Iniciativas do Brasil, Paraguai e Suriname recebem prêmio da ONU sobre combate à malária

Por: ONU BR

OPAS
Foto: OPAS

Programas de controle da malária do Brasil, Paraguai e Suriname receberam na terça-feira (6) o prêmio “Campeões contra a malária nas Américas”. O título é concedido anualmente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas. Duas iniciativas brasileiras foram reconhecidas em 2018. Uma delas combate a doença em áreas indígenas do município do Alto Rio Solimões (AM).

Programas de controle da malária do Brasil, Paraguai e Suriname receberam na terça-feira (6) o prêmio “Campeões contra a malária nas Américas”. O título é concedido anualmente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas. Duas iniciativas brasileiras foram reconhecidas em 2018. Uma delas combate a doença em áreas indígenas do município do Alto Rio Solimões (AM).

Desde 2015, o projeto na cidade amazonense conseguiu reduzir em 70% os casos da infecção. Implementada numa região de difícil acesso, a estratégia cobre uma área de mais de 70 mil habitantes, distribuídos em 13 comunidades ribeirinhas.

O outro programa brasileiro premiado é de Machadinho D’Oeste, em Rondônia. A cidade adotou medidas para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, além de promover o uso de mosquiteiros. O resultado foi uma diminuição de 44% nos casos da doença entre 2016 e 2017.

A iniciativa do Suriname realizou ações de saúde voltadas especialmente para mineiros, migrantes e comunidades indígenas. O projeto melhorou os serviços de diagnóstico, tratamento e controle de vetores, além de integrar o atendimento de saúde e buscar soluções tecnológicas inovadoras. Clique aqui para saber mais.

O Programa Nacional de Controle da Malária no Paraguai promove o acesso universal ao diagnóstico e tratamento da doença. A iniciativa conseguiu com que o país não registrasse casos locais de malária desde 2011. Em junho de 2018, o Paraguai se tornou o primeiro país das Américas em 45 anos a obter a certificação oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter eliminado a enfermidade.

A patologia, transmitida por mosquitos, continua sendo uma doença endêmica em 20 países do continente americano. A maioria dos episódios de infecção se concentra na sub-região amazônica.

“Essas experiências reafirmam nosso convencimento de que a eliminação da malária é uma meta alcançável”, elogiou a diretora adjunta da OPAS, Isabella Danel. Os vencedores do “Campeões contra a malária” foram anunciados em evento para marcar o Dia Mundial da Malária nas Américas.

Atualmente, a Argentina está em processo de certificar a eliminação da doença e outros seis países — Belize, Costa Rica, Equador, El Salvador, México e Suriname — reduziram a ocorrência de infecções em território nacional. Segundo a OMS, nas Américas, mais de 120 milhões de pessoas estão em risco de contrair a doença.

“O investimento e o compromisso contínuos da região para combater a malária estão dando frutos: temos os dados, a capacidade de usá-los para direcionar as intervenções que funcionam àqueles mais necessitados, a vontade política e o compromisso de eliminar essa doença”, avalia o coordenador adjunto da Malaria Global dos Estados Unidos, Rick Steketee.

Em 2018, o prêmio celebra uma década desde sua primeira edição. Desde 2008, a premiação já reconheceu 27 melhores práticas contra a malária em 13 países da região.

Entre os parceiros da OPAS no “Campeões contra a malária”, estão a Fundação das Nações Unidas, a Escola de Saúde Pública do Instituto Milken, a Universidade George Washington, o Centro para Programas de Comunicação da Escola de Saúde Pública Bloomberg, da Universidade Johns Hopkins, o Consórcio de Saúde Global da Escola Stempel de Saúde Pública e Trabalho Social, a Universidade Internacional da Flórida e a Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene.

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