestre e inclui metas de combate à oferta e à demanda de produtos ilegais provenientes de animais selvagens, e solicita a proteção da fauna e da flora silvestre, bem como dos ecossistemas dependentes.
Celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente na Casa da ONU com a participação do cantor Lenine, em apoio à campanha “Solte a fera pela vida”
Para abrir a Semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA, com o apoio da ONU Verde (grupo de trabalho interagências das Nações Unidas no Brasil), realizarão uma mesa-redonda sobre o tráfico de animais silvestres para a imprensa e convidados.
Como defensor da campanha “Solte a fera pela vida”, o cantor e ecologista Lenine participará da atividade ao lado de autoridades das Nações Unidas e representantes do governo e da sociedade civil.
O evento será seguido da abertura da Mostra de Cinema Ambiental aberta ao público no Cine Brasília, que também contará com a presença de Lenine na plateia no dia 06 e se estenderá com uma programação variada até o dia 07 .

Leia o relatório:

O aumento do crime ambiental

Programação ONUBR

Assembleia Ambiental da ONU aprova resoluções para impulsionar desenvolvimento sustentável e acordo do clima

Por ONU

Ministros do meio ambiente de todo o mundo, reunidos na segunda sessão da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2) em Nairóbi, no Quênia, aprovaram 25 medidas para mitigar problemas ambientais e ajudar a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.
Ministros do meio ambiente de todo o mundo, reunidos na segunda sessão da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2) em Nairóbi, no Quênia, na sexta-feira (27), aprovaram 25 medidas para mitigar problemas ambientais e ajudar a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.
Entre as questões abordadas estiveram lixo marinho, comércio ilegal de animais silvestres, poluição do ar, gestão de produtos químicos e consumo e produção sustentáveis — parte integral das ações globais necessárias para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.
O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, disse que o “meio ambiente sempre foi e sempre será o coração da prosperidade humana”. “As nações do mundo reconheceram isso em 2015 com acordos globais, tais como a Agenda 2030, o Acordo de Paris para o clima e a Agenda de Ação de Adis Abeba”, disse.
“O que vimos nos últimos cinco dias foi a mesma vontade política e paixão por mudança que nos levou aos acordos internacionais de 2015″, declarou. “Com o consenso global reafirmado, estamos tomando passos para criar a transformação real de nossos modelos de desenvolvimento”.
“Nas decisões tomadas aqui nessa assembleia para o meio ambiente, vemos uma mudança direcional que irá formar as decisões ministeriais em seus países de origem. Precisamos agora ver o comprometimento ousado e decisivo observado no PNUMA transmitido ao nível nacional para impulsionar a Agenda 2030 e garantir um futuro melhor para as pessoas e o planeta.

A Assembleia Ambiental das Nações Unidas teve a participação de milhares de delegados de 174 países e eventos paralelos sobre questões de importância global.
As sessões da UNEA-2 tiveram ainda a participação do vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson; do presidente do Quênia, H.E. Uhuru Kenyatta; do diretor-executivo do ONU-Habitat, Joan Clos; e do vice-presidente do Irã e ministro do Meio ambiente do país, Masoumeh Ebtekar.
As sessões foram presididas pelo ministro do Meio Ambiente da Costa Rica, Edgar Gutiérrez, que assumiu a posição de Oyun Sanjaasuren, ex-ministro do Meio Ambiente e de Desenvolvimento da Mongólia.
Seguem abaixo os temas que dominaram as 25 resoluções e ações decididas na UNEA-2 — que teve como tema as iniciativas necessárias para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.

Implementação da Agenda 2030 e do Acordo de Paris
O principal tema da UNEA-2 foi a Agenda 2030 e as iniciativas necessárias para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nesse sentido, a assembleia pediu que o PNUMA dê início a novas parcerias e fortaleça as já existentes, incluindo com o setor privado e a sociedade civil.
Os Estados-membros pediram que o programa das Nações Unidas continue promovendo a intersecção entre financiamento e meio ambiente.
Sendo o Acordo de Paris um dos tratados ambientais mais significativos das últimas décadas, a assembleia também concluiu que o PNUMA deve acelerar o apoio aos países, especialmente aqueles em desenvolvimento, para construir uma capacidade nacional para implementação do acordo, além de gerar capacidade de acesso a tecnologia e financiamento.

