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2018 Oportunidades para mudanças sociais

Por: Ana Marina Martins de Lima

Ao Longo deste ano de 2017 houve muita oportunidade de crescimento profissional e pessoal.

Dando continuidade aos trabalhos voluntários por mim exercido junto aos Ministérios Públicos e Defensorias tive a oportunidade de conhecer pessoas que como eu são da sociedade civil e representam parte da parcela da população que saem das redes sociais, deixam suas famílias e lutam pelo direito de termos água de qualidade nossas necessidades básicas de beber e de banhar-se  bem como a necessidade de preservação deste bem comum junto a natureza, um direito que pode ser cerceado diante da cobrança por ele e de acesso negado a grande parte da população não só em nosso país mas no mundo; o direito ao alimento livre de contaminantes químicos e  uma assistência à saúde.

Em março de 2018 dois importantes eventos irão ocorrer no Brasil o Fórum Mundial da Água e o Fórum Alternativo da Água. O Fórum Mundial é organizado e tem como integrantes multinacionais que se preocupam com a necessidade do homem de acesso deste produto necessário para manutenção econômica de seus sistemas já o Fórum Alternativo foi organizado pela população por meio de ONGS e movimentos sociais tendo seus objetivos políticos direcionado a necessidade de conscientizar a população para o direito ao bem comum da água potável e do saneamento básico para toda a sociedade.

Com relação a questão água junto ao Projeto Qualidade da Água e Conexão Água ocorreram várias discussões onde pontuaram-se as questões da proteção do recurso hídrico, a responsabilidade técnica da qualidade da água servida a população e a atuação de atores públicos e privados neste sistema sendo importante a transparência de informações sobre a qualidade da água e a atuação dos setores públicos e privados no fornecimento da água e o impacto do Licenciamento Ambiental.

Não posso deixar de citar aqui a experiência junto ao Fórum Paulista de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos no qual também conheci pessoas com diferentes realidades e necessidades, tendo acesso a informações sobre a forma negativa de operação da pulverização aérea, uma polemica cercada de diferentes atores como Sindicatos, Industrias fabricantes de agroquímicos e de aviões que a defendem mesmo diante de evidências de seus malefícios para sociedade quanto ao saúde e ao impacto direto sobre a contaminação dos mananciais e biodiversidade sendo estes impactos citados na literatura cientifica e visualizado e com a qualidade questionada como podemos evidenciar em noticiários sobre a atuação de órgãos como IBAMA e Polícia Federal na Operação Deriva.

Muito ainda há por fazer quanto aos impactos já sofridos pela população no Setor Saúde mesmo diante dos dados já apresentados em literatura e evidenciados ainda se faz necessário o cumprimento de programas que envolvem a estruturação de Laboratórios de Toxicologia e treinamento de médicos para diagnósticos e tratamentos de doenças decorrentes destes impactos.

Ainda engatinhamos quanto a monitorização dos impactos para a biodiversidade, em nossa rotina evidenciamos que a atuação pontual nosso governo só será realizado após gerados mais resultados acadêmicos, contudo diante da política instalada de deixar-se de investir em ciência e a abertura para participação de empresas que fabricam produtos agroquímicos como financiadoras há possibilidade de conflitos de interesse nos resultados.

Em se tratando de organização das cidades a preocupação é grande quanto ao impacto para nossa saúde da imobilidade e do fatores resultantes como estres e doenças cardiorrespiratórias, se faz necessária uma política mais atuante como a revisão de leis.

Muito além de atitude de políticos o comportamento individual será soberano e importante para realizações e resultados positivos na sociedades, devemos rever o consumo, buscar informações em meios de comunicação que não tenham a visão puramente publicitária a educação será também a melhor forma de reconstrução social.

Participar de atividades políticas como audiências publicas pode ser uma das formas de construção de conhecimento e oportunidade para mudanças de atitudes perante aos nossos governantes cobranças de mudanças, negar o que nos convém a falta de ética e o retrocesso de leis.

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Seminário Internacional Água, Vida e Direitos Humanos à Luz dos Riscos Socioambientais

seminário

O Seminário foi organizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Escola Superior do Ministério Público (ESMP), será nos dias 11 e 12 de dezembro o .

O evento ocorre no auditório do CNMP, em Brasília, e conta com a participação de estudiosos e especialistas nacionais e internacionais que atuam no cenário ambiental e hídrico no Brasil, Itália, Palestina e Holanda.

Programação:

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Inscrições: https://aplicativos2.cnmp.mp.br/inscricaoEventos/login.seam

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Licenciamento ambiental: os municípios participam de reunião em manifesto a PL 3729-2004

Por: Ana Marina Martins de Lima/ Ambiente do Meio

A nova versão da PL 3729-2004 datada de 19.04.17; segundo ambientalistas é de interesse da Confederação Nacional das Industrias e da bancada ruralista, ela propõe alterações no licenciamento ambiental com vistas para sua agilização e pode ter como consequências novas percas da biodiversidade, colocando em risco a manutenção de mananciais.

Infelizmente a forma de realizar política ambiental continua, forma esta que favorece aqueles que já comprometeram boa parte da biodiversidade e segundo novas modificações em leis são beneficiados como novos “Termos de Ajustes de Conduta”, tendo em sua base afrouxamento em condutas que poderiam por exemplo trazer novos fundos a serem aplicados na recuperação de áreas degradadas e criações de tratamento e recuperação de águas poluídas.

