Um poema gigante cobrirá Copacabana

UNESCO/ Brasil

Hoje a partir das 10h, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, receberá uma contribuição literária inédita: o Poema Gigante, um inovador evento, que acontece no contexto da Rio+20.

Que tal passar pela Praia de Copacabana nesta quinta-feira e deixar algumas palavras sobre os oceanos em uma folha que tem cerca de 150 metros? O Poema Gigante é uma ação criativa e constitui-se em um convite para as pessoas contribuírem com um pouco de suas próprias emoções para compor um enorme poema escrito por centenas de pessoas. O Poema Gigante está pronto para receber contribuições que todos os interessados, das 10h às 18h, no calçadão da praia de Copacabana na altura da Praça do Lido e próximo ao Copacabana Palace Hotel.

Trazido ao Rio de Janeiro pela UNESCO, o Poema Gigante é uma iniciativa criada pelo artista Angel Arenas e já percorreu 45 cidades do mundo. Os oceanos e os mares são vitais para a existência do ser humano. Mais de três bilhões de pessoas dependem da biodiversidade marinha e costeira para sua subsistência. “Todos juntos, queremos compor o poema mais longo já escrito sobre oceanos”, explica o porta Angel Arenas.

Documento: O Futuro que queremos

Ana Marina Martins de Lima/ AmbientedoMeio

Este documento será apresentado  amanhã para chefes do estado de todo o mundo, nele constam as necessidades dos povos  referentes as questões que vão além  do Meio Ambiente, são questões que ao meu ver referem-se  ás necessidades de uma Política Socioambiental Global.

Nele se expressa os temas que serão novamente discutidos após 20 anos da Eco92 , conseguimos de uma forma geral ver o Futuro que queremos, mas necessitamos definir o presente que temos.

A questão: nós temos condições Tecnológicas para auxiliar nosso Planeta na remediação dos problemas que causamos até então?

Empresas de grande porte demonstraram durante estas duas semanas no Rio que podem sem dúvida de uma forma ética preservar o Meio Ambiente sem que isso prejudique seus ganhos.

Ser uma empresa verde, ter em sua política a Gestão Ambiental é um ato de sobrevivência no mercado atual.

Os clientes destas empresas podem exigir produtos que agridam menos o meio ambiente e a saúde da população.

Sabemos que sem a vontade política de nossos líderes nada irá ocorrer.

Nós habitantes deste Planeta já sabemos distinguir quais políticas e políticos são realmente éticos e quais estão preparados para implementar  ações para que tenhamos um Futuro Comum.

Aqueles que ignoram nosso conhecimento científico e refazem leis permitindo com que empreendedores não éticos atuem não são políticos que contribuíram com o Nosso Futuro Comum.

A Rio+20 tem sido também uma oportunidade para conhecimento de novas culturas e a oportunidade para que os povos conheçam e escolham entidades que realmente contribuem para o pensamento comum.

Aprendemos que não podemos distanciar a Saúde do Meio Ambiente, pois dela dependem a qualidade do Ar que respiramos e a qualidade da água que bebemos.

O Saneamento Básico é uma questão primordial para que tenhamos saúde.

No Presente queremos que os povos sejam Amigos e que se ajudem, que possa existir uma nova Economia que não deixe pessoas desamparadas morrendo por exemplo pela AIDS , quando sabemos que hoje se estas pessoas receberem apoio poderão viver um pouco mais.

No Presente que queremos pessoas irão mover-se e não ficarem paradas em grandes engarrafamentos nas cidades

Enfim para um Futuro que queremos resta-nos a esperança de que os líderes deste Planeta estejam atentos: Não teremos Futuro se vocês não mudarem a forma de agir.

Acesso ao documento que será apresentado amanhã para nossos chefes: The Future We Want

USP disponibiliza documentos para pessoas portadoras de deficiências

Vinte anos de produção USP sobre temas da conferência Rio+20 acessível para busca e dowland

Durante o período de 11 a 24 de junho de 2012; no estande da Universidade de São Paulo organizado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária em parceria com a FEA-USP; o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBiUSP) possibilita o acesso selecionado às referências e/ou texto completo de mais de 50mil documentos (dentre artigos científicos, livros, capítulos, vídeos, teses, dissertações etc.) publicados pela comunidade uspiana nos últimos 20 anos, sobre os diversos temas em discussão na Conferência Rio +20.

Tais documentos; disponíveis por meio do novo Portal de Busca Integrada da USP com interface em inglês e/ou português (www.sibi.usp.br/buscaintegrada), foram classificados nos quatro grandes eixos temáticos da Conferência: Economia Verde, Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Agenda 21 e Governança. Em cada eixo, os documentos são apresentados com base em uma estrutura de web semântica, sendo agrupado de distintas maneiras evidenciando-se autores, co-autores, tipologia de documentos, palavras chaves, idiomas, ano de publicação dentre outras.

Visando favorecer a acessibilidade a tal produção, ademais do acesso online, o SIBiUSP também está proporcionando recursos especialmente preparados para visitantes portadores de cadeiras de rodas, cegos e baixa visão tais como:  (a) scanner com sintetizador de voz (Poet Compact) para transmissão em áudio de resumos dos atuais projetos de pesquisadores e docentes USP nos temas da conferência;(b) equipamento especial (SuperVario 40) para transmissão em Braille dos mesmos resumos antes mencionados;(c) notebooks e computadores dispostos em altura padrão normalizado internacional equipados com software para acesso áudio formato DAISY (Digital Accessible Information System).

O estande da USP na conferência Rio+20 está localizado no Pier Mauá – Armazém 1- Avenida Rodrigues Alves, 10, Praça Mauá.

Tema corrupção finalmente faz parte da agenda Rio +20

Segundo a ONG Transparência Internacional o tema corrupção finalmente faz parte  da agenda Rio +20. O mais recente projeto do documento final reconhece pela primeira vez que a corrupção é um grave obstáculo à erradicação da pobreza, o combate à fome e desenvolvimento sustentável (cláusula 266).

A corrupção é a antítese do desenvolvimento sustentável. Ela fica no caminho do ensino gratuito, bloqueando uma passagem potencial para sair da pobreza. Pode significar que as pessoas não têm acesso a água potável ou um banheiro, ou morrer durante o parto em casa, porque eles não podem pagar planos de saúde.

À medida que as alterações climáticas ao longo de seu caminho perigoso, o custo da corrupção sobre o desenvolvimento se intensifica não só nos países mais pobres, mas em todos os países. Em outras palavras, se o dinheiro destinado a proteger-nos contra as tempestades extremas, secas, inundações e temperaturas de congelamento é perdido para a corrupção, todos nós estamos em sérios apuros.

Anti-corrupção vai aumentar não só a eficiência dos recursos, mas também gastar. Transparência, responsabilidade e compromisso cidadão reforçar a confiança, o que ajuda investimentos unidade e valor para o dinheiro. Em sua forma atual, o documento final pode definir o quadro para conseguir avanços reais na próxima década em relação a crescimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental.

