Mais de 5,2 milhões de moradores de São Paulo ainda não foram vacinados contra febre amarela

Por SMS

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Ação preventiva termina em 30 de maio e apenas 55,4% da população do município recebeu a dose contra a doença; vacina está disponível em todos os postos da cidade

Mais de 5,2 milhões de pessoas ainda não procuraram os postos de saúde do município de São Paulo para se proteger contra a febre amarela. A meta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é imunizar 95% da população, mas até quarta-feira (25/4) apenas 55,4% dos moradores da cidade haviam tomado a vacina. A campanha, que começou em setembro do ano passado, tem prazo de encerramento previsto para 30 de maio.

 “A vacina contra a febre amarela é segura e a principal ferramenta para evitar o aumento dos casos silvestres da doença”, destaca Wilson Pollara, secretário municipal da Saúde de São Paulo.

A campanha de vacinação começou no distrito Anhanguera, na região Norte, e foi expandida para outros distritos da região após a confirmação da morte de um macaco por febre amarela no Horto Florestal. A zona Norte tem a melhor cobertura do município, com 85,9% dos moradores vacinados.

 A ação preventiva foi expandida nos meses seguintes para outras regiões da capital, levando-se em consideração a proximidade com áreas de risco de contato com o vírus da febre amarela, como os chamados corredores ecológicos.

Em dezembro, a ação preventiva foi estendida para distritos das zonas Sul e Oeste. Até quarta-feira, a cobertura vacinal dessas regiões era de 67% e 54,2%, respectivamente. As regiões Leste e Sudeste foram adicionadas à campanha no começo deste ano. A primeira vacinou 39,7% de seus moradores e a segunda, 38,8%. No Centro, última a ser incluída na campanha, a cobertura atual é de 18,7%.

Vacinação no feriado

Desde março a vacina está disponível em todas as unidades de saúde do município. Assim como tem ocorrido desde o início da campanha, a SMS manterá a dose disponível nas unidades que estarão de plantão neste sábado (28), assim como nos postos que estarão abertos no feriado do Dia do Trabalho, comemorado em 1º de maio, terça-feira. As unidades abrirão normalmente na segunda-feira (30).

Além dos plantões aos sábados e da ampliação da campanha para todas as regiões da capital, a SMS adotou outras estratégias para aumentar a cobertura vacinal nos últimos meses, como ação casa a casa e postos volantes em locais como shoppings, parques e supermercados. A última ação ocorreu na semana passada, quando agentes de saúde aplicaram a vacina em estações de Metrô, CPTM e no Poupatempo de Itaquera.

Para se vacinar é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS.

As listas das unidades que estarão abertas no sábado e no feriado podem ser acessadas  em:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/index.php?p=248543

Postos volantes em estações do Metrô reforçam vacinação contra febre amarela em SP

Por Secretaria Municipal de Saúde/São Paulo

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Ação acontecerá de segunda (16) a quinta-feira (19) e terá objetivo de ampliar cobertura vacinal na capital

Nove estações do Metrô de São Paulo receberão na próxima semana postos volantes para reforçar a campanha de vacinação contra a febre amarela no município. A ação é uma estratégia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para ampliar a cobertura vacinal na capital, atualmente em torno de 54,2%.

As equipes de saúde farão atendimento de segunda-feira (16) a quinta-feira (19), das 10h às 18h. Nas estações Campo Limpo e Capão Redondo (Linha 5-Lilás), a ação acontecerá nestes quatro dias. Na Sé (Linha 1-Azul), a vacinação será apenas na segunda, enquanto a estação Clínicas (Linha 2-Verde) participará na segunda e na quarta (18).

Por fim, Vila Prudente e Sacomã (Linha 2-Verde), Penha e Tatuapé (Linha 3-Vermelha), e Ana Rosa (Linha 1-Azul) vacinarão na segunda, quarta e quinta.

 “Hoje a vacina pode ser encontrada em qualquer posto do município, mas sabemos o quanto é importante adotar estratégias para facilitar ainda mais a adesão da população e lembrar da importância de estar com a vacina em dia”, alertou o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara. A meta é imunizar 95% da população até 30 de maio, data prevista para o término da campanha de vacinação.

 Assim como acontece nos postos de saúde, é preciso levar documento de identificação para receber a dose nos postos volantes no Metrô. É importante lembrar que é necessário aguardar ao menos 10 dias após receber a dose para frequentar áreas consideradas de risco para transmissão da doença.

A SMS reforça o pedido para que os munícipes que ainda não receberam a dose procurem uma unidade para se proteger da doença. Até quarta-feira (11), 6.340.952 pessoas foram vacinadas na capital, o que representa 54,2% do público-alvo. A meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo até 30 de maio, data prevista para o término da campanha.

A zona Norte segue a região com a melhor cobertura vacinal, com 85,5% de moradores vacinados. Em seguida, estão as regiões Sul (66,6%), Oeste (52,8%), Leste (37,7%), Sudeste (37%) e, por fim, o Centro, com apenas 17% da meta.