Leia o documento atualizado na integra:

Tramitacao-PL 3729-2004 19.04.17

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Conservação da Biodiversidade: ferramenta deve facilitar processo de identificação de áreas prioritárias

Por João Gonçalves – SiBBr Comunicação

Com previsão de ter a primeira versão operando em meados de 2017, o Módulo de Apoio à Decisão é uma ferramenta que semi-automatiza processos, com base no banco de dados do SiBBr e do Portal da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), para aumentar a eficiência da identificação e atualização de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Qual a área mais adequada para proteger determinada meta de conservação ambiental, seja um conjunto específico de espécies, um ecossistema ou qualquer outra prioridade? Para facilitar a resposta à pergunta, com base nos dados disponíveis sobre a biodiversidade brasileira, e assim auxiliar a tomada de decisão de gestores ambientais na identificação de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), órgão que detêm a competência nacional pelo processo de indicação de áreas prioritárias, e a organização não-governamental WWF-Brasil, está desenvolvendo a ferramenta Módulo de Apoio à Decisão (MAD).

“O módulo almeja ser um instrumento preciso, que facilite o uso dos dados de biodiversidade disponíveis no SiBBr, por meio de filtros e cruzamentos que organizam os recursos e automatizam tanto os processos de consulta, quanto a preparação dos dados para rodar análises específicas”, afirma a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, coordenadora-geral de Gestão de Biomas da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), citando que a aplicação também irá apresentar informações espaciais e produzir relatórios e análises que auxiliem os usuários. Com apoio técnico da ONU Meio Ambiente e suporte financeiro do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o banco de dados do SiBBr já conta com aproximadamente 10,5 milhões de registros de ocorrências de quase 100 mil espécies brasileiras.

Na primeira semana de fevereiro, especialistas de diferentes órgãos ligados ao meio ambiente se reuniram em Brasília (DF) para conhecer a estrutura e as principais funcionalidade da ferramenta, que deve ter a sua primeira versão operando em meados de 2017. Durante a reunião, o diretor do departamento de Conservação de Ecossistemas, da Secretaria de Biodiversidade do MMA, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, lembrou que as áreas prioritárias são um conjunto de áreas definidas por meio do planejamento sistemático da conservação, baseadas em geoprocessamento e modelagem matemática (método objetivo e eficiente), e em um processo participativo com diversos setores da sociedade.

SiBBr

“As áreas prioritárias não são incompatíveis com a ocupação humana e o uso sustentável de seus recursos naturais. Elas são estratégicas para diversas políticas públicas que tangem a questão ambiental, e não se referem somente ao fomento pela criação de novas unidades de conservação.”, explicou Scaramuzza, citando outros usos atrelados à áreas prioritárias, como a restauração de ecossistemas, a criação e a implementação de mosaicos e corredores ecológicos, o fomento ao uso sustentável e as políticas de zoneamento e licenciamento ambiental.

O cruzamento automático dos dados também objetiva melhorar a eficiência das áreas prioritárias já identificadas pelo MMA, que periodicamente passam por um processo de atualização. “Com a semi-automatização que iremos alcançar com o MAD, pretende-se que o processo seja menos onerosos em tempo e recursos. Hoje sabemos que é possível priorizar áreas menores, mas muito mais precisas no alcance dos seus objetivos”, explicou Scaramuzza, citando a atualização das áreas atuais, para o Cerrado/Pantanal e Caatinga, publicada pelo ministério em portaria de junho de 2016.

Após uma análise realizada em 2014, na Caatinga, por exemplo, os polígonos de áreas prioritárias do bioma foram revistos para uma área 31,25% menor do que o decretado em 2007. No caso, houve uma diminuição de aproximadamente 14 milhões de hectares que deixaram de ser considerados prioritários, sem perdas significativas no alcance das metas de conservação dos alvos do bioma – como espécies ameaçadas e endêmicas e habitats relevantes. O mesmo se verificou na atualização das áreas do Cerrado e Pantanal, que no processo atual, abrangem uma área de 76.368.000 ha, uma diferença a menor de 10,6% (8.132.013 ha) comparado a 2007

Apoio à decisão – Baseado em softwares livres e de código aberto, o Modulo de Apoio à Decisão (MAD) rodará na plataforma do SiBBr e outros sistemas do governo federal. Para o seu desenvolvimento estão sendo consideradas funcionalidades que proporcionem um ambiente participativo, que garanta a inserção de dados e informações por uma diversa gama de envolvidos, como especialistas, gestores, acadêmicos e profissionais de organizações não-governamentais.

 “O diferencial do MAD será a base de dados associada à ferramenta, que irá integrar e disponibilizar dados de diferentes fontes, como lista de espécies, unidades ambientais, infraestrutura, desmatamento, tendências, entre outros”, afirma a integrante do Programa de Ciências do WWF-Brasil, Paula Hanna Valdujo, que com o MAD acredita que o processo terá mais eficiência, com menor custo, ao mesmo tempo que proverá uma documentação mais detalhada, com análises e processos facilitados.

Com isso, o módulo pretende facilitar as etapas que envolvem a identificação de áreas prioritárias, organizando não só a base de dados, mas também o processo decisório, com registro e relatoria de todas suas fases. O MAD também possui caráter modular, e para seu aprimoramento novas funções podem ser criadas e integradas ao módulo ao longo do tempo.