Rio+20: Empresas são denunciadas por impacto ambiental e violações de direitos humanos

Manifestação contra grandes empresas responsáveis por impactos ambientais e violações de direitos

Uma manifestação reunirá hoje, dia 19, no Centro do Rio, representantes de movimentos sociais, sindicatos e comunidades impactadas por empreendimentos industriais de todo o mundo. Cerca de 2 mil pessoas devem participar do ato, que contará com a presença do ativista moçambicano Jeremias Vunjanhe, impedido de entrar no Brasil no último dia 12 e que só retornou ao país ontem após muita pressão da sociedade civil. Os manifestantes vão se concentrar às 17h30, em frente à Plenária 1, no Aterro do Flamengo, e sairão em passeata até o Palácio Capanema, onde será realizado um ato simbólico, com relatos de pessoas que sofrem os impactos gerados por projetos de grandes empresas.

A manifestação pretende explicitar a responsabilidade das corporações na piora das condições de vida das populações e nos graves impactos ambientais no planeta, questionar o promíscuo vínculo com os governos e denunciar o lobby e as chamadas “falsas soluções” que serão apresentadas por estes grupos durante a Conferência da ONU Rio+20. Serão relatados abusos e crimes de empresas como Shell, Syngenta, Bunge, Bayer, Monsanto, Votorantim, Alcoa, Vale, Nestlé e Odebrecht, dentre outras. Os participantes também criticam a atuação dos bancos privados e das instituições financeiras, como o Banco Mundial e o BNDES, este último responsável pela maior parte do financiamento público de mega empreendimentos violadores de direitos.

As empresas que atuam no estado do Rio de Janeiro e têm sido sistematicamente denunciadas por impactos ao meio-ambiente e violações de direitos humanos serão lembradas durante o ato. É o caso da Vale e da ThyssenKrupp (sócias na Companhia Siderúrgica do Atlântico – TKCSA –, em Santa Cruz), do grupo EBX, de Eike Batista (responsável pelo Porto do Açu, no Norte Fluminense), e da própria Petrobras, denunciada por pescadores por inviabilizar a pesca na Baía de Guanabara. Os organizadores também prometem lembrar o vazamento de petróleo da Chevron, na Bacia de Campos, as denúncias de favorecimento da empreiteira Delta pelo governo do estado, e a responsabilidade da FIFA e do COI nas violações de direitos humanos cometidas nas obras da cidade.

Os organizadores do ato afirmam que este modo irresponsável de operar é comum em todos os países. A partir de estratégias muito parecidas, que visam diminuir custos e obter maior lucratividade, as corporações pressionam e corrompem governos para garantir isenções fiscais e a flexibilização dos processos de licenciamento ambiental, por exemplo. Como consequência, ocorrem graves casos de crimes ambientais e violações de direitos, com apropriação indevida de terras, remoção de comunidades, contaminação do ar e da água e impactos na saúde das populações. É importante reforçar que, no caso das empresas brasileiras, isso tudo é viabilizado com financiamento público do BNDES, o que é ainda mais grave.

Pesquisa revela forte aumento nas mortes relacionadas a conflitos de terra e florestas na abertura das discussões na Rio+20

A Global Witness lançou hoje um levantamento instantâneo sobre a extensão chocante de assassinatos de ativistas rurais e da floresta na última década durante a disputa por recursos naturais; como as negociações no Rio começam a sério, temos encontrado um aumento acentuado no número de mortes de pessoas mortas defesa dos seus direitos à terra e florestas

Mais de 711 pessoas foram mortas na última década – mais de uma por semana. 106 defensores foram assassinados em 2011, o número mortes quase que dobrou nos últimos 3 anos.

Na véspera da Rio +20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, as informações alertam para uma crise velada na proteção do meio ambiente, com destaque para uma cultura de impunidade em torno de tanta violência, falta de informação e de relatórios ou acompanhamento do problema a nível nacional e internacional, bem como o envolvimento de governos e dos setores privados nacionais e estrangeiros em muitas mortes.

Billy Kyte, responsável por campanhas na Global Witness afirmou que: “Esta tendência aponta para a batalha global cada vez mais acirrada por recursos naturais, e representa um nítido grito de alerta para delegados no Rio de Janeiro. Mais de uma pessoa por semana é assassinada por defender seus direitos de acesso à terra e as florestas.”

A pesquisa, elaborada a partir de consultas com as comunidades, organizações e acadêmicos, e de uma coletânea de bancos de dados on-line, revela:

  • Uma alarmante ausência de informações sobre as mortes em muitos países, e inexistência de um monitoramento a nível internacional. Estes valores são possivelmente uma subestimativa da extensão do problema;
  • Os assassinatos aumentaram na última década, elevaram-se a mais do dobro nos últimos três anos;
  • Uma cultura de impunidade prevalece nesta área, com escassas condenações para os perpetuadores de crimes;
  • Os maiores números de mortes foram constatados no Brasil, Colômbia, Filipinas e Peru. Nestes e outros países (Camboja, República Democrática do Congo, Indonésia), há uma preocupação contínua sobre o envolvimento do setor privado nacional e estrangeiro nos assassinatos de defensores.
  • Com o aumento global de consumo, a luta pelo acesso a terra, florestas e outros recursos naturais estão se intensificando, com resultados fatais. Os fatores contribuintes incluem: aumento do agronegócio, exploração madeireira, mineração, iniciativas para hidrelétricas em terras contestadas e florestas; propriedade da terra concentrada nas mãos de elites com fortes conexões com o empresariado e governos e o grande número de populações compostas por cidadãos relativamente pobres e marginalizados, que são dependentes de terras ou florestas para sua subsistência.

A conclusão da ONG é que os governos devem assegurar aos cidadãos que se preocupam com a gestão da terra e das florestas, o direito de denunciar sem medo de perseguição, e garantir que os projetos de investimento e negócios envolvendo terras e florestas sejam feitos de forma aberta e justa. Isso significa buscar o consentimento livre, prévio e informado das comunidades afetadas antes que os negócios sejam aprovados.

Justiça e reparação também devem ser asseguradas aqueles que foram assassinados.

“A comunidade internacional deve parar de perpetuar esta sórdida competição por terras e florestas. Nunca foi tão importante proteger o meio ambiente e nunca foi tão letal “, disse Kyte.

kyte realiza exposição uma exposição fotográfica, lembrando ativistas mortos, no estande 10, na grande área Grupos de exibição no Riocentro de 20 à 22 de de Junho.

Mais  informações em: http://www.globalwitness.org/

Veja o relatório:  Global Witness Hidden Crisis Report

Fórum Amazônia Sustentável na Rio+20

Por Jaime Gesisky
Durante a Rio+20, Fórum Amazônia Sustentável promove série de debates sobre a região amazônica


Os eventos serão no teatro Maria Clara Machado e abertos ao público.

De 18 a 23 de junho, o Fórum Amazônia Sustentável reunirá seus principais parceiros institucionais durante a Rio + 20 para uma série de debates que ajudarão o Brasil a entender melhor a complexa realidade amazônica. Todos os debates, painéis e mesas-redondas serão no Teatro Maria Clara Machado, por meio de uma parceria com a prefeitura e Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Programação: www.forumamazoniasustentavel.org.br/rio20

O extenso programa tem o objetivo de oferecer ao público o mais completo panorama da situação amazônica do ponto de vista científico, social, político, econômico e cultural. Ao todo, serão 20 eventos que reunirão cerca de 60 palestrantes, painelistas, líderes comunitários e especialistas das diversas áreas do conhecimento.