Até o momento, foram confirmados 12 casos autóctones (ou seja, adquiridos no próprio município de residência) de febre amarela na capital paulista, sendo que sete evoluíram para óbito. É importante ressaltar que todos os casos registrados são de febre amarela silvestre. Não há ocorrência de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

É importante lembrar que a vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças menores de 9 meses de idade, gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pacientes com imunodepressão de qualquer natureza, com neoplasia (câncer), com HIV, em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores) e submetidos a transplante de órgãos. Em caso de dúvida, é importante consultar o médico antes de se vacinar.

Mulheres amamentando crianças com até seis meses de idade e gestantes que são residentes das áreas de risco devem ser vacinadas, após avaliação do médico do pré-natal. Depois de receber a vacina, a lactante deve suspender a amamentação por 10 dias.

Serviço:

Postos volantes em estações do Metrô

Horário: das 10h às 18h

Segunda-feira (16/4): Metrô Sé, Clínicas, Vila Prudente, Sacomã, Penha, Tatuapé, Ana Rosa, Campo Limpo, Capão Redondo

Terça-feira (17/4): Metrô Campo Limpo, Capão Redondo

Quarta-feira (18/4): Metrô Clínicas, Vila Prudente, Sacomã, Penha, Tatuapé, Ana Rosa, Campo Limpo, Capão Redondo

Quinta-feira (19/4): Metrô Vila Prudente, Sacomã, Penha, Tatuapé, Ana Rosa, Campo Limpo, Capão Redondo

Parque Mário Covas: Encerramento da Virada da Saúde e vacinação contra febre  amarela

Por Secretaria Municipal de Saúde/São Paulo

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Encerramento da Virada da Saúde-2018 acontece neste domingo (15) em SP

Diversas atividades artísticas e de saúde marcam o término da ação, incluindo vacinação contra febre amarela, das 11h às 14h, no Parque Mário Covas

Domingo (15) é dia de saúde, música e dança na região do Parque Mário Covas, na avenida Paulista. As ações marcam o encerramento da Virada da Saúde 2018, com diversas atividades artísticas e de saúde espalhadas pelo entorno do parque.

Além de música e dança, o público também poderá se vacinar contra a febre amarela, fazer testes de tipagem sanguínea, de oftalmologia, de doenças sexualmente transmissíveis (HIV, Sífilis e hepatites B e C), receber aplicação de auriculoterapia e massagem, entre outras atividades.

As apresentações artísticas, as ações e orientações de saúde, as oficinas de mandalas e de hortas em pequenos espaços estão à disposição do público de todas as idades.

“A abertura do evento reuniu mais de três mil pessoas. E essas mobilizações na avenida mais movimentada da cidade chamam a atenção para a importância da prevenção à saúde e ao bem-estar da população”, declara Wilson Pollara, secretário municipal da saúde de São Paulo.

Confira abaixo a programação completa.

Programação de Palco

11h – Encerramento do evento a cargo de Wilson Pollara, secretário de saúde da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e do vereador Paulo Frange;

11h10 – Lian gong;

11h30 – Dança circular;

11h50 – Trovadores da Saúde;

12h10 – Ginástica laboral;

12h30 – Banda Uzkariela (rock);

13h – Lambazouk.

Demais atividades, das 11h às 14h:

Ações fora do parque, na calçada da Paulista:

Tenda de testagens: oferece tipagem sanguínea pelo Hospital Albert Einstein; e testes de oftalmologia pelo Instituto Suel.

Tenda de oficinas: como fazer mandalas e hortas em pequenos espaços; oferece orientações a respeito do convívio saudável com animais, da prevenção de quedas e da alimentação saudável;

Tenda Práticas Integrativas: aplicação de auriculo terapia e de massagem;

Unidade Móvel de Testagem: oferece testes de HIV, Sífilis e Hepatite B e C.funcionará das 11h às 14h no local; na véspera, sábado (14), mais de 80 postos estarão abertos para atendimento da demanda.

Vacinação contra a febre amarela em tenda instalada dentro do parque:

Com a meta de imunizar 95% da população ainda neste semestre, o Parque Mário Covas, na Avenida Paulista, vai receber neste domingo (15) a campanha de vacinação contra a febre amarela. A tenda para aplicação da dose da vacina faz parte da ação de encerramento da quarta edição da Virada da Saúde, promovida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, e funcionará das 11h às 14. Para participar, é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão SUS.

A campanha contra a febre amarela começou em setembro do ano passado na zona Norte da capital e foi ampliada gradativamente, priorizando as áreas de maior vulnerabilidade. Desde março deste ano, a medida cautelar foi estendida para todos os 96 distritos do município.

A SMS reforça o pedido para que os munícipes que ainda não receberam a dose procurem uma unidade para se proteger da doença. Até quarta-feira (11), 6.340.952 pessoas foram vacinadas na capital, o que representa 54,2% do público-alvo. A meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo até 30 de maio, data prevista para o término da campanha.

“As filas desnecessárias do início do ano desapareceram, porém, é muito importante que as pessoas procurem as unidades para se imunizarem contra a doença. Todos os postos de saúde da capital estão aplicando a dose”, declara Wilson Pollara, secretário municipal da saúde de São Paulo.

É importante lembrar quer a vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças menores de 9 meses de idade, gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pacientes com imunodepressão de qualquer natureza, com neoplasia (câncer), com HIV, em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores) e submetidos a transplante de órgãos. Em caso de dúvida, é importante consultar o médico antes de se vacinar.