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Biodiversidade: Aberta inscrições para alunos de Mestrado e Doutorado no Programa de Auxílio-Pesquisa Thomas Lovejoy

Por ASCOM/INPA

Estão abertas até o dia 31 de março as inscrições para alunos de mestrado e doutorado, independente da instituição de origem e que estejam aptos a iniciar o trabalho de campo, a se candidatarem ao Programa de Auxílio-Pesquisa Thomas Lovejoy, no Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), uma cooperação bilateral entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e o Smithsonian Institution dos Estados Unidos. O resultado da chamada será divulgado até o dia 7 de abril de 2017.

Em 2016, o PDBFF completou 37 anos de atividades e para comemorar a data lançou o Programa de Auxílio-Pesquisa em homenagem ao visionário, criador e patrono do projeto, o Dr. Thomas Lovejoy.

O PDBFF é, hoje, uma referência mundial em estudos das consequências e efeitos da fragmentação florestal sobre a fauna, flora, processos ecológicos e biogeoquímicos. A pesquisa é desenvolvida em uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE PDBFF) situada 80 km ao norte da cidade de Manaus, na BR-174.

O Programa de Auxílio-Pesquisa Thomas Lovejoy subsidia parte dos custos com pesquisa para estudantes de pós-graduação que irão desenvolver ou já desenvolvem seus estudos na ARIE PDBFF e que tenham como enfoque principal assuntos ligados à fragmentação florestal e/ou conservação da natureza.

De acordo com o edital, os candidatos deverão enviar por via digital os seguintes documentos: formulário do PDBFF para apresentação de novas propostas devidamente preenchido e que deve ser solicitado nos e-mails zeluiscamargo@gmail.com e borgesmanoela@gmail.com; o link do CV-Lattes (para brasileiros e estrangeiros que tenham o CV-Lattes) ou um breve curriculum para estrangeiros; carta de apresentação; carta de anuência do orientador, incluindo estar ciente das obrigações do aluno.

Camargo explica que o orçamento de cada proposta não deverá ultrapassar o valor máximo de R$10.000,00. O valor solicitado poderá cobrir as despesas totais ou parciais da pesquisa de campo realizada na ARIE PDBFF.

Os alunos contemplados com o auxílio-pesquisa terão um crédito junto ao PDBFF no valor aprovado na proposta para custear os gastos com diárias de assistentes de pesquisa, alimentação no campo, transporte e pequenas aquisições de material de campo.

As propostas recebidas serão avaliadas por um Comitê Científico composto por cinco pesquisadores. Os selecionados deverão receber o aval do Comitê de Manejo do PDBFF.

Sobre o PDBFF

Os estudos do grupo de pesquisa PDBFF (e grupos associados) são realizados em um mosaico de florestas maduras de terra firme contínuas, florestas secundárias, antigas pastagens e fragmentos florestais.  O projeto tem longa tradição de apoiar alunos de pós-graduação, sendo o experimento em grande escala de maior duração que se tem conhecimento no tema fragmentação florestal. Muitas gerações de profissionais, hoje referências no tema, desenvolveram suas pesquisas no PDBFF. Recentemente, o grupo de pesquisa alcançou a marca de 200 teses e dissertações concluídas, que resultaram em publicações especializadas de alto impacto. Essas publicações mostram resultados reveladores e importantes sobre a dinâmica da maior floresta tropical do mundo.

Sobre Thomas Lovejoy

Estudioso da Amazônia há mais de 40 anos, o ambientalista americano Thomas Lovejoy esteve pela primeira vez na Amazônia em 1965, durante o seu doutorado. Nos anos de 1970, de volta à Amazônia e em parceria com pesquisadores do Inpa, Lovejoy deu início a um experimento de grande escala que investigava o funcionamento de fragmentos florestais e os efeitos do desmatamento sobre a diversidade biológica.

Inicialmente, esse experimento foi chamado de “Tamanho Mínimo Crítico de Ecossistemas”, sendo atualmente intitulado como “Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais”. Devido a mérito próprio, Lovejoy é reconhecido como “o padrinho da biodiversidade”, tendo ganhado o reconhecimento da comunidade científica não somente por ter criado a expressão “diversidade biológica”, mas, principalmente, por suas ações no mundo da conservação, em especial da floresta amazônica

Thomas Lovejoy é professor titular de Ciência e Política Ambiental da Universidade George Mason, Estados Unidos, desde 2010. No Brasil, atualmente, é conselheiro do governo brasileiro na formulação de políticas ambientais. Lovejoy é um dos mais importantes captadores de recursos do PDBFF, garantindo, assim, a perpetuação dos estudos realizados no âmbito do projeto, bem como a conservação da floresta amazônica.

Leia : Edital de Chamada

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Cuidado com os biomas brasileiros é tema da Campanha da Fraternidade 2017

Andreia Verdélio / Agência Brasil

Foto Marcelo Casal/ Agência Brasil
Foto Marcelo Casal/ Agência Brasil

Com o tema Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu hoje (1º) a Campanha da Fraternidade 2017. Segundo a entidade, o objetivo da ação é dar ênfase à diversidade de cada bioma, promover relações respeitosas com a vida, o meio ambiente e a cultura dos povos que vivem nesses biomas. “Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais”, disse o papa Francisco, em mensagem ao Brasil.

O papa destacou que o desafio global pela preservação, “pelo qual toda a humanidade passa”, exige o envolvimento de cada pessoa junto com a atuação da comunidade local. Para ele, os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa.

“É necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres”, argumentou o papa.

