Ferramentas da Gestão Pública em ações relacionadas aos efeitos dos temporais na vida dos cidadãos

Texto elaborado por Paulo Henrique Monteiro e editado por Ana Marina Martins de Lima – Ambiente do Meio

A temporada das águas começa no final do ano juntamente com a passagem da primavera, com chuvas moderadas a fortes, estendendo até o fim do verão, aumentando a ocorrência de acidentes graves, pelo motivo de ser o período de férias, marcado pela grande circulação de pessoas por áreas litorâneas e de veraneio, devido às datas comemorativas “Natal, virada de ano e carnaval”.

A incidência das chuvas torrenciais está relacionada com a mudança do clima e à alteração do ciclo da água pelo acumulo de substância tóxicas no meio ambiente, pela poluição do ar e do solo, que são indicados como fatores de ocorrência de câncer na população, conforme estudos realizados na área de Epidemiologia Ambiental.

Ainda em relação aos estudos é comprovado risco a saúde pública a precariedade ou ausência de  saneamento básico como causa de doenças de veiculação hídrica e alimentar conforme citado pela equipe da Divisão de Doenças Hídricas do Centro de Vigilância Epidemiológica  da Secretaria de Saúde do Estado de  São Paulo – CVE :  “as principais doenças relacionadas à ingestão de água contaminada são: cólera, febre tifoide, hepatite A e doenças diarreicas agudas de várias etiologias: bactérias    Shigella, Escherichia coli e vírus – Rotavírus, Norovírus e Poliovírus (poliomielite – já erradicada no Brasil); e parasitas – Ameba, Giárdia, Cryptosporidium, Cyclospora. Algumas dessas doenças possuem alto potencial de disseminação, com transmissão de pessoa para pessoa (via fecaloral), aumentando assim sua propagação na comunidade”.

O Plano Diretor da cidade é um instrumento de gestão que tem em seus objetivos a reorganização da distribuição geográfica da população para uma correta urbanização, pois com as intempéries do clima, os desastres Naturais provocam muitos transtornos sociais; como exemplo  é importante ressaltamos que enxurradas de grande volume trazem transtornos em locais de pouca permeabilidade do solo e de canais de escoamento precários, comprometendo as vias de locomoção de pedestres e automóveis, provocando erosões no solo até crateras, arrastando tudo que está pela frente.

As enchentes acumulam água não somente em regiões baixas, também conhecidas como pontos de alagamento, mas onde a vazão não tem uma estrutura adequada ou foi comprometida pelo aumento do índice pluviométrico, fato este, típico da urbanização onde há canalização de rios e córregos, ou da construção de residências e indústrias em regiões típicas de várzeas e entre montanhas.

Outro instrumento de gestão são os Centro Integrados de Alerta de Desastres Naturais (Cidade), na cidade de Araraquara o Centro iniciou suas atividades no mês de agosto de 2015, com o objetivo de monitorar o clima em tempo real, para emitir alertas em toda região, cujo motivo seria problemas climatológicos que atingem não só o município, mas também outras cidades, dessa forma, possibilitará a Defesa Civil trabalhar as prevenções na região.

E por último citamos o  6º Plano Primavera-Verão 2014-2015, com início em Dezembro, demonstra as formas de operação em casos de emergência à população e a órgãos de defesa, ações essas envolvendo o Corpo de Bombeiros, a Polícias Militar e Civil e empresas particulares, criando-se para isso um documento que aborda, desde a direção sob chuva, com a diminuição da velocidade, da necessidade de se acender os faróis do veículo e manter distância de pelo menos dois carros em relação ao veículo da frente, mas também na necessidade de estacionar em lugares seguros mediante riscos de acidentes como os faróis de “pisca alerta” ligados, não obstruindo as vias de acesso.

Outro fator de risco são os raios e segundo citado pela Empresa Brasileira de Comunicação a EBC: A cada 50 mortes por raios no mundo, uma é no Brasil, país que é campeão mundial em incidência do fenômeno. São 130 mortes, mais de 200 feridos por ano e prejuízos anuais da ordem de R$ 1 bilhão no país”.

texto paulo

Podemos concluir que os instrumentos de gestão podem ser influenciados de maneira negativa caso não sejam realizados com a participação e ciência dos cidadãos, portanto a informação pela mídia e o desenvolvimento de Projetos de Educação Ambiental que a incluam esta temática são de extrema importância e urgência.

Um comentário em “Ferramentas da Gestão Pública em ações relacionadas aos efeitos dos temporais na vida dos cidadãos

Espaço para sua opinião

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s