Regiões Sudeste, Leste e Centro de São Paulo registram baixa cobertura vacinal contra febre amarela

Por: SMS/SP

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Apenas 13,4% dos moradores da região central foram imunizados até o momento; meta é vacinar 95% da população de todo município

Com 51,5% da população vacinada contra a febre amarela até sexta-feira (23), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo alerta para a necessidade de ampliar a cobertura vacinal no município. A baixa adesão à vacina é mais evidente nas regiões Sudeste e Leste, que até o momento atingiriam, respectivamente, apenas 33,7% e 32% do público-alvo. O índice é ainda mais baixo no Centro da capital, com 13,4% de cobertura, devido ao fato de ter sido a última região a receber a campanha de vacinação.

Em regiões que iniciaram a vacinação em dezembro do ano passado, o índice é um pouco mais significativo. Na Oeste, pouco mais da metade da população, ou 50,6%, recebeu a dose contra a doença. Na Sul, a adesão do público chega a 65,8%. A cobertura mais ampla é a da zona Norte, primeira a receber a campanha em setembro do ano passado e que já vacinou 84,6% de seus munícipes.

 “É de extrema importância que todos aqueles que ainda não receberam a vacina procurem um posto para ser imunizado. Sabemos que há muito boato sobre a eficácia da dose, mas é preciso deixar claro que essa é uma vacina extremamente segura e a nossa melhor arma para impedir a expansão da febre amarela”, esclareceu Wilson Pollara, secretário municipal da saúde.

A meta da SMS é imunizar 95% da população ainda neste primeiro semestre. Para isso, a ação preventiva contra a febre amarela foi ampliada para toda a capital desde a última segunda-feira (19) e segue até 30 de maio.

Quem ainda não se vacinou pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência mais próxima de casa.  Para consultar o local, basta acessar o Busca Saúde (http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/). O usuário deverá apresentar documento de identidade e, se possível, cartão SUS e de vacinas.

A SMS reforça que a vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças menores de nove meses de idade, gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pacientes com imunodepressão de qualquer natureza, com neoplasia (câncer), com HIV, em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores) e submetidos a transplante de órgãos. Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

Imunização na capital

A campanha de vacinação contra a doença começou no município em setembro do ano passado no distrito Anhanguera, na região Norte, e expandida para outros distritos da região após a confirmação da morte de um macaco por febre amarela no Horto Florestal.

Nos meses seguintes, a ação preventiva foi expandida para outras regiões da capital, levando-se em consideração a proximidade com áreas de risco de contato com o vírus da febre amarela, como os chamados corredores ecológicos.

Vacina de febre amarela será ampliada para todo o Brasil

Por:  Amanda Mendes ASCOM/MS

Rodrigo Nunes
Foto: Rodrigo Nunes/MS

Todo o território brasileiro será área de recomendação para vacina contra a febre amarela. A ampliação, anunciada nesta terça-feira (20) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, será feita de forma gradual, iniciando neste ano e sendo concluída até abril de 2019. A medida é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda população em caso de um aumento na área de circulação do vírus.

“Estamos agindo antecipadamente ao estabelecer um cronograma para vacinar toda a população brasileira. É uma ação de prevenção, não de emergência. Buscaremos os mecanismos necessários para vacinar todos brasileiros ainda não imunizados dentro da cobertura adequada para cada uma dessas áreas. Vamos fazer por precaução, pois a melhor forma de evitar a doença é vacinando a população”, destacou o ministro Ricardo Barros.

Atualmente, alguns estados do Nordeste e parte do Sul e Sudeste não fazem parte das áreas de recomendação de vacina. Com a ampliação, devem ser vacinadas 77,5 milhões de pessoas em todo o país. O quantitativo corresponde à estimativa atual de pessoas não vacinadas nessas novas áreas.

A estratégia de vacinação em todo o Brasil será feita de forma gradativa, conforme cronograma do Ministério da Saúde de produção e distribuição da vacina. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia são os primeiros a estenderem a vacinação, que começou neste ano, a todos os municípios. Apenas estes três estados continuarão vacinando a população com a dose fracionada, seguindo a Campanha de Fracionamento da Vacina de Febre Amarela deste ano. Serão contempladas 40,9 milhões de pessoas nestes estados.

 “Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia iniciaram a vacinação fracionada de febre amarela por conta da circulação do vírus e casos confirmados nessas localidades. Por isso, os três estados concluirão a vacinação com a dose fracionada, que tem a mesma proteção que vacina padrão. A Organização Mundial da Saúde indica a vacina fracionada em localidades onde o vírus está circulando e áreas de grande contingente populacional que precisa vacinar rapidamente”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante.

Em seguida, em julho deste ano, os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul adotarão a vacina padrão em todos os municípios para mais 11,3 milhões de pessoas. Em janeiro de 2019, os estados do Nordeste começam a vacinação da dose padrão. Os estados do Piauí, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe e Rio Grande do Norte totalizarão 25,3 milhões de pessoas. O estado do Maranhão não entra nessa medida porque já é considerado área com recomendação de vacina, ou seja, a vacina da febre amarela faz parte da rotina do estado.