Para o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, ninguém pode assistir passivamente à destruição de um bioma, por isso o assunto não pode ser deixado de lado pela Igreja. “Há muito a ser feito por cada um espontaneamente, como mudança no padrão de consumo, cuidados com a água e com o lixo doméstico, mas necessitamos de iniciativas comunitárias, que exigem a participação do Poder Público e ações efetivas dos governos”, disse. “Precisamos de um modelo econômico que não destrua os recursos naturais”, ressaltou.

Venda de terras a estrangeiros

O lançamento da campanha, hoje em Brasília, contou com a presença do deputado federal Alessandro Molon (REDE-RJ), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista. Ele pediu o apoio da CNBB à Frente em projetos em tramitação no Congresso Nacional, destacando, entre eles, o projeto que quer liberar a venda de terras a estrangeiros. “Essa compra não será para proteger a biodiversidade, mas para estimular a exploração predatória e a serviço do dinheiro”, disse.

Para Molon, o desmatamento já é um problema no país e, se houver a facilitação da venda de terras a estrangeiros, tende a se agravar. Caso o projeto passe pela aprovação do Congresso será preciso, segundo o deputado, criar o máximo de barreiras possíveis. “Sabemos que a venda de terras será usada seja para expandir a fronteira agrícola, seja para levar a agropecuária a lugares onde hoje ainda têm biomas naturais”, disse.

Para o secretário de Articulação Institucional e Cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte, a preocupação é que a possibilidade de venda a estrangeiros exerça uma pressão maior sobre os biomas brasileiros, já que a terra teria grande valorização. “É preciso fortalecer o setor, mas, talvez não necessariamente, com a abertura para venda ao exterior. O agronegócio é importante para a economia brasileira e é possível conviver com a proteção dos remanescentes florestais que temos no Brasil”, afirmou.

Segundo Duarte, caso o projeto saia do papel, o trabalho do ministério seria no sentido de garantir que as leis brasileiras, como o Código Florestal, sejam respeitadas, que o comércio não venha a exercer pressão sobre as florestas brasileiras.

De acordo com o cardeal Sérgio da Rocha, as terras devem ser valorizadas e respeitadas, considerando as pessoas que vivem e sobrevivem dela. “Elas não podem perder o direto às terras e à sua vida, e sua cultura deve ser valorizada nessas diferentes circunstâncias”.

Ações da campanha

O texto-base da Campanha da Fraternidade 2017, que tem como lema Cultivar e guardar a criação, aborda cada um dos seis biomas brasileiros, suas características e significados, desafios e as principais iniciativas já existentes na defesa da biodiversidade e da cultura dos povos originários.

Entre as ações propostas estão o aprofundamento de estudos e debates nas escolas públicas e privadas sobre o tema abordado pela campanha. Segundo a CNBB, o fortalecimento das redes e articulações, em todos os níveis, também é proposto com o objetivo de suscitar nova consciência e novas práticas na defesa dos ambientes essenciais à vida. Além disso, o texto chama a atenção para a necessidade de a população defender o desmatamento zero para todos os biomas e sua composição florestal.

No campo político, o texto-base da campanha incentiva a criação de um projeto de lei que impeça o uso de agrotóxicos. “Ele indica ainda que combater a corrupção é um modo especial para se evitar processos licitatórios fraudulentos, especialmente em relação às enchentes e secas que acabam sendo mecanismos de exploração e desvio de recursos públicos”, informou a CNBB.

No Brasil, a Campanha da Fraternidade existe há mais de 50 anos e sua abertura oficial sempre ocorre na Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, época na qual a Igreja convida os fiéis a experimentar três práticas de penitência: a oração, o jejum e a caridade.

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Mudanças para transformações socioambientais

Por: Ana Marina Martins de Lima / Ambiente do Meio

Nada no mundo está só. Obra de Tatiana Clauzet
Nada no mundo está só. Obra de Tatiana Clauzet

Se faz necessário uma mudança de comportamento de tomadores de decisão e de servidores públicos cujas atividades estão relacionadas ao impacto à saúde humana de crimes ambientais e a “desastres”, bem como acidentes não investigados e relacionados ao descarte inadequado de produtos perigosos e resíduos de serviços de saúde. Em se tratando de saúde ambiental as equipes de profissionais devem ser de colaboradores de áreas diferentes como por exemplo: médicos, biólogos, geógrafos, gestores ambientais, enfermeiros e psicólogos, coordenados por profissionais médicos com conhecimento em toxicologia.

Necessitamos em todo o mundo de rever nossas leis relacionadas ao tema Meio Ambiente, incluirmos a Saúde Humana como parte essencial de processos relacionados a questão principalmente quando ocorrerem impactos a saúde humana derivados de Crimes Ambientais a exemplo de Mariana, exploração de derivados de petróleo, utilização de tecnologias condenadas em alguns países como o Frackins que polui o solo e águas além de ocasionar desvios no solo e riscos de terremotos e descartes de resíduos industriais em áreas rurais próximos as comunidades e áreas de preservação ambiental.

O poder judiciário deve agir de forma a qualificação de pessoas para melhor julgar as causas ambientais onde os Termos de ajuste de conduta devem prever também benefícios para o sistema de saúde que irão tratar as consequências de doenças toxicológicas. Promotores de justiça da Saúde devem também estar presentes em causas ambientais junto aos promotores de justiça Ambiental quando forem constatados os riscos à saúde humana.