Dessa maneira, o Fórum espera contribuir para projetar um futuro para a Amazônia e seus povos que possa incluir vários saberes na construção de uma sustentabilidade possível, factível e realizável.

“Por seu papel fundamental na manutenção de serviços ambientais vitais para o Brasil e o mundo, tais como água, clima, regime hídrico, plantas medicinais, alimentos, entre outros, a Amazônia requer uma abordagem especial, múltipla e lastreada em experiências concretas”, diz Adriana Ramos, da Comissão Executiva do Fórum Amazônia Sustentável e representante do movimento socioambiental.

Segundo ela, a alta biodiversidade da região, as diferentes etnias e os processos de ocupação e exploração econômica da Amazônia precisam ser vistos da maneira mais ampla possível para que o lugar da região no projeto brasileiro de desenvolvimento esteja além do simples fornecedor de commodities.

“A Amazônia precisa estar integrada ao resto do país e ao mundo em uma perspectiva de sustentabilidade e é disso que governos e sociedade civil devem fazer durante a Rio+20. O papel do Fórum Amazônia é ajudar a consolidar e informar o debate internacional”, avalia Adriana Ramos.

 

Colóquio Judicial Rio+20 de Direito Ambiental

 

 

9:00 – Abertura

Presidente: Desembargador HENRIQUE CALANDRA (Tribunal de Justiça de São Paulo e Presidente, Associação de Magistrados Brasileiros – AMB)

Palavras de Boas-Vindas:

BAKARY KANTE (PNUMA)

CLAUDIO DELL’ORTO (Desembargador e Presidente, Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro – AMAERJ)

JOHN CRUDEN (Presidente, Environmental Law Institute – ELI)

SAVIO BITTENCOURT (Presidente, Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente – ABRAMPA)

SHEILA ABED (Presidente, Comissão de Direito Ambiental da UICN)

Painel I

9:30 – 12:00 – Direito Ambiental Comparado: Passado, Presente e Futuro

Presidente: CARLOS TEODORO IRIGARAY (Presidente, Instituto “O Direito por um Planeta Verde”)

Palestrantes:

BEN BOER (Professor, Sydney University, Austrália)

BRANCA MARTINS DA CRUZ (Professora, Universidade do Porto, Portugal)

CHARLES DI LEVA (Banco Mundial)

ECKARD REHBINDER (Professor Emérito, Goethe Universität, Frankfurt, Alemanha)

NICHOLAS ROBINSON (Professor, Pace University, EUA)

ROBERT PERCIVAL (Professor, University of Maryland, EUA)

 

12:00 – 14:00 – Almoço

 

Painel II

14:00 – 15:00 – Tratados e Convenções Ambientais: Desafios e Perspectivas

Presidente: JAY PENDERGRASS (Environmental Law Institute – ELI)

Palestrantes:

BRAULIO DIAS (Secretário Executivo, Convenção da Biodiversidade)

JOHN SCANLON (Secretário Executivo, CITES)

 

Painel III

15:00 – 16:45 – Implementação Ambiental e o Papel do Acesso à Informação e Participação Pública

Presidente: ARYSTÓBULO DE OLIVEIRA FREITAS (Presidente, Associação dos Advogados de São Paulo – AASP)

Palestrantes:

CLAUDIA DE WINDT (Organização dos Estados Americanos – OEA)

JOHN BONINE (Professor, University of Oregon)

KEN MARKOWITZ (INECE)

LALANATH DE SILVA (World Resources Institute)

 

16:45 – 17:00 – Café

 

Painel IV

17:00 – 18:30 – Implementação Ambiental: o Papel do Judiciário

Presidente: FLÁVIO AHMED (Presidente, Comissão de Meio Ambiente, OAB-RJ)

Palestrantes:

ANTONIO HERMAN BENJAMIN (Ministro, Superior Tribunal de Justiça, e Professor, Universidade Católica de Brasília)

RICARDO LORENZETTI (Presidente, Corte Suprema da Argentina, e Professor, Universidade de Buenos Aires)

SCOTT FULTON (Procurador-Geral, U.S. EPA)

SYED MANSOOR ALI SHAH (Desembargador, Tribunal de Justiça de Lahore, Paquistão)

 

Palestra de Encerramento

18:30 – Princípio da Proibição de Retrocesso

Presidente: CLETUS SPRINGER (OEA – Organização dos Estados Americanos)

Palestrante: MICHEL PRIEUR (Professor Emérito, Universidade de Limoges, França)

18:50 – Encerramento:

Desembargadora LEILA MARIANO (Tribunal de Justiça do Rio deJaneiro e Diretora da Escola da Magistratura)

 

Local: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Plenário, Fórum Central, R. Dom Manuel, s/n,

Centro, 10º andar, Lâmina Central)

Agenda e participantes dos diálogos para o Desenvolvimento Sustentável

 

1 – Desemprego, trabalho decente e migrações – 16 de junho, manhã

  • Sra. Carmen Helena Ferreira Foro (Brasil) – Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG.
  • Sr. Daniel Iliescu (Brasil) – Presidente, União Nacional dos Estudantes
  • Sra. Deborah Wince-Smith (EUA ) – Presidente, The Council on Competitiveness
  • Sra. Ivana Savich (Sérvia) – Coordenadora, CSD Youth Caucus
  • Dr. James K. Galbraith (EUA ) – Professor, Texas University
  • Dr. Lu Hulin (China) – Professor, Beijing University
  • Sra. Nana-Fosu Randall (Gana) – Fundadora e Presidente, Voices of African Mothers (VAM)
  • Sra. Sharan Burrow (Austrália) – Secretária-Geral, International Trade Union Confederation
  • Sr. Maurice Strong (Canadá) – Secretário-Geral das Conferêrencias de Estocolmo (1972) e do Rio de Janeiro (1992)

 

2 – Desenvolvimento Sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras – 16 de junho, tarde

  • Moderador: Sr. Luis Nassif (Brasil) – TV Brasil/Agência Dinheiro Vivo
  • Sr. Caio Koch-Weser (Alemanha) – Vice-Presidente, Deutsche Bank Group
  • Dr. Enrique V. Iglesias (Uruguai) – Secretária-Geral Ibero-Americana (SEGIB). Ex-Presidente, Banco Interamericano  de Desenvolvimento (1988-2005)
  • Sr. Fabio Barbosa (Brasil) – Presidente Executivo, Abril S.A.
  • Dr. Jeffrey Sachs (EUA ) -Diretor, Earth Institute, Columbia University
  • Dr. Herman Mulder (Países Baixos) – Presidente, Global Reporting Initiative (GRI)
  • Sra. Kate Raworth (Reino Unido) – Pesquisadora, Oxfam
  • Dra. Marcela Benítez (Argentina) – Fundadora, Diretora, RESPONDE Association
  • Dr. Maria da Conceição Tavares (Brasil) -Professora, UFRJ
  • Sr. Wang Shi (China) – Fundador e Presidente, China Vanke Co. Ltd
  • Dr. Yilmaz Akyuz (Turquia) – Economista Chefe, South Centre

 

3 – Desenvolvimento Sustentável para o combate à pobreza – 16 de junho, noite

  • Moderador: Sr. Fred de Sam Lazaro (EUA) – PBS
  • Dr. Boaventura de Sousa Santos (Portugal) – Professor, Universidade de Coimbra
  • Dr. Judith Sutz (Uruguai) – Professora, Universidad de la Republica
  • Sra. Lourdes Huanca Atencio (Peru) – Presidente, National Federation of Women Rural Workers,
  • Artisans, Indigenous and Wage Workers of Peru (Femucarinap)
  • Dr. Manish Bapna (EUA ) – Presidente World Resources Institute (WRI)
  • Dra. Márcia Lopes (Brasil) – Professora, Ex-Ministra Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
  • Sr. Marcos Terena (Brasil) – Presidente, Comitê Intertribal
  • Dr. Pavan Sukhdev (Índia) – Fundador e  Presidente, Gist Advisory Private Ltd.
  • Sra. Severn Cullis-Suzuki (Canadá) – Membro da Diretoria, David Suzuki Foundation
  • Sr. Victor Trucco (Argentina) – Presidente Honorário, Argentine Association of No-Till Producers (AAPRESID)
  • Dr. Yang Tuan (China) – Diretor, Center for Study of Social Policies, Chinese Academy for Social Sciences

 

4 – A economia do Desenvolvimento Sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo – 17 de junho, manhã

  • Moderador: Sr. Joseph Leahy (Reino Unido) – Financial Times
  • Dra. Elisabeth Laville (França) – Diretora, UTOPIES
  • Dra. Enase Okonedo (Nigéria) – Decana, Lagos Business School
  • Dra. Gro Harlem Brundtland (Noruéga) – Ex-Primeira Ministra da Noruega
  • Sr. Helio Mattar (Brasil) – Presidente, Instituto Akatu. Co-Fundador do Instituto Ethos
  • Dr. Ignacy Sachs (França) – Professor, Centre de Recherche sur le Brésil Contemporain (CRDC), Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS)
  • Sr. Juan Carlos Castilla-Rubio (Peru) – CEO, Planetary Skin Institute
  • Dra. Kelly Rigg (EUA ) – Diretora Executiva, Global Campaign for Climate Action
  • Dr. Mathis Wackernagel (Switzerland) – Co-Fundador, Diretor Executivo, Global Footprint Network
  • Dr. Thomas Heller (EUA ) – Diretor Executivo, Climate Policy Initiative
  • Embaixador Rubens Ricupero (Brasil) – Ex-Secretário-Geral, UNCTAD

 

5 – Florestas – 17 de junho, tarde

  • Moderador: Sr. James Chao (China) – CCTV
  • Sr. Anders Hildeman (Suécia) – Global Forestry Manager, IKEA of Suécia AB
  • Sr. André Giacini de Freitas (Brasil) – Diretor Executivo, Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal)
  • Dra. Bertha Becker (Brasil) – Professora, UFRJ
  • Sr. Christian Del Valle (Reino Unido) – Fundador,  Althelia Climate Fund
  • Sr. Estebancio Castro Diaz (Panama) – Secretário Executivo, Alliance of Indigenous and Tribal Peoples of Tropical Forests
  • Sr. Guilherme Leal (Brasil) – Fundador, CEO, Natura Cosméticos
  • Dra. Julia Marton-Lefevre (França) – Diretora-Geral, International Union for Conservation of Nature (IUCN)
  • Dr. Klaus Töpfer (Alemanha) – Fundador, Executivo Diretor, Institute for Advanced Sustainability Studies (IASS), Ex- Executivo Diretor of the United Nations Environment (1998-2006)
  • Dr. Lu Zhi (China) – Diretora, Center for Nature and Society, Beijing University
  • Dra. Yolanda Kakabadse (Equador) – Presidente, World Wide Fund for Nature (WWF)

 

6 – Segurança alimentar e nutricional – 17 de junho, noite

  • Sr. Carlo Petrini (Itália) – Fundador, Presidente, Slow Food
  • Sra. Esther Penunia (Filipinas) – Secretária-Geral, Asian Farmers Association for Sustainable Rural Development (AFA)
  • Sra. Hortensia Hidalgo (Chile) – Indigenous Women Network of Latin America and the Caribbean for Biodiversity (RMIB)
  • Sra. Josette Sheeran (EUA ) – Vice-Presidente, World Economic Forum
  • Dra. Luísa Dias Diogo (Moçambique) – Ex- Primeira Ministra de Moçambique
  • Sr. Marco Marzano de Marinis (Itália) – Diretor Executivo, World Farmers Organization
  • Dr. Martin Khor (Malásia) – Diretor Executivo, South Centre
  • Dra. Mary Robinson (Irlanda) – Diretora, International Institute for the Environment and Development (IIED)
  • Dr. Renato S. Maluf (Brasil) – Coordenador, Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, (UFRRJ)
  • Dra. Vandana Shiva (Índia) – Diretora, Research Foundation for Science, Technology and Ecology

 

7 – Energia Sustentável para todos – 18 de junho, manhã

  • Moderador: Sr. James Astill (Reino Unido) – The Economist
  • Sr. Brian Dames (África do Sul) – CEO, Eskom
  • Sra. Changhua Wu (EUA ) – Diretor, Greater China – The Climate Group
  • Sra. Christine Lins (Áustria) – Secretária Executiva, REN21
  • Sr. José Antonio Vargas Lleras (Colômbia) – Vice-Presidente for Latin America and Caribbean (LAC), World Energy Council (WEC) / Presidente, CODENSA S.A.
  • Dr. Kornelis Blok (Países Baixos) – Fundador, Ecofys Group
  • Dr. Luiz Pinguelli Rosa (Brasil) – Diretor, COPPE-UFRJ; Secretário Executivo, Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas
  • Sra. Sandrine Dixson-Declève (Bélgica) – Diretora, EU Office, University of Cambridge, Program for Sustainability and Leadership; Vice-Chair, European biofuels technology platform
  • Sra. Sheila Oparaocha (Zâmbia) – Secretária Executiva, International Network on Gender and Sustainable Energy
  • Dr. Thomas Nagy (Dinamarca) – Vice Presidente Executivo, Novozymes
  • Sr. Vasco Dias (Brasil) – Presidente, Raízen Energia

 

8 – Água – 18 de junho, tarde

  • Moderadora: Sra. Lucia Newman (Chile) – Al Jazeera
  • Sr. Albert Butare (Ruanda) – CEO, Africa Energy Services Group
  • Dra. Ania Grobicki (Suécia) – Secretária Executiva, Global Water Partnership (GWP)
  • Dr. Benedito Braga (Brasil) – Presidente, International Water Resources Association (IWRA). Vice-Presidente, World Water Council (WWC)
  • Sr. David Boys (Canadá) – Utilities Officer, Public Services International
  • Sr. Dyborn Chibonga (Malawi) – CEO, National Smallholder Farmer´s Association of Malawi (NASFAM)
  • Sr. Jeff Seabright (EUA ) – Vice-Presidente, Environment and Water Resources – Coca-Cola Co.
  • Dr. Loïc Fauchon (França) – Presidente, World Water Council Board of Governors
  • Dr. Muhammed Yunus (Bangladesh) – Fundador, Grameen Bank
  • Sra. Myrna Cunningham Kaim (Nicarágua) – Diretora, Permanent Forum of the United Nations of Indigenous People (2011-2013)
  • Dra. Santha Sheela Nair (Índia) – Ex-Secretária, Department of Fresh Water, Ministry of Rural Development, Índia

