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Seminário: Apoio ao Plano de Monitoramento Global de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) da Convenção de Estocolmo – Fase 2: Amostragem e Análise de Novos POPs no Brasil

Com o objetivo de  Divulgar as atividades de monitoramento de poluentes orgânicos persistentes (POPs) da Convenção de Estocolmo desenvolvidas no Brasil e discutir as metodologias de amostragem e análises de POPs em amostras de ar, água e leite materno visando fortalecer a capacidade analítica local e apoiar o monitoramento global de POPs na região da América Latina e Caribe (GRULAC) o seminário que  é uma continuação do projeto “Apoio ao Plano de Monitoramento Global (GMP) de POPs nos países da América Latina e Caribe – Fase 1” será realizado em São Paulo.

monitoramento global de poluentes orgânicos

Programa Preliminar:

26 de Fevereiro – segunda-feira

08h30 Inscrição

09h00 Abertura

09h30 Convenção de Estocolmo: Plano de Implementação Nacional

Luiz Gustavo Haisi Mandalho – Ministério do Meio Ambiente – MMA

10h10 Café

10h30 Plano de Monitoramento Global de POP’s (GMP) – Fase 2 e Resultados da 3ª rodada do Estudo Interlaboratorial mundial

Heidelore Fiedler – Universidade de Örebro, Suécia – School of Science and Technology – MTM Research Center

11h20 Projeto GEF/PNUMA – Apoio à Implementação do Plano de Monitoramento

Global de POP’s na América Latina e Caribe – Fase 2: Atividades de Amostragem e Análise de Ar Ambiente e água superficial

Maria Yumiko Tominaga – Divisão de Análises Físico-Químicas / CETESB

11h50 Rede Latino Americana de Monitoramento Atmosférico Passivo (LAPAN)

Amaro de Azevedo – Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

12h20 Almoço

13h40 Toxicidade equivalente da atmosfera por dioxinas, furanos e bifenilas policloradas, com o uso de duas técnicas de coleta, passiva e ativa.

Ana Paula Francisco – Universidade.Metodista de São Paulo (UMESP)

14h20 Desafios analíticos para análise de novos POPs

Esteban Abad – CSIC/Laboratório de Dioxinas e Furanos/IDAEA

Obs.: a palestra será proferida em Espanhol, sem tradução simultânea.

15h00 Café

15h20 Determinação simultânea de PCDD/F, PCB, PBDE e PBB em matrizes ambientais

Camila Rodrigues da Silva – Setor de Química Orgânica / CETESB

15h50 Desenvolvimento de guia orientativo para amostragem e análise de PFOS em água

Heidelore Fiedler – Univ. de Örebro – School of Science and Technology – MTM Research Center

Obs.: a palestra será proferida em Inglês, sem tradução simultânea.

16h30 Apresentação de filme sobre análise de PFOS

17h00 Encerramento das atividades do dia.

27 de fevereiro – terça-feira

08h30 Experiências e novas abordagens sobre análise de POPs por espectrometria de massa

Esteban Abad – CSIC-Barcelona/Laboratório de Dioxinas e Furanos/IDAEA

Obs.: a palestra será proferida em Espanhol, sem tradução.

09h10 “Potencial de Emissão de PBDEs e PFOS das Indústrias Brasileiras (eletroeletrônicos e têxtil)”

João Paulo A. Lacerda – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT

09h50 Café

10h10 Variações sazonais e espaciais de poluentes semivoláteis no ar urbano e suburbano – sudeste do Brasil

Rodrigo Ornellas Meire / Instituto de Biofísica – UFRJ

10h50 Monitoramento do transporte atmosférico de poluentes semivoláteis em montanhas tropicais – sudeste do Brasil

Rodrigo Ornellas Meire / Instituto de Biofísica – UFRJ

11h30 POPs em Leite Humano – Níveis no Brasil

Thomas Krauss – Instituto Nacional de Controle em Saúde – INCQS/FIOCRUZ

12h10 Almoço

13h30 POPs no Brasil

Thomas Krauss – Instituto Nacional de Controle em Saúde – INCQS/FIOCRUZ

14h10 PBDEs em peixes e cetáceos do Rio de Janeiro

João Paulo M. Torres – Instituto de Biofísica- UFRJ

14h50 Presença e destino de retardantes de chama em aterros sanitários: um estudo de caso no Brasil