O impacto socioambiental em uma comunidade não pode ser desprezado pela mídia. As questões socioambientais devem estar presentes nas pautas de comunicadores pois a divulgação de uma informação correta pode facilitar ao poder judiciário uma melhor atuação.

A Sustentabilidade Ecológica não pode ser vista somente no contexto ambiental como um tema distante da Economia Global, empresas devem realizar sua contribuição para minimizar o resultado que já temos das atividades que geram impacto negativo a exemplo do aquecimento do planeta, menor disponibilização de alimentos e água potável para população.

A implementação da Gestão Ambiental em uma empresa requer ética e uma visão sistêmica onde fatores socioambientais são considerados como base e fatores econômicos serão as consequências de uma valoração moral de seus colaboradores.

Preservar a natureza humana é um dever de todos, se não houver respeito aos conhecimentos que já adquirimos sobre a Biodiversidade e a utilização deste conhecimento para elaboração de Políticas Públicas adequadas nós continuaremos a sofrer consequências de nosso consumo sobre o Clima do Planeta atrelados a problemas de Saúde Humana e outras questões sociais como por exemplo a morte de milhares de pessoas que ainda moram em locais de risco.

2016 foi uma no de muitos acontecimentos e de riqueza de conteúdo para pautas jornalísticas, nós tivemos vários eventos com temáticas de saúde ambiental, gestão ambiental, mudanças climáticas e desastres naturais, bem com empreendedorismo nestas áreas. Universidades e cursos técnicos tem matérias voltadas para estas temáticas e isto ocorre não só no Brasil, mas em todo o mundo é possível realizar bons cursos em Universidades de renome utilizando-se a internet.

Mas ainda é preciso retira-se as ideias e projetos dos papéis, um melhor gerenciamento de informações e conhecimentos, uma gestão adequada de pessoas para que haja em nossa sociedade uma grande virada sustentável com real benefício para nossas vidas e a sustentabilidade de nosso planeta.

Sem dúvida ao longo deste ano de 2017 retomaremos as questões polêmicas do uso de agrotóxicos, de uma forma não tóxica ao meio e as pessoas de expansão do agronegócio; da proteção das águas e da forma de monitorarmos os contaminantes presentes na água utilizada para consumo humano e a água presente no meio ambiente, disponível para os animais e a complexidade da manutenção da biodiversidade.

Retomaremos também o grande problema da diferença dos índices de poluição e dos níveis seguros destes no ar, o uso correto das leis em benefício da sociedade com visão de uma economia também do ponto de vista de evitar-se gastos com doenças que podem ser prevenidas mundialmente.

Haverá um crescimento do ponto de vista empresarial em investimentos de projetos que colaborem de fato com a manutenção do pouco de natureza que ainda resta ao planeta.

Documentos assinados e acordados por vários países que requerem uma revisão e uma colaboração internacional para sustentar-se as palavras ditas e escritas pelos nossos tomadores de decisão.

Teremos uma releitura de leis e novos atores colaborativos junto à sociedade para a grande mudança.

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FAPESP e NSF lançam nova chamada para pesquisas em biodiversidade

Por: Agencia FAPESP

Instituições financiarão projetos de cooperação por meio dos programas BIOTA-FAPESP e Dimensions of Biodiversity-NSF (foto: Eduardo Cesar)

A FAPESP e a National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos, lançam uma nova chamada de propostas de pesquisa e convidam pesquisadores a submeter projetos de cooperação científica por meio de seus programas BIOTA e Dimensions of Biodiversity.

A seleção de propostas para 2017 está baseada em uma chamada mais ampla, publicada anualmente pelo programa Dimensions of Biodiversity, voltada à participação de cientistas de instituições nos Estados Unidos em oportunidades financiadas pela NSF ou lançada em parceria com outras agências de fomento, como a FAPESP.

Nesta chamada, as propostas devem integrar as três dimensões da biodiversidade – Genética, Filogenética e Funcional – com a proposta de compreender as interações entre elas e seus resultados. Abordagens inovadoras são encorajadas de modo a acelerar a caracterização e a compreensão dessas três dimensões e sua relativa importância.

As propostas podem ser submetidas à FAPESP por pesquisadores associados a instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo.

Serão apoiadas propostas nas modalidades Auxilio à Pesquisa – Projeto Temático e Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

A duração do projeto de pesquisa deve ser de cinco anos, com possibilidade de se prolongar por mais 12 meses, em condições excepcionais.

A chamada envolve uma etapa de análise de pré-propostas que devem ser enviadas para a FAPESP até o dia 2 de dezembro de 2016. Os pesquisadores responsáveis pelas pré-propostas enquadradas serão convidados para a submissão de propostas completas que devem ser enviadas para a FAPESP até 21 de fevereiro de 2017.