 

9 – Cidades Sustentáveis e Inovação – 18 de junho, noite

  • Moderador: Sr. André Trigueiro (Brasil) – TV Globo
  • Dr. Alejandro Aravena (Chile) – Arquiteto, CEO, Elemental
  • Dr. Barry Bergdoll (EUA ) – Curador Chefe, Architecture and Design, MoMA
  • Sr. David Cadman (Canadá) – Presidente, Local Governments for Sustainability (ICLEI)
  • Dr. Enrique Ortiz (México) – Ex- Presidente, Habitat International Coalition (HIC)
  • Sr. Jaime Lerner (Brasil) – Presidente, Jaime Lerner Institute. Ex- Prefeito de Curitiba and Ex- Governador do Paraná
  • Dra. Janice Perlman (EUA ) – Presidente, Mega Cities Project
  • Sr. Khalifa Sall (Senegal) – Prefeito de Dakar and Vice-Presidente of UCLG for Africa
  • Sr. Oded Grajew (Brasil) – Presidente Emeritus, Instituto Ethos
  • Sra. Nawal Al-Hosany (United Arab Emirates) – Diretora de Sustentabilidade, Masdar
  • Dr. Shigeru Ban (Japão) – Arquiteto, Shigeru Ban Architects

 

10 – Oceanos – 19 de junho, manhã

  • Moderador: Sr. Philippe Cousteau (EUA) – CNN
  • Sr. Arthur Bogason (Islândia) – Presidente, Islândiaic National Association of Small Boat Owners
  • Sra. Asha de Vos (Sri Lanka) – Bióloga Marinha, Western Austrália University
  • Dra. Biliana Cicin-Sain (Itália) – Presidente, Global Forum on Oceans, Coasts and Islands
  • Dr. Jean-Michel Cousteau (França) – Presidente, Ocean Futures Society
  • Sra. Margareth Nakato (Uganda) – World Fishermen Forum
  • Dr. Robin Mahon (Barbados) – Professor, University of West Indies
  • Dr. Segen Farid Estefen (Brasil) – Professor, COPPE, UFRJ
  • Sr. Shaj Thayil (Índia) – Vice-Presidente, Technical Services and Ship Management
  • Dra. Sylvia Earle (EUA ) – Fundadora, Mission Blue Foundation
  • Dr. Ussif Rashid Sumaila (Canadá) – Diretor, Fisheries Centre and Fisheries Economics Research Unit, British Columbia University

Sociedade Civil poderá participar da Rio+20 por meio da Internet

Estão definidos os nomes dos 100 debatedores dos “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, que se realizarão no Riocentro, nos quatro dias que antecedem o segmento de Alto Nível da Rio+20.

Entre 16 e 19 de junho, representantes da sociedade civil (ONGs), da comunidade acadêmica e científica, imprensa e setor privado participarão de palestras e debates sobre temas prioritários da agenda internacional de sustentabilidade. Trinta recomendações definidas nos encontros serão levadas diretamente aos Chefes de Estado e de Governo presentes na Conferência, entre 20 e 22 de junho.

Serão 10 os temas dos Diálogos: (i) Desemprego, trabalho decente e migrações; (ii) Desenvolvimento Sustentável como resposta às crises econômicas e financeiras; (iii) Desenvolvimento Sustentável para o combate à pobreza; (iv) Economia do Desenvolvimento Sustentável, incluindo padrões sustentáveis de produção e consumo; (v) Florestas; (vi) Segurança alimentar e nutricional; (vii) Energia sustentável para todos; (viii) Água; (ix) Cidades sustentáveis e inovação; e (x) Oceanos. Todos os debates serão transmitidos ao vivo no website das Nações Unidas: http://www.uncsd2012.org.

Cada um dos Diálogos discutirá 10 recomendações específicas, que resultaram de ampla discussão realizada na plataforma digital http://www.riodialogues.org. Estabelecida com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a plataforma digital dos Diálogos permitiu que mais de 11 mil pessoas, de 190 países – incluindo ativistas, líderes comunitários, cientistas, jovens e representantes do setor privado – participassem das discussões. As 100 recomendações a serem debatidas entre os dias 16 e 19 de junho resultaram desse amplo debate virtual.

Internautas de todo o mundo poderão contribuir para os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, até o próximo dia 15 de junho, votando nas 100 recomendações propostas pela plataforma digital. Elas estão listadas no site http://vote.riodialogues.org.

Todos estão convidados a votar nessas sugestões, que servirão de parâmetro para os Diálogos presenciais, que terão lugar no Riocentro, no Rio de Janeiro, entre os dias 16 e 19 de junho. As sugestões mais votadas entrarão na pauta de debates e poderão ser apresentadas aos líderes mundiais reunidos na seção oficial da Rio+20, de 20 a 22 de junho, também no  Riocentro.

Economia Verde Inclusiva

 

“Brasil defende a Economia Verde inclusiva”, afirma Antonio Patriota em entrevista exclusiva para ONU Brasil

Em entrevista a Radio ONU em português na quarta-feira (13/6), o Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Antonio Patriota, falou sobre a situação das negociações do documento que será apresentado aos Chefes de Estado na Rio+20, além de detalhar o exemplo do Brasil na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da ONU.

“Até o fim da Rio+20 teremos um documento ambicioso, apontando direções e estabelecendo orientações para os próximos anos. Esta Conferência tem um formato inovador, prevê 10 mesas redondas, que chamamos diálogos, envolvendo representantes da sociedade civil, setor privado, meio acadêmico, jovens, mulheres, representantes de uma variedade grande de interesses”, afirmou o Ministro. O desafio agora é a elaboração das metas, que devem ser vistas pelo prisma dos três pilares: econômico, social e ambiental.

“Devem ser aplicadas por todos os países, indistintamente de seu grau de desenvolvimento, orientadas para objetivos globais”. O capítulo sobre Economia Verde está sendo simplificado com base em alguns entendimentos fundamentais.

“O Brasil defende a ideia da Economia Verde inclusiva, um paradigma do Desenvolvimento Sustentável que tenha muita ênfase no desenvolvimento social, além do ambiental e econômico”.

De acordo com Patriota, a ideia da erradicação da pobreza já aparece destacada nos primeiros parágrafos do documento. “Economia Verde não é um empecilho, é um conceito aberto, em construção, e que pode ser adaptado ao nível de desenvolvimento de cada país. É uma ideia renovadora que possui uma relativa flexibilidade”.

O Embaixador destacou que o Brasil já possui algumas das facetas do Desenvolvimento Sustentável, tais como “a matriz energética, renovável em quase 50%, a diminuição nas taxas de desmatamento na Amazônia, além da adoção de metas voluntárias no objetivo de diminuir as emissões de gases de efeito estufa entre 36% e 39%, em relação à projeção para 2020″.

O Futuro Que Nós Queremos

Foto Diego Blanco/ONU

O espaço – junto à Cúpula dos Povos – foi desenvolvido pela produtora RIO 360 e tem por objetivo mobilizar ainda mais a população para participar da conversa global lançada pela ONU chamada ‘O Futuro Que Nós Queremos’, que no Brasil ganhou um novo conceito, com a campanha “Eu Sou Nós”. Desenvolvida pelo Grupo Ogilvy, a “Eu sou Nós” convida as pessoas a abrir mão de sua individualidade e começar a pensar coletivamente.

Esta mobilização já tem o apoio de centenas de brasileiros anônimos e famosos, como o ex-jogador Ronaldo, o cantor MV Bill, a modelo Gisele Bündchen, o escritor Paulo Coelho, o artista plástico Vik Muniz, e o arquiteto Oscar Niemeyer.

As contribuições de milhares de pessoas estão no site da campanha – http://www.ofuturoquenosqueremos.org.br – e também nesta exposição, com mensagens vindas de vários países do mundo.

No espaço interativo do MAM o público poderá deixar suas mensagens sobre o futuro do planeta tirando fotos ou gravando mensagens que serão disponibilizadas no site da campanha. Lá também ele será convidado a pensar, de forma simples e didática, sobre os sete temas principais propostos pela conversa global: empregos, energia, cidades, alimentos, água, oceanos, e desastres.

Em quatro telões os visitantes de ‘O Futuro que Nós Queremos’ poderão também ver os desenhos que as crianças japonesas fizeram sobre as cidades nas quais elas gostariam viver no futuro cedidos pela Embaixada do Japão e que também estarão expostos no Pavilhão japonês no Parque dos Atletas; desenhos feitos por crianças brasileiras de todo o País mostrando o futuro que elas querem selecionados pelo Banco do Brasil; os filmes da campanha brasileira e da campanha mundial assim como frases selecionadas de participantes do mundo inteiro da conversa global intercaladas de fotos do arquivo das Nações Unidas, ilustrando o que é O Futuro que Nós Queremos.

A exposição mostrará também os resultados do concurso “Gota a Gota”, através do qual os participantes desenharam um anúncio para a mídia impressa que inspirasse as pessoas a poupar água. A iniciativa é do Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC) e foram selecionadas 30 peças entre mais de 3.500 propostas, recebidas de 45 países europeus.

Local: Foyer do Museu de Arte Moderna

Av. Infante Dom Henrique, 85

Parque do Flamengo

Aberta todos os dias entre 12 e 22 de junho das 11h às 18h

Sábados, domingos e feriados das 11h às 19h

Rumo: Rio+20

Por ONU para Ambiente do meio

Contagem regressiva encoraja maior ação para a sustentabilidade.


Faltando 100 dias para a Conferência Rio+20 que acontecerá em junho, no Rio de Janeiro, a ONU pede que governos, empresas e sociedade civil sejam mais ambiciosos em seus projetos para que a Rio+20 alcance um resultado que efetivamente acelere a mudança para soluções mais sustentáveis para os problemas mais urgentes do planeta.

Enquanto o mundo enfrenta desafios globais urgentes – que vão do acesso a água, energia e alimentos, mudança climática, oceanos poluídos, desemprego, e as crescentes desigualdades – a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) é uma oportunidade histórica para que os líderes de governo e os participantes da sociedade civil possam desenvolver políticas e medidas para promover a prosperidade e reduzir a pobreza, conseguir a equidade social e assegurar a proteção ambiental.

Os países continuarão as negociações na próxima semana sobre estes e outros resultados propostos pela Rio+20 em uma reunião intersessional, que será realizada em Nova York de 19 a 27 de março. Outra rodada de negociações está agendada para ocorrer de 23 de abril a 4 de maio, também em Nova York, com a rodada final no Rio de Janeiro, de 13 a 15 de junho, antes da Rio+20 que será entre 20 e 22 de junho.

O processo de negociação do documento final da Rio+20 começou formalmente em Nova York em janeiro deste ano, com discussões sobre o “Rascunho Zero” intitulado “O Futuro que Queremos”, que foi baseado em mais de 6.000 páginas de comentários de Estados-Membros da ONU, grupos da sociedade civil, empresas e outros atores sociais.

“Os desafios estão aumentando. Temos 100 dias até a Rio+20. Cem dias para uma oportunidade única em uma geração. Devemos concordar em soluções sustentáveis para construir o futuro que queremos”, afirmou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ban designou o desenvolvimento sustentável como uma questão prioritária para a ONU nos próximos cinco anos e lançou uma grande iniciativa em energia para prover até 2030, acesso universal a eletricidade, o dobro da taxa de melhoria da eficiência energética e uma duplicação da quota das energias renováveis no cenário global.

Para comemorar o marco de 100 dias e para destacar a campanha ‘O Futuro que Queremos’, os parceiros globais, os ‘Major Groups’ e parceiros do Sistema das Nações Unidas usarão as mídias sociais para compartilhar mensagens de apoio e destacar algumas das questões mais importantes, bem como os objetivos da Rio+20.

“O envolvimento da sociedade civil é essencial para o sucesso da Rio+20”, disse Sha Zukang, Secretário-Geral da Conferência. “Através dos meios de comunicação social, esperamos atingir um número cada vez maior de pessoas para destacar a importância deste evento mundial e a necessidade de agir agora para promover o desenvolvimento sustentável.”

Ajudar os países e comunidades a avançar para uma economia verde, acelerando os esforços para erradicar a pobreza, será fundamental nas discussões da Rio+20. Os governos também vão considerar maneiras de melhorar a eficácia das instituições internacionais que apoiam o desenvolvimento sustentável. A expectativa é de que governos, empresas e outras partes interessadas registrarão mais de 1.000 compromissos voluntários, concretos e mensuráveis de apoio à sustentabilidade global.

Os Estados-Membros e outras partes interessadas estão considerando o lançamento no Rio de um conjunto de “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, que se concentrarão e estimularão um compromisso político renovado para o desenvolvimento sustentável. Os objetivos abordariam os três aspectos do desenvolvimento sustentável – social, econômico e ambiental – de forma integrada.

Mais de 100 Presidentes e Primeiros-Ministros, junto com milhares de parlamentares, prefeitos, funcionários da ONU, executivos, líderes de ONGs, acadêmicos e representantes de muitos outros grupos da sociedade civil, vão se reunir no Rio de Janeiro. Cerca de 50 mil pessoas são esperadas para participar da Conferência, com outros milhares esperados no Rio de Janeiro no mesmo período. Fora das discussões oficiais, cerca de mil eventos focados em questões relacionadas estão programados antes e na época da Rio+20

Missão Brasil Rio +20

Por ONU para Ambientedomeio

Secretário-Geral da Rio+20 dá início hoje a missão no Brasil

O Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, inicia hoje, 5 de março, missão no Brasil. Durante sua estadia no país ele se reunirá com ministros, com os organizadores nacionais do evento, com membros do Parlamento brasileiro e outras autoridades para informar sobre o processo político da Rio+20, questões fundamentais a serem abordadas no evento e os preparativos logísticos para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Detalhes logísticos finais para ampliar as oportunidades e os resultados da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que será realizada em junho no Rio de Janeiro, serão o tema-chave das discussões entre funcionários da ONU e representantes do Governo brasileiro nesta semana.

Sha Zukang, que também é Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, estará no Brasil até o dia 10 de março, chefiando uma missão técnica de funcionários dos vários departamentos da ONU envolvidos na organização da Rio+20. A missão vai se dividir entre Rio de Janeiro e Brasília.

No Rio, Sha Zukang e os demais funcionários da ONU manterão uma série de reuniões sobre os vários aspectos logísticos da Conferência com os integrantes do Comitê Nacional de Organização (CNO) da Rio+20, chefiado pelo Ministro Laudemar Aguiar, Secretário Nacional do CNO. Entre outras atividades, a delegação visitará o RioCentro, na zona oeste da cidade, onde será realizada a conferência.

Em Brasília, Sha Zukang se reunirá, entre outros, com os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Com o país anfitrião esperando cerca de 50 mil participantes para a Conferência mundial, a Rio+20 abordará as ações que permitirão que países e comunidades avancem rumo a uma economia verde que beneficie todos e acelere os esforços para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável. Os países também estudarão medidas para melhorar a eficácia e eficiência das instituições globais que dão apoio ao desenvolvimento sustentável – desenvolvimento que, simultaneamente, promove a prosperidade, melhora a qualidade de vida e protege o meio ambiente.

O Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, informará aos parlamentares brasileiros, em audiência marcada em Brasília para a quinta-feira, 8 de março, sobre os preparativos políticos e logísticos para a Rio+20 e as formas propostas de colocar em prática o desenvolvimento sustentável.

“Os preparativos estão se acelerando para a Rio+20”, disse Sha Zukang antes de embarcar para o Brasil. “Estamos ansiosos para continuar nossos esforços e trabalhar em estreita colaboração com o Governo Brasileiro de modo a garantir que a Conferência tenha um grande sucesso e impacto máximo, fazendo com que o mundo encontre soluções para alguns dos nossos maiores desafios globais, tais como alimentos, energia, água, cidades, oceanos, empregos e redução de desastres, que estão tão intrinsecamente conectados”.

O processo de negociação do documento final da Rio+20 começou formalmente em Nova York em janeiro, com discussões tendo como base o chamado “rascunho zero”, intitulado “O Futuro que Queremos”, que foi baseado em mais de 6.000 páginas de comentários de Estados-Membros da ONU, de grupos da sociedade civil, empresas e outros. Os próximos passos para a elaboração do documento final da Rio+20 ocorrerão durante uma série de sessões de negociação. As duas próximas sessões serão realizadas em Nova York, de 19 a 27 março e de 23 de abril a 4 de maio, com a última reunião preparatória ocorrendo no Rio de Janeiro de 13 a 15 de junho.

“O rigoroso processo de negociação é um convite claro para que o resultado da Rio+20 permita ações ousadas e decisivas que nos coloquem no caminho para um futuro mais sustentável”, disse Sha.

Falando sobre as formas com que o mundo pode manter e promover o desenvolvimento sustentável na Rio+20, Sha Zukang destacou que houve um interesse particular nas discussões para o estabelecimento de um conjunto de “objetivos de desenvolvimento sustentável”. As metas propostas, que demandam mais elaboração, atuariam como uma série de parâmetros de referência para que os países se esforcem em garantir que uma ampla gama de questões específicas relacionadas ao desenvolvimento sustentável tenham continuidade.

Sha também observou que um dos fatos positivos é o de que existem expectativas crescentes por compromissos voluntários – talvez mais de mil – que garantirão apoio contínuo para o desenvolvimento sustentável por todas as partes interessadas. Estes compromissos voluntários serão assumidos no Rio por países, empresas, grupos da sociedade civil e outros atores sociais.

Sha elogiou os esforços do Brasil na organização da Conferência e destacou que as distintas questões e soluções a serem abordadas na Rio+20 serão fundamentais para o Brasil considerar, na condição de potência global em crescimento em nível internacional e nacional. Sha também destacou os esforços do Governo do Brasil no engajamento da sociedade civil e de outros atores sociais nos temas-chave relacionados com a Conferência, a partir de uma série de diálogos de alto nível que serão realizados entre os dias 16 e 19 de junho. Fora das discussões oficiais, cerca de 1.000 eventos estão programados antes e durante a Rio+20.

“Em nível nacional, na condição de país anfitrião, [o Brasil] alocou e mobilizou recursos financeiros, humanos e materiais sem precedentes, para um evento que promete ser o maior e mais participativo evento da ONU deste tipo”, disse Sha.

Entrevista com Sha Zukang

Por ONU para Ambientedomeio

Sha Zukang: Rio+20 precisa mostrar como avançar mais rapidamente rumo ao desenvolvimento sustentável

Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang alerta que nível de consumo atual, concentrado quase todo em apenas 20% da população, é insustentável. “Este padrão de consumo insustentável tem de acabar”. Ele pediu documento final “ousado” e resultado “ambicioso” na Conferência.

O mundo está em contagem regressiva para um dos eventos mais importantes dos nossos tempos, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. “A Rio+20 precisa mostrar como podemos avançar mais rapidamente para o desenvolvimento sustentável, antes que seja tarde demais”, disse o Secretário-Geral da Conferência, Sha Zukang, em entrevista exclusiva para o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA). “Minha mensagem é: venha para o Rio pronto para se comprometer.”

Os líderes mundiais e partes interessadas dos nove ‘Major Groups’ (sociedade civil) se reunirão no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho, com o objetivo final de assegurar um futuro sustentável para nosso planeta compartilhado. Na liderança dos preparativos para este evento histórico está Sha Zukang, que também é Subsecretário-Geral do DESA. Em meio à intensa preparação, ele compartilha suas visões e esperanças sobre a Conferência e sobre o trabalho a ser realizado até o evento.

DESA: A menos de 16 semanas para a Rio+20, qual é a sua mensagem para as diferentes partes interessadas em todo o mundo que se preparam para esta conferência histórica?

ZUKANG: Como observou o Secretário-Geral [da ONU], precisamos fazer da Rio+20 um grande avanço para o bem-estar humano. Como isso é feito? Ao oferecer ações, e não mais palavras. A Rio+20 tem de mostrar como podemos avançar mais rapidamente para o desenvolvimento sustentável, antes que seja tarde demais. É preciso assegurar um forte compromisso político no mais alto nível dos governos e entre todos os setores de negócios e da sociedade civil, bem como reenergizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável. Minha mensagem é: venha para o Rio disposto a se comprometer. Eu encorajo os ‘Major Groups’ e outras partes interessadas a anunciar na Rio+20 mais de mil novos compromissos voluntários para um futuro sustentável.

DESA: Existem algumas reuniões preparatórias prévias para a Conferência. O que essas sessões precisam para se realizar uma bem-sucedida Rio+20?