Joyce Cristale – Faculdade de Tecnologia da UNICAMP (FT-UNICAMP)

15h30 Café

15h50 Grupo de Trabalho: Estruturação da Rede de Amostragem e Análise de POPs no Brasil

Coordenação: MMA/CETESB

16h40 Conclusões (MMA/CETESB)

17h00 Encerramento

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FAO realiza conferência regional para definir prioridades no combate à má nutrição

fao

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou nesta segunda-feira (19) que realizará sua 35ª Conferência Regional para a América Latina e o Caribe em Montego Bay, Jamaica, de 5 a 8 de março de 2018.

O encontro reunirá representantes dos 33 países-membros da agência da ONU na região e definirá prioridades para o trabalho do organismo ao longo dos próximos dois anos.

“A conferência deste ano não poderia acontecer em um momento mais importante. Pela primeira vez em duas décadas, a fome cresceu na região, enquanto a obesidade e suas doenças associadas se tornaram a principal causa de morte em vários países. A hora de agir é agora”, alertou o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

A reunião, que é a mais alta instância decisória da FAO a nível regional, terá três temas centrais: erradicar a fome, o excesso de peso e a obesidade; acabar com a pobreza rural; e promover uma agricultura sustentável que seja resiliente às mudanças climáticas.

“Mais de 42 milhões de pessoas dormem com fome todas as noites”, disse Berdegué, que lamentou os retrocessos na luta contra a fome na região. “Até recentemente, o mundo olhava para a região para replicar nossas políticas contra a fome. Mas, nos últimos anos, vimos um aumento da fome. O que queremos discutir com os países é como colocamos nosso pé de volta no acelerador.”

O outro lado da má nutrição – a obesidade – é um problema que já afeta 96 milhões de pessoas.

O dirigente explicou que, de acordo com uma estimativa feita pelo Escritório Regional da FAO, em 26 países latino-americanos e caribenhos, as doenças associadas à obesidade são responsáveis por 300 mil mortes por ano. O número contrasta com as 166 mil pessoas mortas por assassinatos.

Além do aumento da fome, nos últimos anos, o ritmo de redução da pobreza rural caiu na região e, inclusive, foram observados aumentos em alguns países. Mais de 40% dos habitantes do campo são pobres e mais de 20% não conseguem sequer comprar uma cesta básica de alimentos.

“Devemos prestar atenção nos territórios onde a pobreza rural é mais difícil (de ser eliminada) e desenvolver novas ferramentas e políticas inovadoras de desenvolvimento rural para dar uma resposta urgente”, explicou Berdegué.

A migração é outro tópico que estará no centro das discussões da Conferência. “Que as pessoas não precisem migrar por causa da pobreza, da insegurança ou de catástrofes climáticas. Que aqueles que migrem sejam acolhidos em comunidades inclusivas e igualitárias. E que aqueles que retornem aos seus países de origem possam desenvolver todo o seu potencial. Esse é o nosso objetivo”, completou o dirigente.

De acordo com Berdegué, a região da América Latina e Caribe é uma das maiores produtoras de alimentos no mundo, o que a torna um ator de importância planetária. Mas a expansão agrícola também gerou grandes custos para as nações latino-americanas e caribenhas: poluição da água, degradação da terra, desmatamento, monoculturas e emissões de gases do efeito estufa.

Segundo a FAO, a região deve expandir sua produção de alimentos por meio de práticas sustentáveis, adaptando seus sistemas de produção às novas condições climáticas. “O que acontecer com a agricultura nesta região afetará todo o mundo”, concluiu Berdegué.

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Ministério Público Federal realiza hoje a Audiência Pública sobre aplicação aérea de agrotóxicos em canaviais

Por: Ascom MPF

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP/MS), por meio da Promotoria de Justiça de Glória de Dourados, realizam Audiência Pública para discutir os impactos ambientais, sanitários e socioeconômicos decorrentes da aplicação aérea de agrotóxicos em canaviais no município. A reunião será realizada hoje , às 18h30, no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Glória de Dourados.

O objetivo é debater os impactos da aplicação aérea de agrotóxicos em canaviais da região e seus efeitos jurídicos, técnicos e de gestão participativa. O encontro visa, ainda, buscar esclarecimentos que possam sustentar as ações dos membros do Ministério Público e permitir a manifestação dos interessados.