A chamada de propostas está disponível (em inglês) em:

 www.fapesp.br/biota/dimensions-NSF2017

As chamadas de propostas anteriores lançadas por BIOTA-FAPESP e Dimensions of Biodiversity-NSF, com seus respectivos resultados, estão em www.fapesp.br/6516

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Agências da ONU no Brasil celebram Dia Mundial do Meio Ambiente

Por ONU
Liderado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), o Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado anualmente no dia 5 de junho. Este ano, o tema clama por tolerância zero ao comércio ilegal de animais silvestres.
Solte a fera pela vida”. Este é o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2016, celebrado globalmente no dia 05 de junho sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O tema traz à tona o tráfico de animais silvestres e a necessidade de combater esse comércio ilegal que destrói a biodiversidade, ameaça os ecossistemas, gera custos para a economia e coloca em risco a vida de seres humanos.
O PNUMA, com o apoio da ONU Verde – grupo de trabalho interagencial das Nações Unidas no Brasil –, prepararam uma programação em Brasília com ações entre os dias 5 a 8 de junho de 2016, a fim de promover a conscientização sobre o tráfico de animais silvestres. Saiba mais ao final do comunicado.
Crimes ambientais como o comércio ilegal de animais silvestres, a destruição ilegal de florestas por empresas, a exploração e comércio ilegal de ouro e outros minerais, a pesca ilegal, o tráfico de resíduos perigosos e a fraude de créditos de carbono, estão crescendo duas a três vezes mais rapidamente que o PIB global.
O crime ambiental supera o comércio ilegal de armas de pequeno porte, que é avaliado em cerca de 3 bilhões de dólares. É, ainda, o quarto maior empreendimento criminoso depois de tráfico de drogas, da falsificação e do tráfico de seres humanos. A quantidade de dinheiro perdido nesse crime ambiental é 10 mil vezes maior do que a quantidade de dinheiro gasto para combatê-lo – equivalente a apenas 20-30 milhões de dólares.
A ascensão do crime ambiental em todo o mundo é profundamente preocupante. As vastas somas de dinheiro gerado por esses crimes alimentam terroristas e grupos criminosos altamente sofisticados. Na América do Sul, por exemplo, os cartéis de drogas têm grande envolvimento com o comércio ilegal de fauna silvestre, muitas vezes se utilizam de animais vivos ou de suas peles para transportarem seus produtos.
O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, possuindo mais de 103.870 espécies animais conhecidas no país. A perda e fragmentação de habitats naturais e captura, comércio e guarda ilegal de animais silvestres são algumas das maiores ameaças para a fauna nativa.
Um número elevado de espécimes vem sendo extraído da natureza sem levar em consideração a capacidade de reposição natural das espécies. A ONG Renctas estima que, no Brasil, cerca de 38 milhões de exemplares sejam retirados anualmente da natureza e que aproximadamente 4 milhões deles sejam vendidos, pois para cada produto animal comercializado são mortos pelo menos três; e para o comércio de animais vivos, a cada dez traficados apenas um sobrevive.
Os lucros do comércio ilegal de animais silvestres ameaçam a paz e a segurança e prejudicam, também, a subsistência de comunidades locais. De acordo com o relatório “O aumento do crime ambiental” (The Rise of Environmental Crime), lançado neste sábado (4) pelo PNUMA em parceria com a Interpol, o custo do crime ambiental chega, atualmente, a 258 bilhões de dólares – significando um aumento de 26% em comparação a 2014. Esse dado revela que a ocorrência de crimes ambientais bateu seu próprio recorde, tendo superado o comércio ilegal de armas de pequeno porte.
O estudo mostra que as enfraquecidas leis e o escasso financiamento de forças de segurança estão permitindo que redes internacionais criminosas e rebeldes armados lucrem com esse comércio que alimenta conflitos, devasta ecossistemas e coloca espécies sob ameaça de extinção.
Por isso, fortes ações, legislações e sanções, em nível nacional e internacional, bem como incentivos econômicos e meios de subsistência alternativos para aqueles que se sustentam dessa cadeia de crime ambiental, são necessárias para combater o tráfico.
A interrupção desse comércio é crucial para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS), uma vez que ameaça a biodiversidade, os meios de vida das pessoas e perturba a paz mundial.
O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente aborda, em particular, o Objetivo 15, que trata da vida terrestre e inclui metas de combate à oferta e à demanda de produtos ilegais provenientes de animais selvagens, e solicita a proteção da fauna e da flora silvestre, bem como dos ecossistemas dependentes.
Celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente na Casa da ONU com a participação do cantor Lenine, em apoio à campanha “Solte a fera pela vida”
Para abrir a Semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA, com o apoio da ONU Verde (grupo de trabalho interagências das Nações Unidas no Brasil), realizarão uma mesa-redonda sobre o tráfico de animais silvestres para a imprensa e convidados.
Como defensor da campanha “Solte a fera pela vida”, o cantor e ecologista Lenine participará da atividade ao lado de autoridades das Nações Unidas e representantes do governo e da sociedade civil.
O evento será seguido da abertura da Mostra de Cinema Ambiental aberta ao público no Cine Brasília, que também contará com a presença de Lenine na plateia no dia 06 e se estenderá com uma programação variada até o dia 07 .

Leia o relatório:

O aumento do crime ambiental

Programação ONUBR

Assembleia Ambiental da ONU aprova resoluções para impulsionar desenvolvimento sustentável e acordo do clima

Por ONU

Ministros do meio ambiente de todo o mundo, reunidos na segunda sessão da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2) em Nairóbi, no Quênia, aprovaram 25 medidas para mitigar problemas ambientais e ajudar a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.
Ministros do meio ambiente de todo o mundo, reunidos na segunda sessão da Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2) em Nairóbi, no Quênia, na sexta-feira (27), aprovaram 25 medidas para mitigar problemas ambientais e ajudar a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.
Entre as questões abordadas estiveram lixo marinho, comércio ilegal de animais silvestres, poluição do ar, gestão de produtos químicos e consumo e produção sustentáveis — parte integral das ações globais necessárias para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.
O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, disse que o “meio ambiente sempre foi e sempre será o coração da prosperidade humana”. “As nações do mundo reconheceram isso em 2015 com acordos globais, tais como a Agenda 2030, o Acordo de Paris para o clima e a Agenda de Ação de Adis Abeba”, disse.
“O que vimos nos últimos cinco dias foi a mesma vontade política e paixão por mudança que nos levou aos acordos internacionais de 2015″, declarou. “Com o consenso global reafirmado, estamos tomando passos para criar a transformação real de nossos modelos de desenvolvimento”.
“Nas decisões tomadas aqui nessa assembleia para o meio ambiente, vemos uma mudança direcional que irá formar as decisões ministeriais em seus países de origem. Precisamos agora ver o comprometimento ousado e decisivo observado no PNUMA transmitido ao nível nacional para impulsionar a Agenda 2030 e garantir um futuro melhor para as pessoas e o planeta.