Comércio ilegal de animais silvestres
Uma questão importante tratada pela UNEA-2 foi o comércio ilegal de animais silvestres, que está empurrando espécies para a extinção, roubando o legado natural dos países e lucrando com redes criminosas internacionais.
A assembleia aprovou uma resolução construída a partir de compromissos anteriores da primeira UNEA e pela resolução 69/134 da Assembleia Geral da ONU, pedindo que os Estados-membros tomem mais passos no nível nacional, regional e internacional para evitar, combater e erradicar o fornecimento, trânsito e demanda relacionada ao comércio ilegal de animais silvestres.
Isso inclui a implementação de estratégias e planos de ação, fortalecimento dos sistemas de governança sobre questões como corrupção e lavagem de dinheiro, apoio ao Consórcio Internacional de Combate a Crimes contra a Vida Selvagem e a criação de formas sustentáveis de vida para comunidades afetadas pelo comércio ilegal.
O PNUMA e seus parceiros, com o apoio de celebridades como a modelo brasileira Gisele Bündchen, o jogador de futebol Neymar Jr. e outras, também lançaram uma nova campanha, a “Wild For Life” para engajar milhões de membros do público a acabar com o comércio ilegal de animais silvestres.

Lixo e entulho marinho
Estima-se que haja 5,2 trilhões de pedaços de plástico flutuando nos oceanos, prejudicando tanto a vida marinha como a biodiversidade. Para enfrentar esse problema, os Estados-membros decidiram encorajar empresas a considerar o ciclo ambiental de seus produtos.
Os delegados também buscaram a assistência do PNUMA para acessar a efetividade das estratégias de governança e abordagens para combater o lixo marinho, e identificar como mitigar esses problemas.
Também pediram que o programa das Nações Unidas ajude a desenvolver e implementar ações nacionais e regionais para combater o lixo marinho, com ênfase nas regiões que são as maiores fontes de dejetos.

Ambiente mais saudável, pessoas mais saudáveis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em 12,6 milhões as mortes causadas a cada ano a questões ambientais, enfatizando a importância de um ambiente saudável para uma população saudável.
Diversas resoluções relacionadas à saúde humana e ao meio ambiente foram aprovadas. Uma delas foi uma iniciativa para desenvolver ações de gestão de químicos como chumbo, material que causou a morte de cerca de 650 mil pessoas em 2010 e ainda causa danos ambientais globalmente.
Os delegados pediram que o PNUMA desenvolva pesquisa sobre ações que possam ser adotadas para implementar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); pediram ao setor privado que tenha um papel maior na gestão de químicos e lixo; e pediram que os países garantam uma melhor reciclagem de baterias tanto no nível nacional como regional.
Outra resolução pediu também que o PNUMA estabeleça uma rede global de pesquisa sobre a ameaça representada pelas tempestades de pó e areia e incorpore a questão em seu trabalho. Tais tempestades contribuem para reduzir a qualidade do ar, um problema que causa a morte de ao menos 7 milhões de pessoas todos os anos no mundo.

Outras resoluções
Conflitos armados e sua relação com o meio ambiente também foram fontes significativas de discussões na UNEA-2. Um simpósio abordou as relações entre os deslocamentos de refugiados e o meio ambiente, abordando suas causas e implicações.
Uma das resoluções pediu que os Estados-membros adotem medidas apropriadas para garantir o cumprimento da lei humanitária internacional em relação à proteção do meio ambiente em períodos de conflito armado.
Resoluções sobre desperdício de comida e consumo e produção sustentáveis, que afetam tanto a Agenda 2030 como o Acordo de Paris, também foram aprovadas.
Outra resolução pediu mais esforços e cooperação para diminuir a quantidade de comida produzida a cada ano que é perdida ou jogada fora, assim como o comprometimento dos Estados-membros para atingir o ODS 12, que foca no Consumo e Produção Sustentáveis.

Brasil será sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012

De ONU/ PNUMA para  Ambientedomeio

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) anunciou que o Brasil, dono de uma das economias que crescem mais rápido no mundo, será a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), comemorado anualmente no dia 5 de junho.

O tema deste ano: “Economia Verde: Ela te inclui?” convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia-a-dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.

O Brasil foi sede do WED em 1992, durante a Cúpula da Terra, quando chefes de Estado, líderes mundiais, oficiais de governo e organizações internacionais se encontraram para reorientar, recalibrar e traçar um caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

“Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”, declarou Achim Steiner, Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA.

“Três semanas após o WED, o Brasil receberá a Rio+20, onde líderes mundiais e nações se reencontrarão para desenhar um futuro que faça do desenvolvimento sustentável uma prática bem-sucedida – um futuro que pode fazer crescer economias e gerar trabalhos decentes sem pressionar os limites do planeta”, adicionou.

O Brasil tem o quinto maior território do mundo, com quase 8,5 milhões de Km2 onde vivem mais de 200 milhões de pessoas, o que o torna o quinto país mais populoso do mundo.

Em anos recentes, o Brasil deu grandes passos para resolver problemas como o desmatamento da Amazônia por meio do monitoramento da região.

Estimativas mostram que o Brasil alcançou uma redução significativa de gases causadores de efeito estufa como resultado da redução das taxas de desmatamento.