A audiência pública será presidida por membros do MPF/MS e do MPE/MS que atuam nos municípios de Dourados e Glória de Dourados. Estão convidados a participar do encontro autoridades federais, estaduais e municipais diretamente interessadas no tema, operadores do Direito, acadêmicos especialistas no tema e representantes de sociedade civil.

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Ferramentas da Gestão Pública em ações relacionadas aos efeitos dos temporais na vida dos cidadãos

Texto elaborado por Paulo Henrique Monteiro e editado por Ana Marina Martins de Lima – Ambiente do Meio

A temporada das águas começa no final do ano juntamente com a passagem da primavera, com chuvas moderadas a fortes, estendendo até o fim do verão, aumentando a ocorrência de acidentes graves, pelo motivo de ser o período de férias, marcado pela grande circulação de pessoas por áreas litorâneas e de veraneio, devido às datas comemorativas “Natal, virada de ano e carnaval”.

A incidência das chuvas torrenciais está relacionada com a mudança do clima e à alteração do ciclo da água pelo acumulo de substância tóxicas no meio ambiente, pela poluição do ar e do solo, que são indicados como fatores de ocorrência de câncer na população, conforme estudos realizados na área de Epidemiologia Ambiental.

Ainda em relação aos estudos é comprovado risco a saúde pública a precariedade ou ausência de  saneamento básico como causa de doenças de veiculação hídrica e alimentar conforme citado pela equipe da Divisão de Doenças Hídricas do Centro de Vigilância Epidemiológica  da Secretaria de Saúde do Estado de  São Paulo – CVE :  “as principais doenças relacionadas à ingestão de água contaminada são: cólera, febre tifoide, hepatite A e doenças diarreicas agudas de várias etiologias: bactérias    Shigella, Escherichia coli e vírus – Rotavírus, Norovírus e Poliovírus (poliomielite – já erradicada no Brasil); e parasitas – Ameba, Giárdia, Cryptosporidium, Cyclospora. Algumas dessas doenças possuem alto potencial de disseminação, com transmissão de pessoa para pessoa (via fecaloral), aumentando assim sua propagação na comunidade”.

O Plano Diretor da cidade é um instrumento de gestão que tem em seus objetivos a reorganização da distribuição geográfica da população para uma correta urbanização, pois com as intempéries do clima, os desastres Naturais provocam muitos transtornos sociais; como exemplo  é importante ressaltamos que enxurradas de grande volume trazem transtornos em locais de pouca permeabilidade do solo e de canais de escoamento precários, comprometendo as vias de locomoção de pedestres e automóveis, provocando erosões no solo até crateras, arrastando tudo que está pela frente.

As enchentes acumulam água não somente em regiões baixas, também conhecidas como pontos de alagamento, mas onde a vazão não tem uma estrutura adequada ou foi comprometida pelo aumento do índice pluviométrico, fato este, típico da urbanização onde há canalização de rios e córregos, ou da construção de residências e indústrias em regiões típicas de várzeas e entre montanhas.

Outro instrumento de gestão são os Centro Integrados de Alerta de Desastres Naturais (Cidade), na cidade de Araraquara o Centro iniciou suas atividades no mês de agosto de 2015, com o objetivo de monitorar o clima em tempo real, para emitir alertas em toda região, cujo motivo seria problemas climatológicos que atingem não só o município, mas também outras cidades, dessa forma, possibilitará a Defesa Civil trabalhar as prevenções na região.

E por último citamos o  6º Plano Primavera-Verão 2014-2015, com início em Dezembro, demonstra as formas de operação em casos de emergência à população e a órgãos de defesa, ações essas envolvendo o Corpo de Bombeiros, a Polícias Militar e Civil e empresas particulares, criando-se para isso um documento que aborda, desde a direção sob chuva, com a diminuição da velocidade, da necessidade de se acender os faróis do veículo e manter distância de pelo menos dois carros em relação ao veículo da frente, mas também na necessidade de estacionar em lugares seguros mediante riscos de acidentes como os faróis de “pisca alerta” ligados, não obstruindo as vias de acesso.

Outro fator de risco são os raios e segundo citado pela Empresa Brasileira de Comunicação a EBC: A cada 50 mortes por raios no mundo, uma é no Brasil, país que é campeão mundial em incidência do fenômeno. São 130 mortes, mais de 200 feridos por ano e prejuízos anuais da ordem de R$ 1 bilhão no país”.

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Podemos concluir que os instrumentos de gestão podem ser influenciados de maneira negativa caso não sejam realizados com a participação e ciência dos cidadãos, portanto a informação pela mídia e o desenvolvimento de Projetos de Educação Ambiental que a incluam esta temática são de extrema importância e urgência.

Nossas questões ambientais

Por: Ana Marina Martins de Lima

São nossas as questões ambientais, porque da resolução de problemas muitas vezes criados por nós depende a nossa vida.

Um exemplo muito simples é questão da poluição do ar, como ocorre? Você já pensou nisto? A poluição do ar é resultante das atividades realizadas pelo homem em busca da modernidade; desde o inicio do desenvolvimento industrial foram liberadas na atmosfera toneladas de gazes tóxicos como o enxofre.

O que causa o enxofre? Chuva ácida que destrói a vegetação de dependendo de sua intensidade causa desconforto respiratório para os seres humanos, além de influenciar no sistema que não vemos as atividades realizadas no solo por microrganismos reapossáveis pela fertilização e adubação natural para que tenhamos bons resultados na economia agrícola.

Atualmente um dos maiores poluidores do ar são os carros por causa do uso de combustíveis poluentes, embora tenha ocorrido um bom desenvolvimento na construção de carros modernos há pouca consciência e efetividade em politicas públicas que retirem as frotas antigas de circulação.

As estradas ainda são o meio mais comum para uso de transporte de cargas direcionadas ao portos e o caminhões utilizam na sua maioria das vezes diesel altamente poluente.

Resultado: temos milhares de casos de pessoas que necessitam de atendimento médico devido á poluição do ar e isto é um fator comum que vai além de barreiras municipais, estaduais ou federais.

A poluição da água é tão complexa quanto a doa ar, vivenciando recentemente em nosso país a crise da água em uma grande Metrópole como São Paulo, foram realizados diversos eventos temáticos que reuniu milhares de especialistas da área.

Infelizmente nestes eventos a notícia que não gostaríamos de dar é que a crise é muito maior não só por causa de escassez da água tratada, mas pelas condições em que deixamos esta água, temos muita água, mas “água doente”.

Por meio de técnicas de análises desenvolvidas a partir de conhecimentos de profissionais da Química, da Biologia e da Geologia hoje o que encontramos é um cenário no qual temos muitos poluentes do ponto de vista químico alguns poluentes são resultantes da descarga de esgotos não tratados em mananciais vindos da indústria farmacêutica e mesmo o esgoto de nossas casas contem uma grande carga de “remédios” que consumimos como os hormônios e antibióticos que podem ser responsáveis pela modificação da fauna e flora, além de posteriormente serem reintroduzidos para nosso consumo.

Do ponto de vista Biológico, microrganismos podem sofrer mutações ou adaptações tornando-se mais resistente á antibióticos e quando reintroduzidos em nosso consumo causa doenças das quais são mais resistentes aos medicamentos já existentes em alguns caos além de bactérias temos infecções causadas por fungos.

Já na Geologia notícias também não são boas as principais causas de poluição do solo e consequentemente poluição de mananciais são o despejo de resíduos “lixões a céu aberto” ou não, temos que repensar nosso consumo, mas também qual a forma na qual os resíduos sejam eles recicláveis ou não são colocados à disposição sobre o solo até que sem destinado a sua função final. Além da poluição proveniente destes resíduos há uma grande carga de agrotóxicos, alguns como temos notícias são fabricados ou adulterados e vendidos para uso também em pequenas propriedades no entorno de cidades.

Do ponto de vista da postura das empresas houve uma evolução no uso de conhecimentos tecnológicos visando à chamada “economia verde”, mas ainda são necessárias medidas de eficiência e eficácia para que soframos um pouco menos em relação aos poluentes presente em nosso meio.

Um estudo de caso no qual devemos refletir é ocaso de uma tragédia ocorrida em Santos durante a queima de poluentes que teve como consequência visível a morte de milhares de peixes com a poluição da água e como consequência não visível por toda sociedade a poluição do ar e o impacto econômico pela proibição do consumo e venda de peixes na região.

Voltando para nossa consciência em meio a tantos eventos e reuniões é preciso estar atentos às necessidades colocada s por especialistas como, por exemplo, uma análise mais profunda da água que é disponibilizada para consumo humano, o desenvolvimento de novas formas de tratamento.

Do ponto de vista da Lei são necessárias revisões quantos as penas e os termos de ajuste de conduta nesta área, além de rever a forma de como o homem é inserido no MEIO AMBIENTE, pois a legislação deve manter a postura da proteção da fauna e da folha, mas também deve estar atenta à proteção da VIDA HUMANA, as questões de saúde também devem estar presentes principalmente quando ocorre a avaliação do impacto causado por desastres e o possível impacto de novos empreendimentos.

 

Agência Ambiental Brasileira

Por Ana Marina Martins de Lima – Ambientedomeio

Necessitamos com urgência da criação de uma Agência Ambiental Brasileira cuja missão será integrar os órgãos: municipais, estaduais e nacionais relacionados as questões ambientais, de saúde pública e alimentares.

Os motivos que levam a esta necessidade estão relacionados as questões econômicas, questões políticas e questões judiciárias.

Há e houve uma imensidão de bons projetos que trariam benefícios para população e não saíram do papel devido a necessidade de investimento econômico e apoio político; falta de gestão dos recursos e apoio do judiciário por exemplo quando ocorrem notificações que envolvem a saúde da população.

Em meio a uma crise planetária devido a questões climáticas temos problemas com desastres naturais sua consequência para a saúde da população bem como a escassez de alimentos.

Não adianta por exemplo monitorarmos o clima e não realizarmos um plano de ação coletiva para monitorar as consequências das chuvas.

Temos legislações diferentes com relação ao uso de áreas recuperadas da degradação e algumas vezes pouco esclarecimento sobre a segurança e o tempo necessário de monitoramento destas áreas após a ocupação da população seja por condomínios populares ou de alto custo.

Em alguns casos a Vigilância Municipal tem uma melhor atuação em relação a Vigilância estadual, faltam profissionais habilitados e capacitados para autuar de forma a conseguir melhores benefícios frente aos riscos de ordem ambiental.

Esta agência se criada deve ter ação de polícia, pois muitas vezes algumas denúncias são realizadas aos órgãos existente e estes nada podem fazer um exemplo é a questão de lixos eletrônicos que trazem riscos e consequências a saúde da população do entorno, que não é monitorada e o pior as atividades continuam.

Com relação ao alimento, existe em algumas áreas não monitoradas os riscos em relação a contaminação por produtos utilizados como agrotóxicos, bem como áreas de plantio onde foram realizados em sua proximidade descarte de produtos químicos que podem contaminar o solo e água tendo como consequência a contaminação de animais, leite e carne além de frutas e legumes criando-se uma fonte de contaminação para população.

Temos a questão da poluição e contaminação das águas e do ar que fogem a barreiras municipais e estaduais, é necessário um planejamento de ordem nacional por exemplo para despoluição de rios, sendo esta despoluição realizada de forma programada e não gradual.

Por fim muitas das tragédias podem ser evitadas se a Agência atuar sem que haja influência de organizações político-partidárias para revisão e facilitação de leis que sejam de benefício para um sistema onde o meio ambiente e a saúde pública sejam beneficiados.

Qualidade do ar em São Paulo

Por: Ana Marina Martins de Lima

Qualidade do ar em São Paulo 14-10-2014
Foto:Ana Marina Martins de Lima

Informações da tabela abaixo tem como fonte o relatório da CETESB de 2013. Pode-se concluir que a cidade de São Paulo necessita de medidas emergenciais de combate e controle sobre a poluição do ar.

São necessárias as retiradas de veículos antigos e mais poluidores da frota atual bem como aumento da frota de veículos de locomoção coletiva de baixa emissão de poluentes e reflorestamento de terrenos não utilizados além de reflorestamento de áreas consideradas  degradadas onde não serão possíveis utilização para outro meios como por exemplo a construção de moradias para pessoas de baixa renda.

Nestes próximos dias os hospitais devem estar preparados para aumento na demanda de pacientes com problemas cardíacos e respiratórios.

qualidade do ar e saúde  CETESB relatório 2013

Águas de verão

Águas de verão

Por: Ana Marina Martins de Lima /Ambientedomeio

Estamos passando por uma crise no abastecimento de água, o que levou a esta crise?