Com isso, até abril de 2019, 1.586 novos municípios estarão incluídos como áreas com recomendação de vacina, atingindo 100% do território nacional. Desde 1997, o Ministério da Saúde vem ampliando as áreas de recomendação de vacinação. Até então, a vacina de febre amarela fazia parte da rotina de 23 estados, sendo nove com áreas parciais de recomendação de vacinação.

Para atender à demanda do país nos próximos anos, o Ministério da Saúde solicitou ao laboratório produtor da vacina de febre amarela, Bio-Manguinhos/Fiocruz, um aumento de doses para a rotina de vacinação de 2019. A ampliação não vai alterar o número de doses previstas para este ano, que é de 49 milhões. Desde janeiro de 2017, até o momento, foram enviadas 68,9 milhões de doses da vacina a todas as Unidades Federadas, sendo 23,8 milhões em 2018 e 45,1 milhões em 2017.

Transferência de Tecnologia

A parceria entre o Instituto Biomanguinhos/Fiocruz com o laboratório Libbs Farmacêutica, em São Paulo, pretende aumentar a capacidade de produção da vacina de febre amarela. A expectativa é que o laboratório passe a fornecer vacinas ao Ministério da Saúde a partir do segundo semestre deste ano. Atualmente, o laboratório Biomanguinhos/Fiocruz é o maior produtor da vacina de febre amarela do mundo.

Casos

Entre 1º de julho de 2017 e 13 de março de 2018, foram confirmados 920 casos de febre amarela no país, sendo que 300 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 3.483 casos suspeitos, sendo que 1.794 foram descartados e 769 permanecem em investigação, neste período. No ano passado, de julho de 2016 a 13 de março de 2017, eram 610 casos confirmados e 196 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano.

Embora os casos do atual período de monitoramento tenham sido superiores à sazonalidade passada, o vírus da febre amarela circula hoje em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 32 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina. Na sazonalidade passada, por exemplo, o surto atingiu uma população de 8,9 milhões de pessoas.

Isso explica a incidência da doença neste período ser menor que no período passado. A incidência da doença no período de monitoramento 2017/2018, até 13 de março, é de 2,7 casos para 100 mil/habitantes. Já na sazonalidade passada, 2016/2017, a incidência foi de 6,8/100 mil habitantes, no mesmo período.

Cronograma de Vacinação

UF Mês de implantação População não vacinada Quantidade de novos municípios
SP* Março a Junho/2018 24.984.669 43
RJ* Março a Junho/2018 8.629.766 Todos os municípios já têm recomendação de vacina desde 2017
BA* Março a Junho/2018 7.279.205 239
SC Julho/2018 4.467.027 133
PR Julho/2018 2.471.430 36
RS Julho/2018 4.341.080 34
PI Janeiro/2019 861.478 167
AL Fevereiro/2019 2.621.426 101
SE Fevereiro /2019 1.748.116 74
PB Março/2019 3.085.988 223
PE Março /2019 7.316.252 185
CE Abril/2019 7.025.749 184
RN Abril /2019 2.639.694 167
BRASIL 77.471.880 1.586

*Serão utilizadas doses fracionadas da vacina de febre amarela nos estados: SP, RJ e BA
**O quantitativo de doses corresponde 8,1 milhões de doses fracionadas para vacinação de 40,9 milhões de pessoas nos estados da BA, RJ e SP mais 38,4 milhões de doses padrão para os outros estados.

Em São Paulo: Após atingir quase 50% da meta, vacinação contra febre amarela é ampliada para toda cidade

Por: SMS

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Com 5,8 milhões de pessoas já imunizadas na capital, dose da vacina estará disponível para toda cidade de São Paulo a partir desta segunda-feira (19); meta é imunizar 95% da população paulistana ainda neste primeiro semestre. Neste sábado (17), 59 unidades estarão em plantão para vacinação

A partir desta segunda-feira (19), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo disponibiliza a vacina contra a febre amarela em todas as unidades de saúde do capital. Assim, a campanha que já abrangia 54 distritos, será ampliada para as 466 salas de vacinação dos 96 distritos da capital e segue até 30 de maio.

Desde setembro de 2017 até esta quinta-feira (15), 5.837.122 pessoas receberam a dose da vacina contra a febre amarela, o que representa uma cobertura de quase 49,9% da população. Esta ampliação de unidades e o calendário atual permitirão que a vacinação ocorra de forma tranquila, sem necessidade de correria aos postos.

“Não há motivo para pânico ou formação de filas de madrugada, pois a dose estará disponível para todos e por um período razoável de tempo. Já conseguimos uma boa cobertura em regiões como a Norte e Sul e esperamos ampliar a imunização nas outras áreas da cidade com a expansão da campanha“, destaca Wilson Pollara, secretário municipal da saúde.

Para receber a vacina, o usuário deverá comparecer à UBS com documento de identificação e, se possível, o cartão SUS e de vacinas. O atendimento será realizado levando em conta a capacidade operacional de cada unidade. “Em caso de alguma unidade receber demanda acima do esperado ou da sua capacidade, poderá recorrer sim à distribuição de senha”, explica Pollara.

Cabe lembrar que a chamada dose padrão é aplicada apenas em casos específicos, como viajantes internacionais, crianças entre nove meses e dois anos, pessoas com condições clínicas especiais e gestantes. Nas demais situações, é ministrada a dose fracionada, que tem a mesma eficácia da dose padrão e protege por, ao menos, oito anos.

Desde 25 de janeiro, foram aplicadas 2.413.071 doses fracionadas da vacina, seguindo a campanha do Ministério da Saúde.

Onde tomar a vacina

Para saber qual a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência de seu endereço, basta consultar o Busca Saúde em http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/

Veja o passo a passo de como consultar:

  1. Escolha fazer a busca por endereço e digite o seu endereço com número;
  2. Clique na opção – Moro neste endereço;
  3. Na caixa da direita, opção “Exibir” no mapa, não selecione nenhum item/filtro. Caso tenha algum item/filtro selecionado, retire-o;
  4. Clique em “Buscar”;
  5. O mapa irá mostrar seu endereço e a unidade de referência. Na coluna da esquerda, a unidade de referência sempre aparecerá com uma estrela amarela. Quando clicamos em cima da estrela amarela, aparecem os dados da unidade – nome, endereço, telefone e horário de funcionamento.

Plantão neste sábado

Neste sábado (17), haverá plantão de vacinação em 59 unidades de saúde do município de São Paulo. As unidades das regiões Leste, Sul, Sudeste, Norte e Oeste estarão aplicando a dose da vacina contra a febre amarela em três horários de atendimento: das 8h às 17h, das 7h às 14h e das 7h às 19h.

Imunização na capital

A campanha de vacinação contra a doença começou no município em setembro do ano passado no distrito Anhanguera, na região Norte, e expandida para outros distritos da região após a confirmação da morte de um macaco por febre amarela no Horto Florestal.

Nos meses seguintes, a ação preventiva foi expandida para outras regiões da capital, levando-se em consideração a proximidade com áreas de risco de contato com o vírus da febre amarela, como os chamados corredores ecológicos.

Até o momento, foram confirmadas 136 epizootias (morte de primatas não-humanos no município pela doença) e oito casos autóctones da doença em moradores de São Paulo. É importante ressaltar que todos estes casos são de febre amarela silvestre; ou seja, adquiridas em regiões de mata.

A SMS reforça que a vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças menores de nove meses de idade, gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pacientes com imunodepressão de qualquer natureza, com neoplasia (câncer), com HIV, em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores) e submetidos a transplante de órgãos. Em caso de dúvida, é importante consultar o médico.

Mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e gestantes que são residentes das áreas de risco devem ser vacinadas, após avaliação do médico do pré natal.

Postos abertos em 17/03

 

 

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Unidades de saúde mantêm vacinação contra a febre amarela neste sábado (10) em SP

Por SMS/SP

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 Ação cautelar segue em mais de 70 postos da capital; cerca de 5,5 milhões pessoas já foram vacinadas no município

  Mais de 70 unidades de saúde do município de São Paulo estarão abertas neste sábado (10) para a campanha de vacinação contra a febre amarela. Atualmente, a campanha ocorre em 54 dos 96 distritos da cidade.

As unidades das regiões Leste, Sul, Sudeste, Norte e Oeste terão três horários de atendimento: das 8h às 17h, das 7h às 14h e das 7h às 19h.

Para melhor controle da demanda, o atendimento é feito mediante apresentação de senha, entregues em casa nas regiões atendidas por equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) ou retiradas diretamente nas unidades da campanha.

Levantamento da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) indica que, desde setembro do ano passado, 5.491.551doses da vacina foram aplicadas em toda a cidade, sendo 3.287.123 da padrão e 2.204.428 de fracionadas, o que representa uma cobertura vacinal de 47%.  O cálculo diz respeito também às pessoas que buscaram as unidades de referência para viajantes.

A SMS iniciou as ações preventivas contra a febre amarela em setembro de 2017, pelo distrito Anhanguera, na zona Norte da capital. A medida levou em consideração a proximidade da região com os chamados corredores ecológicos e foi ampliada para outros distritos da zona Norte em outubro, após a confirmação de epizootia no Horto Florestal, a primeira no município.

Até o momento, foram confirmadas 133 epizootia (morte de primatas não-humanos pela doença) no município. A capital registrou oito casos autóctones de febre amarela (adquiridos no município), dos quais quatro evoluíram para óbito.

 A ação preventiva em São Paulo tem acontecido por fases, sempre priorizando as áreas de maior risco de contato com a doença. Novos distritos da capital paulista serão inseridos nas próximas etapas da campanha de forma a ofertar a imunização a toda população ainda neste semestre.

veja: Unidades para ação de vacinação SOMENTE SÁBADO 10_03

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Febre Amarela: com mais de 4,7 milhões de pessoas imunizadas, capital amplia vacinação para novos distritos

Por SMS

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Após confirmação de epizootia nas proximidades dos distritos de Itaim Bibi e Morumbi, unidades de saúde da região são incluídas na segunda fase da campanha contra febre amarela a partir desta quarta-feira (7); epizootia do Parque do Carmo também leva campanha à Vila Matilde

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo vai incluir a partir desta quarta-feira (7) outros dois distritos na atual fase da campanha contra febre amarela: Itaim Bibi e Morumbi, na zona Oeste. A inclusão foi definida devido a recentes epizootia (morte de primatas não-humanos pela doença) confirmadas nos distritos de Santo Amaro e Campo Grande, já incluídos na segunda fase da campanha no início de fevereiro.

