Porque o gosto pelas cavernas começa na infância

Por: Eleciania Tavares e Patrícia de Sousa – Membros do Guano Speleo (SBE G075)

Paty Souza
Foto: Paty Souza

No dia 22 de setembro, membros do grupo Guano Speleo realizaram no Complexo do Parque Estadual Petter Lund, em Codisburgo MG, a 5ª edição do Espeleo Mirim. A atividade vem sendo realizada desde o ano de 2013, com crianças entre 4 a 11 anos. A edição deste ano contou com a participação de quatro crianças e cinco monitores. O objetivo é aproximar as crianças ao universo da espeleologia através da educação ambiental e patrimonial, levando-as a tomar gosto pela atividade, bem como propor, em tempos de tecnologia, novas possibilidades de socialização .

Mais do que uma visitação turística, foram aplicadas metodologias para explicar a história, conceitos básicos da espeleologia, formação das cavernas, noções de segurança e como as mesmas foram e são utilizadas pelos seres humanos. Partindo do conhecimento prévio dos participantes e seguindo uma ordem lógica, o lúdico e a observação foram as principais metodologias utilizadas pelos monitores durante as explicações.

Foram realizadas brincadeiras com perguntas que instigam as crianças a entenderem conceitos técnicos e ao final uma avaliação do conhecimento que foi obtido na visitação, também de realizada de forma recreativa.

A equipe foi formada por geógrafos, arqueóloga, bióloga e uma estudante de geologia, que procurou abordar os diversos aspectos das cavernas considerando a faixa etária das crianças. A identificação do local do campo foi realizada previamente, com o reconhecimento dos pontos onde as temáticas seriam abordadas. O Parque Estadual Peter Lund é pelo segundo ano consecutivo o anfitrião da atividade que, desta vez, entrou no calendário de festividades de aniversário do parque.

A metodologia do Espeleo Mirim vem sendo testada pelo Guano Speleo, há três edições, de forma a sistematizar os resultados e com o objetivo de desenvolver projetos futuros para a sociedade como um todo, visto que até a presente data, a atividade é realizada apenas com crianças de familiares ou amigos dos membros do grupo. Esse ano as crianças tiveram a oportunidade de realizar um apagão, momento que, assim como para os espeleólogos, foi muito especial para as crianças. Outro objetivo trabalhado foi o de resgatar o senso de coletividade entre as crianças, promovendo a aproximação e solidariedade, em tempos modernos, cujo distanciamento ocorre em virtude da tecnologia.  Crianças que se conhecem no início do dia, ao final da tarde parecem que foram criadas juntas.

A atividade foi finalizada com um piquenique, o lanche foi levado pelos participantes que confraternizaram entre si e com outras crianças que se encontravam no parque, mas não participaram especificamente do Espeleo Mirim.

O gosto pelas cavernas desperta também na infância não só por ser um universo novo, mas porque é nessa fase que se começa a compreender o que são espaços onde podem fazer novas amizades, socializar, perceber melhor o meio ambiente e adquirir novos conhecimentos, tais fatos são relatados pelos participantes durante a avaliação do dia.

Paty Souza 2
Foto: Paty Souza

A equipe foi composta pelos monitores: Eleciania Tavares, Lais Fernandino, Wellington Vasconcelos (Geógrafos), Fernanda Rodrigues (estudante de Geologia) e Patrícia de Sousa (Bióloga/Arqueóloga). E as crianças participante foram: Yasmim Pereira, Ravi Alvarenga, Bruna Oliveira e Kauã Menezes.

A equipe foi composta pelos monitores: Eleciania Tavares, Lays Fernandino, Wellington Vasconcelos (geógrafos); Fernanda.

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