1) Falta de Planejamento urbano: existem várias construções em margens de Rios e Lagoas.

2) Falta de “Saneamento Básico”: existem verdadeiros esgotos a céu aberto espalhados por nossas cidades.

3) Ausência de políticas públicas vinculadas ao conhecimento científico: o aquecimento do planeta leva a uma rápida evaporação da água.

4) Aumento da frota de carros e consequentemente a poluição do ar: a poluição química leva a produção de uma camada de gás algumas vezes visível que impede as gostas de chuvas desprendidas das nuvens a chegarem na terra.

5) Impermeabilização do solo, a água não segue seu ciclo normal.

6) Pouca utilização de água de reuso no âmbito urbano para rega de plantas e limpeza de calçadas.

7) Varrição de ruas e elevação de poluentes para o ar.

8) Despejo de esgoto no mar durante a noite quando não há fiscalização: aumentando a produção de algas e modificando o ph da água, resultando no enfraquecimento da vida marinha e no impedimento da evaporação de água.

9) Despejo de esgoto industrial nos rios, visível somente quando ocorre a seca devido a coloração da água.

10) Abandono de carros em terrenos resultando na poluição química do solo e consequentemente da água.

11) Poluição do ar por indústrias que desligam os filtros de chaminés durante o fim de semana, fato percebido quando há por exemplo os seguintes sintomas na população somente nos fins de semana: ardências nos olhos, dor de garganta e dificuldade para respirar.

O que podemos fazer?

  • No período de um mês evitar a utilização de carros na Região Sudeste.
  • Mesmo que não haja fiscalização manter a manutenção preventiva de veículos.
  • Denunciar as autoridades postos que vendem combustíveis sujos.
  • Descartar o lixo em locais corretos.
  • Denunciar as autoridades os locais onde há despejo de esgoto no mar e cobrar atitudes coerentes, um exemplo na cidade de Mongaguá segundo a população local durante a noite são despejados esgoto no mar e no período da madrugada ocorre a limpeza das praias; consequência não visível por toda a população peixes mortos são recolhidos a noite, a alteração do ph da água é perceptível com a presença de cochas enfraquecidas encontradas na areia e a grande quantidade de pombos.
  • Preservar as áreas verdes e sugerir para autoridades a criação de novos parques e espaços onde podem ser construídos corredores verdes, um exemplo são os terrenos que fazem a margens de ferrovias.
  • Sugerir as autoridades a implementação de novas estações de tratamento de esgoto e captação de água, águas represadas em pedreiras poderiam ser adequadas consumo urbano.
  • Donos de pedreiras poderiam utilizar terrenos que não são ocupados para constituição de Parques fornecendo opções culturais para população e aumentando a área verde da cidade.
  • Diminuirmos permanentemente o consumo da água independente da crise estabelecida.

Como manter a Paz?

 

Estamos em um momento de Guerra, como entender que pessoas usam armas em nome da PAZ, parece que ainda vivemos nos tempos das Cruzadas.

Como manter a paz em uma sociedade como a nossa, derrubamos nossas florestas, poluímos nossos rios, poluímos nosso ar. Em nome do progresso e de nosso comodismo fabricamos mais e mais utensílios.

Por falar em floresta difícil ouvir uma “autoridade” dizer que é a favor do desmatamento legal da Amazônia (Pará), alguém sabe me dizer o que é desmatamento “legal”?  Bom lembrar que somos responsáveis pelo aquecimento global…Copenhague, negócios do Crédito de Carbono, países sem Política Ambiental. Continuar lendo “Como manter a Paz?”

DF é o que mais agride o meio ambiente no país

Enviado por Antonio Cunha

 

De acordo com o estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS/2008), divulgado  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a menor unidade da Federação tem, contraditoriamente, a maior incidência de queimadas em reservas ecológicas, a pior qualidade do ar e um dos mais elevados patamares de uso de agrotóxicos do país.