Estes distritos estão localizados próximos aos endereços das duas epizootia e, por isso, foram priorizados para integrar a campanha já nesta fase. A ação cautelar voltada para moradores e trabalhadores da região acontecerá em três Unidades Básicas de Saúde (UBS): Real Parque, Dr. José de Barros Magaldi e Meninópolis. O atendimento acontecerá mediante apresentação de senha, que deverá ser retirada diretamente na recepção das unidades.

A pasta também decidiu ampliar a vacinação na zona Leste para o distrito de Vila Matilde, ainda em decorrência da morte confirmada de um macaco por febre amarela no Parque do Carmo.

Desde outubro de 2017, foram confirmadas 125 epizootia no município, sendo 104 na zona Norte, 19 na zona Sul, um na Sudeste e um na Leste.

 A segunda fase da ação preventiva começou em 25 de janeiro e teria, inicialmente, 16 distritos, mas as áreas foram ampliadas no decorrer da campanha de acordo com a situação epidemiológica. Com a inclusão destes distritos, a etapa atual conta com 11 distritos que estavam previstos para fases posteriores da campanha, totalizando, agora, 27 distritos das zonas Sul, Leste, Sudeste e Oeste.

 “A campanha de vacinação na capital já atingiu 46 dos 96 distritos. Até o primeiro semestre, queremos vacinar toda a cidade”, declara Wilson Pollara, secretário municipal da Saúde de São Paulo.

Prorrogação da campanha de vacinação

 A SMS anunciou na semana passada a prorrogação da segunda fase até 16 de fevereiro. Foram vacinadas nesta etapa 2.226.256 pessoas até terça-feira (6). A pasta também aplicou 1.910.695 doses nos quatro meses da primeira fase da campanha.

Levantamento da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, indica que outras 640.911 pessoas receberam a dose da vacina em postos de saúde do viajante. Assim, a cobertura atual da cidade de São Paulo é de 40,6% da população.

É importante ressaltar que a ação preventiva em São Paulo tem acontecido por fases, sempre priorizando as áreas de maior risco de contato com a doença. Novos distritos da capital paulista serão inseridos nas próximas etapas da campanha de forma a ofertar a imunização a toda população ainda neste semestre.

Informações sobre os locais de vacinação estão disponível neste link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/febre_amarela/index.php?p=248543

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Especialista explica como informações imprecisas podem prejudicar o combate à febre amarela

Por Luiza Medeiros/ Agência Fiocruz

FioxcruzA epidemia de febre amarela que afeta o país vem apontando que a dinâmica informacional marcada pelo protagonismo das redes sociais impõe um desafio para a saúde pública: lidar com a rápida circulação de informações imprecisas que chegam até a população e que podem dificultar a compreensão das reais dimensões do problema. Para o infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, o poder público pode reduzir o impacto dessas informações empregando uma comunicação ágil e precisa. “Hoje, boa parte do que circula nessas redes, via Whatsapp por exemplo, são produtos muito rápidos, com vídeos e áudios muito curtos. O poder público precisa aprender a dialogar com essa realidade que está aí. Não vamos esclarecer uma informação incorreta divulgada por meio de um áudio de um minuto, respondendo com um vídeo de 40 minutos”, analisa nesta entrevista ao blog do Centro de Estudos Estratégicos (CEE/Fiocruz).

Para Rivaldo, a atuação dos grandes meios de comunicação também não vem favorecendo a compreensão do quadro real da febre amarela no Brasil. “Ao mesmo tempo em que as matérias de praticamente todos os meios de comunicação, em especial as televisões, terminam dizendo que não há motivo para preocupação, dão excessivo destaque a longas filas e a depoimentos de pessoas que dizem não terem encontrado a vacina”, diz o infectologista, considerando haver “um superdimensionamento de uma realidade”, ainda que esta mereça atenção. Leia a entrevista abaixo.

CEE/Fiocruz: Em que momento a febre amarela passou a ser considerada uma emergência de saúde pública?

Rivaldo Venâncio: O que vivemos hoje é a continuidade da experiência que tivemos ano passado. De novembro de 2016 até janeiro de 2017, houve um aumento repentino do número de casos tanto em seres humanos como em macacos no interior de Minas Gerais. Rapidamente, passaram a ser registrados alguns casos na Bahia, no Espírito Santo e, já na primeira quinzena de janeiro de 2017, começaram a surgir os casos no Rio de Janeiro. Pelas características do mosquito, trata-se de uma doença que se desenvolve no período sazonal em que há uma maior quantidade de chuva e temperaturas elevadas, que potencializam a procriação do vetor.

CEE/Fiocruz: O ressurgimento da epidemia de febre amarela este ano se deveu a uma ação tardia ou ineficiente do governo no ano passado?