A Assembleia Ambiental das Nações Unidas teve a participação de milhares de delegados de 174 países e eventos paralelos sobre questões de importância global.
As sessões da UNEA-2 tiveram ainda a participação do vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson; do presidente do Quênia, H.E. Uhuru Kenyatta; do diretor-executivo do ONU-Habitat, Joan Clos; e do vice-presidente do Irã e ministro do Meio ambiente do país, Masoumeh Ebtekar.
As sessões foram presididas pelo ministro do Meio Ambiente da Costa Rica, Edgar Gutiérrez, que assumiu a posição de Oyun Sanjaasuren, ex-ministro do Meio Ambiente e de Desenvolvimento da Mongólia.
Seguem abaixo os temas que dominaram as 25 resoluções e ações decididas na UNEA-2 — que teve como tema as iniciativas necessárias para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris para o clima.

Implementação da Agenda 2030 e do Acordo de Paris
O principal tema da UNEA-2 foi a Agenda 2030 e as iniciativas necessárias para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nesse sentido, a assembleia pediu que o PNUMA dê início a novas parcerias e fortaleça as já existentes, incluindo com o setor privado e a sociedade civil.
Os Estados-membros pediram que o programa das Nações Unidas continue promovendo a intersecção entre financiamento e meio ambiente.
Sendo o Acordo de Paris um dos tratados ambientais mais significativos das últimas décadas, a assembleia também concluiu que o PNUMA deve acelerar o apoio aos países, especialmente aqueles em desenvolvimento, para construir uma capacidade nacional para implementação do acordo, além de gerar capacidade de acesso a tecnologia e financiamento.

Comércio ilegal de animais silvestres
Uma questão importante tratada pela UNEA-2 foi o comércio ilegal de animais silvestres, que está empurrando espécies para a extinção, roubando o legado natural dos países e lucrando com redes criminosas internacionais.
A assembleia aprovou uma resolução construída a partir de compromissos anteriores da primeira UNEA e pela resolução 69/134 da Assembleia Geral da ONU, pedindo que os Estados-membros tomem mais passos no nível nacional, regional e internacional para evitar, combater e erradicar o fornecimento, trânsito e demanda relacionada ao comércio ilegal de animais silvestres.
Isso inclui a implementação de estratégias e planos de ação, fortalecimento dos sistemas de governança sobre questões como corrupção e lavagem de dinheiro, apoio ao Consórcio Internacional de Combate a Crimes contra a Vida Selvagem e a criação de formas sustentáveis de vida para comunidades afetadas pelo comércio ilegal.
O PNUMA e seus parceiros, com o apoio de celebridades como a modelo brasileira Gisele Bündchen, o jogador de futebol Neymar Jr. e outras, também lançaram uma nova campanha, a “Wild For Life” para engajar milhões de membros do público a acabar com o comércio ilegal de animais silvestres.

Lixo e entulho marinho
Estima-se que haja 5,2 trilhões de pedaços de plástico flutuando nos oceanos, prejudicando tanto a vida marinha como a biodiversidade. Para enfrentar esse problema, os Estados-membros decidiram encorajar empresas a considerar o ciclo ambiental de seus produtos.
Os delegados também buscaram a assistência do PNUMA para acessar a efetividade das estratégias de governança e abordagens para combater o lixo marinho, e identificar como mitigar esses problemas.
Também pediram que o programa das Nações Unidas ajude a desenvolver e implementar ações nacionais e regionais para combater o lixo marinho, com ênfase nas regiões que são as maiores fontes de dejetos.

Ambiente mais saudável, pessoas mais saudáveis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em 12,6 milhões as mortes causadas a cada ano a questões ambientais, enfatizando a importância de um ambiente saudável para uma população saudável.
Diversas resoluções relacionadas à saúde humana e ao meio ambiente foram aprovadas. Uma delas foi uma iniciativa para desenvolver ações de gestão de químicos como chumbo, material que causou a morte de cerca de 650 mil pessoas em 2010 e ainda causa danos ambientais globalmente.
Os delegados pediram que o PNUMA desenvolva pesquisa sobre ações que possam ser adotadas para implementar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); pediram ao setor privado que tenha um papel maior na gestão de químicos e lixo; e pediram que os países garantam uma melhor reciclagem de baterias tanto no nível nacional como regional.
Outra resolução pediu também que o PNUMA estabeleça uma rede global de pesquisa sobre a ameaça representada pelas tempestades de pó e areia e incorpore a questão em seu trabalho. Tais tempestades contribuem para reduzir a qualidade do ar, um problema que causa a morte de ao menos 7 milhões de pessoas todos os anos no mundo.