Segundo o relatório do PNUMA chamado Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, o Brasil tem tido uma posição de destaque na construção de uma economia que inclui a reciclagem, a energia renovável e a geração de empregos verdes.

A indústria de reciclagem do Brasil gera um retorno de dois bilhões de dólares, ao passo que reduz as emissões de gases de efeito estufa em dez milhões de toneladas.

Só no Brasil, na China e nos Estados Unidos, a reciclagem, em todas as suas formas, já emprega doze milhões de pessoas.

O Brasil é também líder na produção sustentável de etanol como combustível de veículos e está se expandindo em outras formas de energia renovável como a eólica e solar.

Recentemente, a construção de 500.000 novas casas com instalações de painéis solares no Brasil gerou 300 mil novos empregos.

“Nós estamos muito felizes por sediar as celebrações globais pelo meio ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente no Brasil será uma grande oportunidade para apresentar os aspectos ambientais do Desenvolvimento Sustentável nas semanas que antecedem a Conferência Rio+20”, declarou a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, que esta semana está participando da Sessão Especial do Conselho Administrativo do PNUMA em Nairóbi, Quênia.

“A história do Brasil, com a complexidade de sua economia diversa e dinâmica, a sua riqueza de recursos naturais e seu atual papel nas relações internacionais, oferece uma perspectiva única por meio da qual um resultado amplo e transformador se tornará possível na Rio+20”, adicionou Achim Steiner. “O forte comprometimento do Brasil com a equidade social e seu papel de destaque entre economias desenvolvidas e em desenvolvimento, pode guiar e moldar debates”.

“O conceito contemporâneo de desenvolvimento sustentável nasceu no Brasil e podemos considerar que o potencial que esse modelo apresenta para responder a desafios e oportunidades futuras será definido no Brasil daqui a quatro meses”, completou Steiner.

10° edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade

Por Hugo Penteado

Os departamentos de Meio Ambiente e Sustentabilidade e Comunicação Social da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha convida todos a participar da 10ª edição do Prêmio von Martius de Sustentabilidade.O concurso visa promover a sustentabilidade no Brasil através do incentivo de projetos e iniciativas nas áreas de meio ambiente, energias renováveis, responsabilidade social corporativa.
Este ano contamos com o patrocínio da Gráfica Bandeirantes, Henkel do Brasil, Evonik e Tetra Pak. Além disso, temos o apoio de instituições de alta relevância como CarbonFix, CEBDS, Centro de Competência Mercosul para Responsabilidade Social Empresarial, Ministério do Meio Ambiente, PNUMA, Sustentax e WWF-Brasil. O processo de seleção dos ganhadores e a compensação das emissões geradas pela cerimônia de premiação serão auditados pela BRTÜV.

As inscrições encontram–se abertas até o dia 25 de setembro de 2009.
Mais informações visite o site www.premiovonmartius.com.br.

Relatório PNUMA sobre a Amazônia

Segundo Relatório a ser publicado do PNUMA (Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente): 17% da floresta foi destruída em cinco anos, entre 2000 e 2005 a causa é a apropriação indevida da terra e das matérias primas da região.

No Brasil: 857 mil quilômetros quadrados de árvores – o equivalente à superfície da Venezuela – viraram fumaça ou foram cortadas

A colonização da Amazônia é realizada diante de conflitos entre as populações não há nada definido em relação aos direitos de propriedade, o modelo de apropriação das terras e das riquezas não são sustentáveis, segundo o PNUMA a população – concentrada nas cidades – ultrapassa os 33 milhões de habitantes, contra 5 milhões nos anos 1970 e que aumenta mais rápido que no resto dos países da zona. “A renda per capita mostrada por certas localidades não deve mascarar uma situação geral de grande pobreza. A riqueza extraída da exploração dos recursos naturais, na maioria das vezes, não é reinvestida no local”, adverte o relatório.

No Equador:  nas cidades petroleiras de Orellana e Sucumbíos, a renda per capita ultrapassa US$ 25 mil por ano, oito vezes mais que a média nacional, mas os indicadores de desenvolvimento humano continuam piores do que em outros lugares.

No relatório constam informações sobre a saúde da população, doenças relacionadas á má qualidade das águas desnutrição e ao desaparecimento de certas espécies que causam o aumento dos vetores.  

 

Fontes: Le Monde e BBC Brasil

 

Antonio Cunha/ AmbientedoMeio

Ana Marina Martins de Lima/ AmbientedoMeio

Um Oceano de plástico

Enviado por  Angélica Bustamante

 
Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme. 
 Foto Vortex

 No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.   

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’.

 Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.  

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.   E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos. 

  Foto: Plastico no estomago de uma ave

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully