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Colaboração ONU

Cerca de 100 países — incluindo quase 40 chefes de Estado e de governo — anunciaram nesta quarta (23) que se comprometem a apresentar novas metas climáticas antes da COP30, que acontecerá em Belém do Pará, em novembro. Os anúncios foram feitos durante a Cúpula do Clima convocada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, durante a semana de alto nível da 80ª sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

“A ciência exige ação. A lei ordena. A economia impulsiona. E as pessoas estão clamando por isso”, declarou o secretário-geral das Nações Unidas em seu discurso de abertura.

Novos compromissos abrangem a maioria das emissões globais

Cerca de 100 Partes do Acordo de Paris, representando dois terços das emissões globais de gases de efeito estufa, já submeteram ou revelaram novas metas para seus planos climáticos nacionais, ou Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) — estabelecendo seus compromissos para acelerar a ação climática. 

Pela primeira vez, várias grandes economias, incluindo a China — maior emissora mundial — e a Nigéria, anunciaram metas de redução de emissões em toda a economia, cobrindo todos os gases de efeito estufa e todos os setores. Outros países detalharam metas ambiciosas de energia renovável, planos para reduzir emissões de metano, estratégias para proteger florestas e medidas para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis.

Líderes enfatizaram que acelerar a transição energética pode gerar empregos, crescimento e segurança energética. Países em desenvolvimento, por sua vez, destacaram a importância de incorporar medidas de adaptação, resiliência e perdas e danos em suas NDCs, ressaltando a necessidade urgente de aumentar o financiamento climático para alcançar e superar suas ambições.

Uma década de aceleração deve começar em Belém

Embora os compromissos assumidos na Cúpula Climática de Nova Iorque representem um progresso, as lideranças globais reconheceram que ainda existem lacunas nas ambição para manter o limite de 1,5°C ao alcance e cumprir metas de financiamento e adaptação. 

Reunião na Cúpula do Clima de 2025, com representantes de diversos países sentados em um painel, discutindo metas climáticas e ações globais sobre mudança do clima.

Foto: © ONU/Manuel Elías.

Durante os “Diálogos de Soluções Climáticas”, realizados ao longo da semana de alto nível da Assembleia Geral pela ONU e pelo Brasil, destacaram que as tecnologias e ferramentas necessárias para descarbonizar energia, transporte e indústria, proteger florestas e fortalecer a resiliência já estão disponíveis. O desafio agora é expandir essas soluções.

Há poucas semanas da COP30, o secretário-geral instou todos os países que ainda não finalizaram suas NDCs a fazê-lo sem demora:

“A COP30 no Brasil deve concluir com um plano global de resposta credível para nos colocar no caminho certo.”

Encerrando a Cúpula do Clima, a vice-secretária-geral Amina Mohammed afirmou:

“Líderes de todo o mundo se uniram para mostrar que, mesmo em um momento de divisão e incerteza, a determinação para enfrentar a crise climática está viva e forte.”

Diálogos de Soluções

A série de Diálogos de Soluções Climáticas foi organizada pela ONU, pelo Brasil e por outros parceiros nos dias que antecederam a Cúpula do Clima, com o objetivo de identificar soluções concretas que possam acelerar a implementação do Acordo de Paris, fortalecer o multilateralismo e conectar a ação climática às pessoas e empresas. 

Os eventos reuniram governos, instituições internacionais, sociedade civil, líderes empresariais e financeiros para discutir diversos temas relacionados à ação climática:

  • Adaptação
  • Infraestrutura Pública Digital
  • Sistemas de Alerta Precoce e Calor Extremo
  • Transição Energética
  • Financiamento
  • Descarbonização Industrial
  • Integridade da Informação
  • Metano
  • Atores Não Estatais
  • Iniciativa Florestas Tropicais para Sempre

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ambientedomeio@outlook.com

O “Ambiente do Meio” foi criado em 2007 e a autora teve como objetivo inicial auxiliar jornalistas e leigos nas informações de qualidade sobre o Meio Ambiente resultante de preocupações com as poucas informações jornalísticas de qualidade sobre o tema atreladas a conhecimentos acadêmicos e evidências científicas.

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