ZUKANG: Essas sessões devem alcançar a convergência em todos os elementos do rascunho zero do documento final para que os chefes de Estado e de governo possam adotá-lo na Rio+20. O documento final deve fornecer uma direção clara para orientar a ação para o desenvolvimento sustentável. A convergência de pontos de vista precisa fornecer clareza sobre questões como metas de desenvolvimento sustentável, um conselho de desenvolvimento sustentável, o fortalecimento do PNUMA [Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente] e um mapa para a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

DESA: Você estava satisfeito com o rascunho zero do documento final? Você acha que isso servirá como um catalisador para uma Conferência de sucesso?

ZUKANG: Estou satisfeito com o documento do rascunho zero que foi compartilhado com os Estados-Membros. É um texto equilibrado, que procura levar em conta a diversidade de pontos de vista expressos nas mais de seis mil páginas de contribuições dos Estados-Membros, dos ‘Major Groups’, das organizações internacionais e de outras partes interessadas. O rascunho zero representa o meio termo sobre o qual um resultado ambicioso pode ser construído. Estou incentivando todas as partes a serem ousadas e avançarem tão quanto seja viável politicamente para entregar um documento final com o qual os chefes de Estado e de Governo ficariam orgulhosos de vir ao Rio para apoiar.

DESA: Sabemos que existem desafios pela frente, mas quais são as principais vantagens que o mundo tem agora na criação de um futuro sustentável?

ZUKANG: Não é uma questão de vantagens, mas de extrema necessidade. O desenvolvimento sustentável não é opcional. Mais de um quinto da humanidade está gravemente privado de recursos, sem bens e serviços básicos, incluindo comida, água e energia. No entanto, por outro lado, cerca de 20% da população mundial estão consumindo 80% dos recursos naturais. Coletivamente, os sete bilhões de pessoas na Terra estão consumindo cada ano mais de 1,3 vezes os recursos naturais do que a Terra pode renovar. Este padrão de consumo insustentável tem de acabar. O futuro que queremos é um mundo livre dessas privações onde a humanidade como um todo vive dentro dos limites planetários de uma Terra. A sobrevivência a longo prazo da humanidade exige se comprometer com um futuro sustentável na Rio +20 e lançar ações e iniciativas concretas para nos levar até lá.

DESA: O que torna a Rio+20 diferente de outras grandes conferências internacionais?

ZUKANG: O Secretário-Geral chamou a Rio+20 de uma oportunidade única para uma geração. Na verdade, esta será uma conferência internacional como nenhuma outra. Estamos esperando a vinda de 50 a 60 mil pessoas no Rio de Janeiro para a Conferência. A principal diferença será o foco sobre a renovação de compromissos políticos e sua implementação. Além disso, a Conferência será caracterizada pelo tamanho e o forte engajamento sem precedentes dos ‘Major Groups’ da sociedade – os atores não estatais, cujo papel é fundamental na construção do futuro que queremos.

Além disso, a Rio+20 será diferente da UNCED em 1992 [Rio92]. Os ‘Major Groups’ são agora uma parte dos procedimentos oficiais, intervindo e participando de mesas redondas ao lado de Estados-Membros e organizações internacionais. Na Rio 92, os ‘Major Groups’ foram em grande parte confinados a um fórum global para a sociedade civil no Aterro do Flamengo.

DESA: O que você gostaria de dizer aos cidadãos de todo o mundo que aspiram a contribuir para um futuro sustentável para si mesmos e para as futuras gerações?

ZUKANG: A Conferência Rio+20 diz respeito a cada mulher, homem e criança neste planeta e também àqueles que ainda não nasceram. Esta é a sua Conferência, mesmo se você não está fisicamente presente no Rio de Janeiro. Junte-se à conversa global. Conecte-se com a Conferência através de mídias sociais e nosso site. Torne suas opiniões conhecidas por suas delegações oficiais e pela organização dos ‘Major Groups’ mais próximos a você. Elabore iniciativas individuais para o desenvolvimento sustentável, não importa quão grandes ou pequenas elas sejam. Será um passo para construir o futuro sustentável que todos nós queremos.

Brasil será sede do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2012

De ONU/ PNUMA para  Ambientedomeio

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) anunciou que o Brasil, dono de uma das economias que crescem mais rápido no mundo, será a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), comemorado anualmente no dia 5 de junho.

O tema deste ano: “Economia Verde: Ela te inclui?” convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia-a-dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.

O Brasil foi sede do WED em 1992, durante a Cúpula da Terra, quando chefes de Estado, líderes mundiais, oficiais de governo e organizações internacionais se encontraram para reorientar, recalibrar e traçar um caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

“Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo para criar um novo caminho que reflita as realidades, mas também as oportunidades do novo século”, declarou Achim Steiner, Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA.

“Três semanas após o WED, o Brasil receberá a Rio+20, onde líderes mundiais e nações se reencontrarão para desenhar um futuro que faça do desenvolvimento sustentável uma prática bem-sucedida – um futuro que pode fazer crescer economias e gerar trabalhos decentes sem pressionar os limites do planeta”, adicionou.

O Brasil tem o quinto maior território do mundo, com quase 8,5 milhões de Km2 onde vivem mais de 200 milhões de pessoas, o que o torna o quinto país mais populoso do mundo.

Em anos recentes, o Brasil deu grandes passos para resolver problemas como o desmatamento da Amazônia por meio do monitoramento da região.

Estimativas mostram que o Brasil alcançou uma redução significativa de gases causadores de efeito estufa como resultado da redução das taxas de desmatamento.

Segundo o relatório do PNUMA chamado Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, o Brasil tem tido uma posição de destaque na construção de uma economia que inclui a reciclagem, a energia renovável e a geração de empregos verdes.

A indústria de reciclagem do Brasil gera um retorno de dois bilhões de dólares, ao passo que reduz as emissões de gases de efeito estufa em dez milhões de toneladas.

Só no Brasil, na China e nos Estados Unidos, a reciclagem, em todas as suas formas, já emprega doze milhões de pessoas.

O Brasil é também líder na produção sustentável de etanol como combustível de veículos e está se expandindo em outras formas de energia renovável como a eólica e solar.

Recentemente, a construção de 500.000 novas casas com instalações de painéis solares no Brasil gerou 300 mil novos empregos.

“Nós estamos muito felizes por sediar as celebrações globais pelo meio ambiente. O Dia Mundial do Meio Ambiente no Brasil será uma grande oportunidade para apresentar os aspectos ambientais do Desenvolvimento Sustentável nas semanas que antecedem a Conferência Rio+20”, declarou a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, que esta semana está participando da Sessão Especial do Conselho Administrativo do PNUMA em Nairóbi, Quênia.

“A história do Brasil, com a complexidade de sua economia diversa e dinâmica, a sua riqueza de recursos naturais e seu atual papel nas relações internacionais, oferece uma perspectiva única por meio da qual um resultado amplo e transformador se tornará possível na Rio+20”, adicionou Achim Steiner. “O forte comprometimento do Brasil com a equidade social e seu papel de destaque entre economias desenvolvidas e em desenvolvimento, pode guiar e moldar debates”.

“O conceito contemporâneo de desenvolvimento sustentável nasceu no Brasil e podemos considerar que o potencial que esse modelo apresenta para responder a desafios e oportunidades futuras será definido no Brasil daqui a quatro meses”, completou Steiner.