Especialistas afirmam que a degradação tende a se agravar, caso a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) – Projeto de Lei Complementar nº 46/2007, em tramitação na Câmara Legislativa – ignore os dados da pesquisa nacional. Segundo o IDS, 86% das queimadas no DF ocorrem dentro de unidades de conservação. O segundo lugar neste tópico fica com o Pará, com 26,2%. Uma diferença assustadora. O dado do IBGE  ratifica o que a sociedade civil vem dizendo com relação ao PDOT. As queimadas no resquício de cerrado original do DF (estima-se que 70% já virou carvão) provocam outro grave problema, que afeta especialmente a saúde de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, além de prestar uma valorosa contribuição ao aquecimento global. Segundo o IBGE, Brasília tem o pior índice de Partículas Totais em Suspensão (PTS) do país .A qualidade dos alimentos ingeridos pelo brasiliense também não vai nada bem. De acordo com o IBGE, no DF são utilizados 143 quilos (kg) de fertilizantes por hectare (ha). A média nacional é de 141,4 kg/ha. O consumo de fertilizantes é proporcionalmente maior do que no Rio de Janeiro e em  todos estados do Sul. Quanto aos agrotóxicos, estamos em quarto lugar nacional (4,2kg/ha, contra média nacional de 3,2kg/ha). Neste quesito, Brasília é superada apenas por São Paulo (7,6kg/ha), Sergipe (5,6kg/ha) e Espírito Santo (4,7kg/ha). O estudo revela ainda que houve diminuição de 34,2% da área agricultável do DF (1996) para 21,4% (2006). Para piorar, a atual revisão do PDOT propõe que outras zonas rurais ganhem destinação urbana. Essas mudanças estimulariam ainda mais o uso de fertilizantes e agrotóxicos – o que também agrava a poluição de rios e lagos. 

 

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Definição de Poluição

Por: Ana Marina Martins de Lima/ Ambiente do meio

O termo poluição é usado quando o ritmo vital e natural em uma área ou mais da biosfera é quebrado, afetando a qualidade ambiental, podendo oferecer riscos ao homem e ao meio, dependendo da concentração e propriedades das substâncias, como a toxidade, e da característica do ambiente quanto à capacidade de dispersar os poluentes, levando-se em conta não só as consequências imediatas, mas também as de longo prazo, tanto no ambiente como no organismo humano. (SCARLATO & PONTIN, 2006, p. 10-11).

Foto: Rio dos Sinos – 08/10/2006 Fonte : http://www.photografos.com.br/exibirfoto.asp?id=100817

Os problemas ambientais são causados por impactos originados por aspectos mais pontuais, mas que são ligados a um cenário maior, mais amplo. Este contexto maior abarca as atividades humanas que se encontra presente no meio urbano e rural e nos quais podemos mostrar seus efeitos geradores de impactos nos mais variados níveis do meio ambiente, tais como a poluição da água, do ar e do solo. Conforme descreve Valle (2004) “poluição ambiental pode ser definida como toda ação ou omissão do homem que, pela descarga de material ou energia atuando sobre as águas, o solo, o ar, causa um desequilíbrio nocivo, seja ele de curto, seja de longo prazo, sobre o meio ambiente… A definição do agente causador de poluição é dada como ser uma pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, responsável direta ou indiretamente pela atividade causadora da degradação ambiental.”

O meio, sendo base para as condições de geração e manutenção da vida de uma maneira geral, quando sofre ações externas modificadoras, passa a ser agente de impacto à saúde dos seres vivos, como o homem, e conforme Philippi (2004):“quando se analisam os impactos ambientais sobre a saúde, entendidos aqui como efeitos da apropriação humana sobre a natureza, verifica-se que é possível distingui-los em duas escalas: uma global e outra regional…. e ainda, os efeitos de escala global constituem-se no efeito estufa, interferências na camada de ozônio, perda de biodiversidade, desertificação”. A poluição pode ser portanto definida como uma consequência doa atos humanos.

Referência:

SCARLATO, Francisco Capuano; PONTIN, Joel Arnaldo. Do Nicho ao Lixo: ambiente, sociedade e educação. São Paulo: Atual Editora, 2006.

PHILIPPI, Junior, Arlindo, Romero, ANDRADE, Marcelo de, COLLET, Bruna Gilda. Curso de Gestão Ambiental. São Paulo: Malone, 2004.

 VALLE, Cyro Eyer do. Qualidade Ambiental: ISO 14000. 5º ed.. São Paulo: SENAC, 2004.