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O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e seus parceiros lançaram nesta quinta-feira (13) uma iniciativa-chave para reduzir pela metade o desperdício de alimentos até 2030 e cortar até 7% das emissões de metano, como parte dos esforços para desacelerar as mudanças climáticas. 

Lançada na COP30 em Belém, a Food Waste Breakthrough é uma Solução Climática para 2030 no âmbito da Parceria de Marraquexe para a Ação Climática Global. Ela une governos, cidades e sociedade civil para agir sobre uma questão que atinge o cerne da fome no mundo e das mudanças climáticas. 

Mercado com diversas frutas e vegetais frescos, incluindo pimentões, tomates, alfaces, cebolas e ervas em exibição.
Legenda: A Food Waste Breakthrough baseia-se em três pilares: Capacitação e Advocacy, Dados e Políticas, e Finanças e Implementação. Com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o PNUMA lançará um projeto global de US$ 3 milhões, com duração de quatro anos.
Foto: © Ewastudio – Getty Images

O mundo desperdiça mais de um bilhão de toneladas de alimentos por ano, contribuindo com até 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. Isso representa até 14% das emissões de metano – um poluente climático de curta duração que é 84 vezes mais potente no aquecimento da atmosfera do que o dióxido de carbono ao longo de 20 anos. 

Contribuindo para uma perda financeira de US$ 1 trilhão por ano, a redução do desperdício de alimentos oferece uma das soluções mais econômicas, escaláveis e de alto impacto para enfrentar a crise do clima e a fome, especialmente nas cidades. 

“O mundo desperdiça uma quantidade imperdoável de alimentos a cada ano, em todos os países, ricos e pobres”, disse a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen.

“Reduzir esse desperdício de alimentos é fundamental para combater a fome e reduzir as emissões de metano dos aterros sanitários — uma ação decisiva para diminuir as temperaturas globais, economizar recursos e combater a insegurança alimentar ao mesmo tempo. A Food Waste Breakthrough é exatamente o tipo de iniciativa de grande impacto de que precisamos para controlar as mudanças climáticas e redistribuir alimentos nutritivos para aqueles que precisam deles.” 

“Se não for controlado, o desperdício de alimentos poderá dobrar seu impacto de metano até 2050, ameaçando nosso clima e segurança alimentar. Mas a solução está em nossas mãos. Ao unir governos, cidades, empresas e comunidades em todo o mundo para reduzir pela metade o desperdício de alimentos até 2030 e manter os alimentos fora dos aterros sanitários, podemos reduzir o metano, desencadeando ações climáticas ousadas e impulsionando a humanidade em direção a um futuro no qual a escassez e o desperdício de alimentos sejam coisa do passado”, afirmou o Campeão de Alto Nível da COP30 sobre o Clima, Dan Ioschpe.

A Food Waste Breakthrough baseia-se em três pilares: Capacitação e Advocacy, Dados e Políticas, e Finanças e Implementação. 

Com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o PNUMA lançará um projeto global de US$ 3 milhões, com duração de quatro anos, para implementar as metas da Food Waste Breakthrough. O projeto acelerará a prevenção do desperdício de alimentos e a mitigação do metano, adaptando e ampliando soluções comprovadas em nível nacional e subnacional nos países em desenvolvimento e promovendo a colaboração global sobre esse tema.

“Combater o desperdício de alimentos por meio da prevenção e da mudança de comportamento é promissor não apenas para a ação climática custo-efetiva, mas também para apoiar o consumo sustentável”, disse o CEO e presidente do Fundo Global para o Meio Ambiente, Carlos Manuel Rodríguez.

“Estamos ansiosos para fazer parcerias com países e cidades para ampliar esses investimentos como parte do nosso compromisso de promover mudanças transformacionais por meio de soluções integradas.” 

O PNUMA também está trabalhando com instituições financeiras e fundações para alavancar US$ 5 milhões para financiar 20 a 25 inovações comunitárias lideradas por cidades ou jovens na América Latina e Caribe, Ásia, África e Oriente Médio.

Liderança e participação global 

Campeões nacionais: Brasil, Japão e Reino Unido 

Campeões municipais e subnacionais: Amã, Bangcoc, Califórnia, Curitiba, Dar es Salaam, Florianópolis, Hanam City, Kisumu, Cidade do México, Milão, Paris e Rio de Janeiro. 

Contribuintes do setor privado: Carrefour, Citibank, Google, Hilton, Rabobank, Winnow 

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ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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