Rivaldo Venâncio: É difícil dizer se o início da vacinação foi tardio ou não. Na verdade, talvez o reconhecimento da realidade tenha sido tardio. Contudo, a partir do momento em que a gravidade foi identificada, a ação foi imediata. No caso específico do Rio de Janeiro, houve no ano passado uma campanha que, inicialmente, atraiu longas filas de pessoas buscando a vacinação. No entanto, em determinado momento, infelizmente essa campanha de estímulo à vacinação enfraqueceu e a população, em boa medida, deixou de procurá-la. Se tivéssemos mantido normalmente o processo de vacinação no Rio de Janeiro, por exemplo, a atual correria não estaria acontecendo. Infelizmente, a população também se movimenta por espasmos provocados pela grande mídia.

CEE/Fiocruz: Em relação à mídia, quais os desafios para lidar com um problema de saúde pública como a febre amarela em uma dinâmica informacional marcada pela produção, circulação e proliferação de informações de todos os lados, muitas vezes conflitantes, de terceiros, ou até mesmo por fake news?

Rivaldo Venâncio: Essa realidade, expressa nas facilidades de acesso por parte da população às diversas mídias, não tem volta. Na ausência de informação qualificada, em velocidade e quantidade suficiente para a população como um todo, abre-se terreno fértil para que surjam essas informações divulgadas por terceiros, que ganham dimensão gigantesca e, por vezes, são completamente distorcidas e não representam a verdade. No entanto, acredito que pelo menos parte desse terreno fértil é proporcionado pelo vácuo deixado pelo poder público.

CEE/Fiocruz: Há uma espécie de ‘histeria coletiva’ em torno da febre amarela?

Rivaldo Venâncio: Infelizmente, sim. Há um superdimensionamento de uma realidade, que não deixa de ser preocupante. O problema é que atualmente a febre amarela é, no imaginário da população, de longe o principal problema de saúde pública do Brasil. Enquanto isso, continuamos registrando cerca de 150 mil mortes por causas violentas todos os anos no Brasil. Esse sim é um gravíssimo problema de saúde pública. O atraso de um ou dois dias na vacinação não deveria causar esse desespero em parte significativa da população. Isso parece se relacionar à paradoxal atuação dos meios de comunicação. Ao mesmo tempo em que as matérias de praticamente todos os meios de comunicação, em especial as televisões, encerram dizendo que não há motivo para preocupação, dão excessivo destaque a longas filas e a depoimentos de pessoas dizendo não encontraram a vacina.

CEE/Fiocruz: Como o poder público deve agir diante desse cenário?

Rivaldo Venâncio: A comunicação com o público deve ser potencializada da forma mais veloz, palatável e objetiva possível. Muitas vezes, são veiculadas informações muito qualificadas, mas com um conteúdo longo que faz com que as pessoas não acessem. Hoje, boa parte do que circula nessas redes, via Whatsapp por exemplo, são produtos muito rápidos, com vídeos e áudios muito curtos. O poder público precisa aprender a dialogar com essa realidade que está aí. Não vamos esclarecer uma informação incorreta divulgada, por exemplo, por meio de um áudio de um minuto, respondendo com um vídeo de 40 minutos. Hoje em dia, as pessoas não param para ouvir uma explicação muito longa e minuciosa. Para começar a reduzir o impacto dessas informações deturpadas, teríamos que divulgar e difundir informações tão velozes e de fácil apreensão quanto essas equivocadas, mas precisas,

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Ministério da Saúde atualiza casos de febre amarela

Por: Agência Saúde

proteçãoO Ministério da Saúde atualizou nesta terça-feira (30) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação da febre amarela no país. No período de monitoramento (de 1º de julho/2017 a 30 de janeiro de 2018), foram confirmados 213 casos de febre amarela no país, sendo que 81 vieram a óbito. Ao todo, foram notificados 1.080 casos suspeitos, sendo que 432 foram descartados e 435 permanecem em investigação, neste período.

No ano passado, de julho de 2016 até 30 janeiro de 2017, eram 468 casos confirmados e 147 óbitos confirmados. Os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Dessa forma, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho de cada ano. CAMPANHA – A campanha de fracionamento da vacina contra a febre amarela começou na última quinta-feira (25) nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A antecipação foi adotada porque o Ministério da Saúde já repassou, a ambos os estados, os insumos que serão utilizados nas campanhas. A campanha de vacinação no estado da Bahia começa no dia 19 de fevereiro.

Para auxiliar os estados e municípios na realização da campanha, o Ministério da Saúde vai encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo; R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, e está em trâmite a portaria que autorizará o repasse no valor de R$ 8,2 milhões para a Bahia.

A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional. A dose fracionada tem apresentado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento já demonstraram proteção por pelo menos oito anos e novas pesquisas continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

O Ministério da Saúde, no ano de 2017 até o momento, encaminhou, as Unidades Federadas, o quantitativo de aproximadamente 58,9 milhões de doses da vacina. Para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia foram enviados cerca de 49,8 milhões de doses, com objetivo de intensificar as estratégias de vacinação, sendo 19,7 milhões (SP), 10,7 milhões (MG), 12 milhões (RJ), 3,7 milhões (ES) e 3,7 milhões (BA).