Outras resoluções
Conflitos armados e sua relação com o meio ambiente também foram fontes significativas de discussões na UNEA-2. Um simpósio abordou as relações entre os deslocamentos de refugiados e o meio ambiente, abordando suas causas e implicações.
Uma das resoluções pediu que os Estados-membros adotem medidas apropriadas para garantir o cumprimento da lei humanitária internacional em relação à proteção do meio ambiente em períodos de conflito armado.
Resoluções sobre desperdício de comida e consumo e produção sustentáveis, que afetam tanto a Agenda 2030 como o Acordo de Paris, também foram aprovadas.
Outra resolução pediu mais esforços e cooperação para diminuir a quantidade de comida produzida a cada ano que é perdida ou jogada fora, assim como o comprometimento dos Estados-membros para atingir o ODS 12, que foca no Consumo e Produção Sustentáveis.

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Concurso Biota: Empreendedorismo para alunos de Pós graduação de Instituições Paulistas

Por Marcelo Meletti- Agência FAPESP

Estímulo a jovens criativos e empreendedores

logo_biota_10O Programa BIOTA/FAPESP – O Instituto Virtual da Biodiversidade CONVIDA alunos de Pós-Graduação, de qualquer instituição paulista de ensino e/ou pesquisa em Ciência e Tecnologia, a apresentarem propostas de MODELO DE NEGÓCIOS EM BIODIVERSIDADE baseados em pesquisa dentro da grande área temática que abrange a caracterização biológica e química, conservação, restauração e uso sustentável da biodiversidade brasileira.

No mundo global, altamente complexo e competitivo, o empreendedorismo e a inovação passam a ser ferramentas essenciais na busca pela competitividade das organizações em formação ou já materializadas, sobretudo nos setores em que a tecnologia é o meio determinante como prerrogativa competitiva.

Empreendedorismo, tradução livre da palavra “entrepreneurship”, é a denominação dada a transformação de conhecimentos em produtos ou serviços, na geração do próprio conhecimento ou na inovação em áreas estratégicas de mercado e produção, no caso do presente concurso, a biodiversidade brasileira, um potencial enorme de oportunidades de negócios. Há muitas definições para o conceito de empreendedor, principalmente, porque são propostas por pesquisadores de diferentes campos do conhecimento, que utilizam os princípios de suas próprias áreas de interesse para construir um negócio privi legiando a criatividade e a intuição como instrumentos de inovação.

Identificar indivíduos inovadores por meio de modelos de negócios inovadores sobre serviços e ativos da biodiversidade brasileira é uma forma de identificar jovens talentos a contribuírem com o desenvolvimento econômico e social do país.

Um modelo de negócios consiste na lógica através da qual uma organização cria, entrega e captura valor. O Business Model Canvas é uma ferramenta simples para a estruturação inicial de uma ideia ou de um projeto. Ele é formado por nove blocos, que servem como um guia para a formulação da estratégia de uma empresa. Esta ferramenta permite que se estruturem os principais itens da empresa a ser criada, com um baixo custo inicial e agilidade. O mais importante princípio do Canvas é a validação. Validar um modelo de negócios significa buscar evidências claras de que há clientes dispostos a pagar pelo produto oferecido.

O modelo de negócios deve apresentar o Canvas em seu formato original e informações aprofundadas sobre cada bloco que o compõe. O concurso será dividido em 3 fases eliminatórias, abaixo listadas, e dois níveis: I) equipes formadas exclusivamente por mestrandos; II) equipes formadas por mestrandos e doutorandos ou exclusivamente por doutorandos.

1ª fase – os projetos serão avaliados pela Coordenação do Programa BIOTA quanto ao enquadramento nas regras do concurso, sem avaliação de mérito;

2ª fase – os projetos serão revisados por assessores ad hoc quanto ao mérito;

3ª fase – os 10 primeiros projetos classificados em cada nível terão 10 minutos para uma apresentação pública da proposta (Pitch), defendendo-a para uma banca composta por 1 membro da Coordenação do Programa BIOTA e quatro especialistas nas áreas de empreendedorismo, incubadoras, aceleradoras e investidores. Esta banca definirá a colocação de cada proposta, e os dois primeiros colocados, em cada nível, serão premiados, conforme detalhado abaixo.

As equipes cujos projetos passarem para a 2ª fase participarão, obrigatoriamente, um evento de “mentoria” e treinamento de “pitch” organizado pela Coordenação do Programa BIOTA em parceria com as Agências de Inovação das 3 Universidades Paulistas.

O objetivo desta iniciativa do Programa BIOTA/FAPESP é fomentar o empreendedorismo, e promover o desenvolvimento de negócios que utilizem de forma sustentável a biodiversidade brasileira. O concurso visa também desenvolver a capacidade de comunicação através de um discurso de venda de ideias (Pitch) geradas por um modelo de negócios baseado nos resultados de pesquisa(s) ou de uma invenção criativa, pois a fase final do concurso será pública, com uma apresentação de 10 min para um júri de especialistas que escolherão os dois primeiros colocados, um em cada nível.

Serão aceitas inscrições individuais ou de equipes com, no máximo, 5 componentes. No caso de equipes reunindo mestrandos e doutorandos, para fins deste concurso, a inscrição será enquadrada como de Doutorado.

Inscrições até 22 de abril de 2016

Mais detalhes e instruções para inscrição estão disponíveis em:

http://www.biota.org.br/wp-content/uploads/2016/04/Concurso-EMPREENDEDORISMO-BIOTA-2016.pdf