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 Foto: O secretário-geral António Guterres se reúne com o Presidente Lula do Brasil no primeiro dia do debate geral da 79ª sessão da Assembleia Geral, em 24 de setembro de 2024.
Foto: © ONU/Eskinder Debebe

Por ONU- Edição Ana Marina Martins de Lima

A reunião incluiu 17 participantes no nível de Chefe de Estado e Governo representando algumas das maiores economias do mundo incluindo a China e a União Europeia e alguns dos países mais vulneráveis ao clima, participaram líderes que atualmente presidem importantes parcerias regionais – a União Africana, a ASEAN, a Aliança dos Pequenos Estados Insulares e CARICOM, além de muitos outros.

” Essa foi uma das mais diversas reuniões de Chefes de Estado focadas exclusivamente no clima dos últimos tempos. 

Ainda assim, eu ouvi uma mensagem unificadora. 

Sim, nosso mundo enfrenta grandes ventos contrários e uma infinidade de crises. 

Mas não podemos permitir que os compromissos climáticos sejam desviados de seu curso. 

Devemos continuar criando um impulso para a ação na COP30 no Brasil – e hoje foi uma parte importante desse esforço. 

Não temos um momento sequer a perder. 

Nenhuma região está sendo poupada da devastação das catástrofes climáticas que se aceleram. 

E essa crise está aprofundando a pobreza, deslocando comunidades e alimentando conflitos e instabilidade.

Ao mesmo tempo, os países estão se dando conta de um fato claro: 

As energias renováveis são a oportunidade econômicas do século.

As forças contrárias e os interesses dos combustíveis fósseis podem tentar atrapalhar. 

Mas, como ouvimos hoje, o mundo está avançando. A toda velocidade. 

Nenhum grupo ou governo pode impedir a revolução da energia limpa. 

A ciência está do nosso lado – e a economia mudou. 

Os preços das energias renováveis despencaram e o setor está em expansão, criando empregos e impulsionando a competitividade e o crescimento em todo o mundo. 

O caminho para sairmos do inferno climático é pavimentado pelas energias renováveis.

Elas oferecem a estratégia mais segura para a soberania e a segurança energética e para acabar com a dependência de importações voláteis e caras de combustíveis fósseis. 

Também sabemos que a ação climática coletiva funciona. 

Desde a adoção do Acordo de Paris , a curva projetada para o aquecimento global foi reduzida – de mais de quatro graus de aumento de temperatura neste século para 2,6 graus se os atuais planos nacionais de ação climática forem totalmente implementados. 

Mas isso é catastrófico, então precisamos ir além e mais rápido. 

Hoje, pedi aos líderes mundiais que tomem medidas em duas frentes:

Primeiro – intensificar os esforços para apresentar os planos climáticos nacionais mais sólidos possíveis bem antes da COP30. 

E líderes se comprometeram hoje a apresentar planos ambiciosos e robustos assim que possível, o que foi uma forte mensagem de esperança. 

Esses novos planos climáticos oferecem uma oportunidade única de apresentar uma visão ousada para uma transição verde justa na próxima década. 

Eles devem se alinhar com a meta de 1,5 grau e estabelecer metas de redução de emissões que abranjam todos os gases de efeito estufa e toda a economia, como muitos mencionaram claramente hoje.

Mais importante ainda, devem ajudar a acelerar uma transição justa dos combustíveis fósseis para os renováveis… 

Vincular as estratégias nacionais de energia e desenvolvimento às metas climáticas… 

E sinalizar para os formuladores de políticas e investidores o compromisso total de atingir emissões globais de carbono líquido zero até 2050.

Segundo – à medida que líderes turbinam suas próprias transições, eu os encorajei a aumentar o apoio aos países em desenvolvimento. 

Aqueles menos responsáveis pelas mudanças climáticas estão sofrendo seus piores efeitos. 

A África e outras partes do mundo em desenvolvimento estão experimentando um aquecimento mais rápido, e as ilhas do Pacífico estão vendo um aumento mais rápido do nível do mar, mesmo quando a própria média global está acelerando. 

Enquanto isso, apesar de ser o lar de 60% dos melhores recursos solares do mundo, a África tem apenas cerca de 1,5% da capacidade solar instalada e recebe apenas 2% do investimento global em energias renováveis. 

Precisamos mudar isso – rapidamente.

Na COP30, líderes mundiais devem apresentar um roteiro confiável para mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano para os países em desenvolvimento até 2035. 

Os países desenvolvidos devem honrar sua promessa de  dobrar o financiamento de adaptação para pelo menos US$ 40 bilhões por ano, até este ano. 

E precisamos de contribuições significativamente maiores e fontes inovadoras de financiamento para apoiar o Fundo de Respostas de Perdas e Danos. 

Em todas essas frentes, manteremos a pressão, inclusive em um evento especial em setembro, nas últimas semanas que antecederão a COP30. 

Como a reunião de hoje deixou claro, não podemos, não devemos e não vamos desistir da ação climática. 

Muito obrigado”.

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Autor

ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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