É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

LPI)* Notificados Descartados Em Investigação Confirmados Óbitos
AP 2 2 0
AM 4 2 2
PA 23 13 10
RO 5 5 0
RR 2 2 0
TO 9 6 3
BA 15 7 8
CE 1 1 0
MA 1 1 0
PE 1 0 1
PI 3 1 2
RN 1 1 0
DF 27 18 8 1 1
GO 26 16 10
MT 1 0 1
MS 5 3 2
ES 64 44 2
MG 244 71 96 77 30
RJ 34 3 4 27 7
SP 573 216 249 108 43
PR 18 14 4
RS 11 4 7
SC 8 2 6
Total 1.080 432 435 213 81

Dados preliminares e sujeitos à revisão 
*LPI – Local Provável de Infecção

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Campanha de Vacinação contra febre amarela na Cidade de São Paulo

Editado por Ana Marina Martins de Lima

Com Informações da  COVISA e Ministério da Saúde

proteção macacosA Coordenação de Vigilância em Saúde – COVISA informa que não há transmissão de febre amarela no município de São Paulo.

Desde 1942, não há registro de transmissão de Febre Amarela urbana no Brasil.

Áreas de risco para Febre Amarela:

A febre amarela é uma doença causada por um vírus e é transmitida por mosquitos. No Brasil, todos os casos registrados são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que são encontrados apenas em regiões de mata fechada. A Febre Amarela apresenta dois ciclos de transmissão distintos: a febre amarela urbana e a febre amarela silvestre.

Quem reside em áreas urbanas ou próximas a parques ou áreas de mata isolada não apresentam risco de transmissão para febre amarela silvestre.

A ocorrência de macacos doentes ou mortos pela Febre Amarela Silvestre indicam que naquela área de mata está ocorrendo a circulação da doença. Essas áreas são chamadas de Áreas de Risco para Transmissão da Febre Amarela. Quando as pessoas circulam próximas dessas áreas podem ser picadas por mosquitos infectados e ficarem doentes.

Desde setembro de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde tem realizado a vacinação da população em áreas de risco de transmissão da febre amarela, tendo sido intensificadas as ações primeiramente na CRS Norte onde foram identificados macacos positivos para Febre Amarela. Posteriormente, a vacinação foi ampliada para alguns bairros da região Sul e Oeste, devido à ocorrência de mortes de macacos por febre amarela em municípios vizinhos.

Neste momento, conforme orientação do Ministério da Saúde, a Prefeitura de São Paulo vai realizar uma Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela, com doses fracionadas da vacina, no período de 25/01 a 24/02. Essa campanha tem o objetivo de ampliar a vacinação da população em regiões do município que ficam mais próximas às áreas de risco de transmissão da febre amarela.

A febre amarela urbana não é registrada no país desde 1942. Enquanto o Aedes aegypti encontrava-se erradicado, havia uma relativa segurança quanto à não possibilidade de reurbanização do vírus amarílico. Entretanto, a reinfestação de extensas áreas do nosso território por este vetor, já presente em quase todos os municípios do país, traz a possibilidade de restabelecimento deste ciclo de transmissão do vírus.

A febre amarela urbana e a febre amarela silvestre

Ciclo da Febre Amarela
Ciclo da Febre Amarela. Fonte: MS

A forma silvestre é endêmica nas regiões tropicais da África e das Américas. Em geral, apresenta-se sob a forma de surtos com intervalos irregulares. Na população humana, o aparecimento de casos é geralmente precedido de epizootias em primatas não humanos. No Brasil, a partir da eliminação da forma urbana em 1942, só há ocorrência de casos de febre amarela silvestre (FAS) e os focos endêmicos até 1999 estavam situados nos estados das regiões Norte, Centro-Oeste e área pré-amazônica do Maranhão, além de registros esporádicos na parte Oeste de Minas Gerais.

Nos surtos ocorridos no período de 2000 a 2009, observou-se a expansão da circulação viral nos sentidos leste e sul do país, detectando-se sua presença em áreas silenciosas há várias décadas. Esse caráter dinâmico da epidemiologia da doença tem exigido avaliações periódicas das áreas de risco para melhor direcionar os recursos e aplicar as medidas de prevenção e controle. Em outubro de 2008, procedeu-se a uma nova delimitação, a qual levou em conta vários fatores: evidências da circulação viral, ecossistemas (bacias hidrográficas, vegetação), corredores ecológicos, trânsito de pessoas, tráfico de animais silvestres e critérios de ordem operacional e organização da rede de serviços de saúde que facilitassem procedimentos operacionais e logísticos nos municípios. Desde então as áreas de risco e vacinação são reavaliadas frequentemente, conforme o cenário epidemiológico.

Atualmente são considerados dois status epidemiológicos de acordo com a recomendação de vacina febre amarela:

  1. a) Área Com Recomendação de Vacina (ACRV), correspondendo àquelas áreas com risco de transmissão;
  2. b) Área Sem Recomendação de Vacina (ASRV), correspondendo, até então, a “áreas indenes”, pois não há evidências de circulação viral.
Epidemiologia
Epidemiologia. Fonte :MS

Áreas de Recomendação de Vacinação

Mapa da febre Amarela
Mapa da Vacinação. Fonte: MS

 

Veja: Unidades de Vacinação na Cidade de São Paulo

Informe do Ministério da Saúde 23 de janeiro de 2018